Aaaaah, como é bom ver a Double Fine de volta! 💛
Depois de um tempinho sumida (provavelmente tomando chazinho em xícaras de design psicodélico com o Tim Schafer), a queridinha dos indies excêntricos e das metáforas visuais apareceu no Xbox Games Showcase 2025 com um novo jogo que me fez dizer: “perdão, o QUÊ?”
O nome dele é Keeper. E ele chega no dia 17 de outubro, pra PC, Xbox Series X|S, PlayStation 5 e também direto no Game Pass.
E olha… já começa com um farol que cria pernas e sai andando, tá bom pra você?
🗼🦵 O farol que andava e filosofava sobre a vida
Sim, você leu certo. Keeper é um jogo onde um farol colapsa, se reconstrói e… ganha pernas. E sai por aí tropeçando, literalmente, num mundo abandonado pela humanidade.
Se isso não é arte contemporânea em forma de game, eu sinceramente não sei o que é.
“Keeper é uma história contada sem palavras. Uma aventura em terceira pessoa ambientada em um mundo pós-humano, após nosso tempo ao sol ter passado há muito tempo.”
Me dá um segundo, que eu preciso suspirar poeticamente. 🌬️
🌎💫 Um mundo sem humanos. Mas cheio de propósito.
A narrativa parece ter nascido de uma caminhada introspectiva durante a pandemia, quando o diretor criativo Lee Petty (sim, o mesmo diretor de arte de Brütal Legend, saudades Jack Black metaleiro) resolveu refletir sobre o fim das coisas, o silêncio depois do barulho, e o que resta quando todo mundo já foi embora.
E aí, de repente, temos um farol que, depois de eras parado, levanta. Com pernas novinhas em folha. Meio desajeitado, meio perdido.
Tipo a gente depois de dois anos de home office tentando socializar com humanos de novo.
🐚✨ Jogo mudo, mas o coração grita
O fato de não ter diálogos faz com que Keeper pareça quase um haikai em forma de jogo: curtinho, introspectivo, visualmente profundo e com aquela pontinha de “ai, que lindo, eu quero chorar sem saber por quê”.
A proposta é de uma aventura contemplativa, com exploração, ambientação surreal, trilhas minimalistas, e uma construção de narrativa totalmente simbólica. Cada passo do farol parece ser um poema em movimento.
Cada tropeço: um lembrete de que o mundo segue, mesmo depois que a gente para.
🧠🖼️ Tim Schafer e a Double Fine entregando mais uma obra que ninguém pediu, mas todo mundo precisava
A Double Fine sempre foi esse estúdio maluco que mistura humor, psicodelia, crítica social e muita criatividade: de Psychonauts à bizarrice deliciosa de Stacking.
E agora, com Keeper, eles parecem ter encarnado o espírito de um Hayao Miyazaki pós-apocalíptico, onde tudo é lindo, triste e curioso ao mesmo tempo.
E, claro, com aquela pitada de nonsense que só eles sabem dosar:
“À medida que o farol tropeça desajeitadamente e aprende a andar, ele se vê tomado por um misterioso senso de propósito.”
GENTE. Isso é sobre mim tentando entender a vida depois dos 30, claramente. 🥲
📆🕊️ Keeper: onde até as pedras têm sentimentos (e pernas)
Guarda essa data com carinho melancólico no seu coração gamer: 17 de outubro.
Keeper vai chegar com:
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Uma jornada sem palavras, mas cheia de significado;
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Um mundo pós-humano repleto de beleza decadente;
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Um farol com pernas (NUNCA vou superar isso);
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E uma reflexão sobre solidão, reconstrução e propósito que parece ter saído de um diário secreto de poeta que joga indie no Switch antes de dormir.
Se você ama jogos como Journey, Inside, Gris ou Spiritfarer, Keeper vai te quebrar em pedacinhos fofos e depois colar tudo com lágrimas de existencialismo doce.