Joguei Umigame e descobri que ser uma tartaruguinha pode ser mais emocionante do que parece!
Eu não sei vocês, mas sempre que descubro um jogo indie com alguma criatura fofa no centro da narrativa, já começo a imaginar que minha tarde inteira vai embora. E com Umigame, da Nimblegames, foi exatamente assim.
Gente… eu fui abrir Umigame achando que ia encontrar uma tartaruguinha fofa nadando no mar igual aquele documentário da Netflix que me deixou chorando por meia hora… e DO NADA eu estava no meio de um pântano amaldiçoado, lutando por minha vida contra criaturas que parecem ter sido criadas por um artista que cresceu vendo Castlevania e tomando café demais.
Sério, eu pisquei e — pluft! — virei uma guerreira da natureza com um artefato mágico chamado Omnicore, que eu entendi mais ou menos que funciona como se fosse um ovo alienígena, um coração mágico e uma torre de defesa tudo ao mesmo tempo. É tipo se você juntasse:
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o Totoro,
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a energia da Korok Forest,
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e o medo legítimo de ser encurralado numa run ruim de Hades.
Enfim, já começamos assim.
🌊 Primeiro mergulho: o que é Umigame?
A Nimblegames joga a gente direto num pântano do mal dominado pela bruxa Maeve, que deve ter sido colega de escola da Malévola porque nossa, essa mulher fez um estrago.
A vibe é meio:
“A natureza está morrendo, tudo se corrompeu, vai lá resolver.”
Você assume o papel de um guardião marinho (ou espírito, ou tartaruga ancestral… ainda não decidi). E você precisa proteger o tal Omnicore enquanto desperta guardiões — plantas vivas, cogumelos armados, totens mágicos que parecem criaturinhas que cresceram assistindo Avatar: A Lenda de Aang.
A história não é gigante, mas dá o tom certinho. E o tom é: pântano + magia + caos + ‘corre que deu ruim’.
🐢 Jogabilidade, puzzles e descobertas
Ok, agora sim, o ponto forte do negócio.
➤ Roguelite raiz
Cada run muda.
Cada run dói.
Cada run te dá vontade de tentar “só mais uma” e quando você vê já está duas horas lá, conversando sozinho e argumentando com o jogo igual se fosse seu ex.
➤ Guardiões
Aqui foi onde meu coração de Pokémon Trainer deu uma tremida:
Você invoca criaturas da natureza que lutam com você.
Eu não queria ser a pessoa que cria vínculos com um cogumelo mágico, mas aqui estamos.
Esses guardiões mudam bastante o ritmo, porque é ação frenética, mas também é estratégia. É tipo jogar Vampire Survivors, só que com pequenas criaturinhas dizendo:
“confia em mim, mestre, eu aguento esse bicho enorme aqui.”
(Não aguentam sempre, mas é fofo.)
➤ Builds (AAAAAA eu adoro builds!!!)
Tem mais de 150 habilidades.
Cada personagem tem armas e poderes totalmente próprios.
Você vai montando combinações bizarras que funcionam — ou fracassam de forma engraçada, o que também é uma experiência espiritual válida.
Eu fiz uma run onde fiquei dependente de torres de espinhos.
Outra onde virei praticamente a mãe natureza armada.
Outra onde eu era… uma piada ambulante. Mas é sobre isso.
➤ Co-op de 1 ou 2 jogadores
Jogabilidade cooperativa é sempre festa, né?
Jogar com amigo aqui é tipo tentar montar um móvel da IKEA em dupla:
vocês se atrapalham, dão risada, alguém clica errado, e no final… fica bom?
Mais ou menos?
Mas vale.
🐙 Pontos que conquistaram meu coração & meu caos mental
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Visual hand-drawn fofíssimo, com aquele toque indie que parece pintura viva feita com carinho.
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Clima perfeito de fantasia sombria sem perder charme.
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Rejogabilidade para dar e vender — porque você sempre pensa “agora vai”.
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Mistura gostosa de ação frenética + estratégia.
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Personagens variados e builds que mudam muito o estilo da run.
🐍 Onde o pântano ainda precisa de um Raid Anti-Insetos
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É Early Access, então ainda falta conteúdo finalizado.
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Algumas runs podem ficar repetitivas se você não variar muito.
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Pequenos bugs apareceram aqui e ali, mas nada que coma seu save (ufa!).
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Narrativa ainda é mais “função” do que “profundidade emocional estilo Final Fantasy XV em dia de chuva”.
🌟 Conclusão parcial (versão JOGAMOS)
Olha… Umigame é aquele jogo que começa esquisito, cresce no seu coração e quando você percebe já virou “meu roguelite de estimação da semana”.
É caótico, é mágico, é divertido, e — apesar de algumas arestas — é promissor demais. Se você gosta de repetir runs, upar habilidades, tentar novos combos, brincar de druidinha do caos e ainda por cima curte cooperativo… esse pântano aqui merece sua visita.
E se você NÃO gosta, cuidado: ele te fisga igual slime brilhante quando você menos espera.
E ah! Em breve teremos a ANÁLISE COMPLETA do jogo, com tudo destrinchado, prós e contras, e aquele mergulho profundo que só a gente faz. 🌊✨