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Jogamos | Um pinguim, sete reinos e muita coragem em Rise of the Penguins 2

Criado pelo desenvolvedor solo Bill Woo, é um jogo de plataforma 2D com pixel art retrô

Desafios intensos e um pinguim heróico que derrete corações — mesmo em um mundo congelado. Por Magali “a que tem medo de gelo escorregadio, mas vai assim mesmo” Susana!

Gente… eu juro que tentei não me apegar, mas foi só o menu de Rise of the Penguins 2: Penguin’s Dark Ascent aparecer, com aquele pinguinzinho olhando pro abismo gelado, que eu já tava tipo “ai meu Deus, protege ele”. 🥺

E sim, esse jogo é a sequência direta de um projeto feito com muito amor (e talvez algumas noites sem dormir) pelo Bill Woo, um desenvolvedor solo que basicamente acordou um dia e pensou: “E se um pinguim tivesse que escalar o fim do mundo pra salvar a própria espécie?” — e foi lá e fez.

❄️ O retorno do pinguim mais corajoso do gelo

Você joga com Kaito, um pinguim que tá enfrentando um inverno nada comum: o mundo foi quebrado por uma energia mística chamada Huddle Stone, e agora sete reinos congelados estão em colapso.
Sim, sete. Porque um não basta. 😅

Então lá vai o Kaito, com suas asinhas curtas e coração gigante, pular, mergulhar, deslizar e atirar bolas de neve pra tentar consertar a bagunça.

Cada fase é tipo uma montanha-russa congelada, com inimigos bizarros, armadilhas e uns chefes tão insanos que eu cheguei a rir de nervoso. Tem mini-boss, boss e até bossão — tudo no plural, tudo difícil.

E acredite: um jogo com pinguins fofinhos consegue ser desgraçadamente difícil. Eu tô convencida de que Bill Woo jogava Ghosts ’n Goblins na infância e nunca superou o trauma. 😭

🧊 Plataformas, bolas de neve e caos coordenado

A jogabilidade é uma delícia — e um pouquinho cruel, confesso.

Você corre, dá dash, mergulha (sim, dá mergulho, gente!), e o ponto alto é que as suas bolas de neve funcionam quase como projéteis mágicos.

Você pode mirar em várias direções e até usar o timing dos ataques inimigos pra ganhar mana — e aí sim, soltar habilidades especiais dignas de um mago… só que com barbatana. 🐧✨

As mecânicas lembram um pouco Mega Man com uma pitada de Cuphead (sem o cigarro, mas com o mesmo desespero). O jogo é linear, ou seja, não tem exploração livre — cada fase é uma corrida até o fim, um desafio direto, sem distrações.

E sinceramente? Eu amei isso.
Nada de “vá coletar 100 itens místicos pra liberar a próxima cutscene”. Aqui é só você, o gelo, os inimigos e sua teimosia.

🎨 Um charme meio desajeitado (no melhor sentido)

Bill Woo descreve no Steam que as animações são “janky animations made by me”, e olha… ele não tá mentindo! 😂

Mas o resultado é encantador, tipo aqueles desenhos independentes que você vê e pensa: “ok, tem alma aqui.”

A pixel art é simples, mas funcional. Os inimigos parecem saídos de um sonho ruim da Nickelodeon dos anos 90, e o Kaito tem carisma de sobra — especialmente quando leva um tombo. (Eu rio. Sempre. Desculpa, Kaito.)

A trilha sonora é cheia de batidas eletrônicas geladas, o tipo de música que te dá a sensação de estar escalando o Everest com um walkman.

E apesar da simplicidade visual, o jogo passa aquela vibe de “feito à mão”, sabe? Cada cenário parece um pequeno experimento do criador.

🧩 Desafio com gosto de infância (e um toque de loucura)

Eu cresci jogando Alex Kidd e Wonder Boy no Master System, então quando um jogo me faz suar por causa de um pulo mal calculado, eu me sinto em casa.

Rise of the Penguins 2 tem esse espírito de “morri, mas foi culpa minha”, o que é essencial em jogos de plataforma.

Os controles respondem bem, o ritmo é intenso, e a curva de dificuldade é tipo montanha — começa gentil, mas quando você percebe, tá lutando contra um chefão que ocupa metade da tela e ri da sua cara.

🐧 Um indie puro, sem frescura

Sabe quando você joga algo e sente que o criador não fez pra ganhar prêmio, mas pra se divertir e te divertir junto?

Esse é o caso aqui.

Dá pra ver que o Bill Woo colocou o coração no projeto — cada chefe, cada tile de gelo, cada bolinha de neve tem aquela energia de “feito por alguém que realmente ama videogames”.

E mesmo com alguns errinhos bobos (menus simples, animações meio duras, interface modesta), o jogo tem alma, e isso é algo raro hoje em dia.

🎮 Veredito temporário

Rise of the Penguins 2: Penguin’s Dark Ascent é um jogo pequeno, mas cheio de personalidade. Ele não tenta ser gigante, não quer reinventar o gênero — só quer te dar aquele desafio honesto, com um protagonista que derrete corações.

Ele é tipo aquele chocolate quente que você derrama no colo, grita de dor, mas continua bebendo porque tá gostoso demais pra parar. ☕🐧

E sim, ele é um jogo difícil. Mas a cada fase vencida, dá vontade de mandar uma DM pro Bill Woo dizendo “eu consegui, cara!”.

🐧✨ Em breve…

Prometo trazer a análise completa com todas as fases, chefes e (provavelmente) o número de vezes que o Kaito morreu por minha causa. 😅

Por enquanto, posso dizer: Rise of the Penguins 2 é um indie frio no tema e quentinho no coração. ❤️❄️

Magali "Pixel" Susana

Magali "Pixel" Susana é pseudônimo (para evitar gente chata me procurando nas redes)! Gamer das antigas, da época que checkpoint era coisa de filme de ficção científica. Com um coração pixelado e uma paixão que atravessa gerações, ela escreve para quem ama videogames com alma. Se você é da era dos disquetes, vai lembrar de mim... ou sentir que sempre me conheceu.
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