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Você já leu por aqui nossa análise do shoot’m upResogun“, e hoje é dia de ler sobre mais um game exclusivo para o PlayStation 4, o aguardado FPS “Killzone: Shadow Fall“. Produzido pela Guerrilla Games, é o quarto game da franquia (sexto se levar em consideração os portáteis) e um dos primeiros games do novo sistema da Sony, “Shadow Fall” é na verdade o carro-chefe dessa primeira leva de títulos a chegar no mercado, o blockbuster que veio para mostrar do que o PS4 é capaz de fazer. A Guerrilla tentou algumas inovações neste game, veja abaixo o que nós achamos dele.

Guerra Fria e Infiltrações

A história do jogo ocorre 30 anos depois dos acontecimentos dos jogos anteriores, no ano de 2390. A vida em Helghan, planela natal dos Helghast, caiu em desgraça depois da guerra, com a Interplanetary Strategic Alliance (ISA) permitindo aos sobreviventes Helghasts viverem no planeta Vekta. O clima no lugar é de tensão, pois os Vektans e os Helghasts vivem em conflitos e diferenças que já vem de muito tempo, resultando a um tipo de “guerra fria“. As duas civilizações vivem numa enorme cidade dividida por um muro de segurança, ao melhor estilo “Muro de Berlin“.

E é bem no meio desse conflito que entra o protagonista, Lucas Kellan, um membro de uma unidade militar de elite conhecida como Shadow Marshals, na tentativa de proteger a frágil paz que ainda existe. Nós podemos acompanhar a infância de Kellan e presenciar como ele se tornou um soldado, numa tentativa, bem sucedida, da produtora de aproximar mais o personagem ao jogador. Mas de forma geral, a narrativa do game é bem simples e sem grandes surpresas “shakesperianas” em seu desenvolvimento, com momentos morais em que é difícil dizer quem é o mocinho ou vilão. Kellan é um novo soldado para novas eras de guerra, para tentar evitar conflitos, ele deve ser metódico e realizar missões de infiltrações e estratégicas, evitando confrontos com inimigos. Mas não se preocupe, se você quer ação, KSF tem muito a oferecer também, com fases recheadas de inimigos e tiroteio.

O começo do jogo é bem lento e chato, e por uns 30 minutos você pode achar que está jogando um outro título e não um “Killzone“, pela falta de ação – afinal, quem joga um FPS geralmente a primeira coisa que quer fazer é sair matando todo mundo e explodir o que aparecer pela frente, e aqui é um pouco diferente. Sem companheiros de batalha, as missões em KSF são bem mais solitárias. Mas passada essa introdução arrastada, as missões ganham mais peso e ação, ficando do jeito que os fãs gostam.

Uma das novidades do jogo é o seu companheiro metálico OWL, um drone – veículo aéreo não tripulado – multifuncional usado pelos Shadow Marshals, e controlado pelo jogador através da base táctil do DualShock 4. Ele permite um bom nível de estratégias e ajuda muito a eliminar os inimigos, pois além de atacar de pontos estratégicos, o drone também serve para criar escudos de energia, rappels para travessias rápidas de um ponto a outro, danificar aparelhos eletrônicos em uma determinada região ou ainda de simplesmente distrair um inimigo e abrir caminho para você cair matando ou se esgueirar pelas sombras. Como você pode perceber, o drone será o seu melhor amigo durante todo o jogo – em missões mais avançadas Kellan conta com a ajuda de uma aliada.

Visualmente impressionante

O que realmente chama a atenção em KSF são os gráficos e visuais, que realmente estão muito bonitos na tela, e apesar de não usar todo o potencial do PS4, já nos dão uma amostra do que o aparelho é capaz. As texturas são em alta definição, com um nível de detalhes impressionante, sendo que o design dos personagens se destaca aos nossos olhos, especialmente suas roupas e armaduras, pois ficamos prestando atenção nos mínimos detalhes, assim como na arquitetura das cidades, muito originais e criativas, para deixar qualquer diretor de filmes scifi com inveja. As armas também estão  muito bem produzidas, algumas de jogos anteriores estão de volta, como a espingarda de assalto M82, assim como novas aquisições, como a mini-metralhadora/espingarda LSR44.

Claro, KSF é um dos primeiros games da plataforma, e ainda tem muito o que se explorar tecnicamente, mas já dá pra sentir um gostinho do potencial do aparelho. São muitos efeitos visuais na tela, como fumaça, explosões, inimigos atirando, e tudo ocorrendo de forma rápida e fluída, sem slowdowns. Como a sua mecânica tem uma base de infiltração, os cenários são maiores e em campo abertos (é fácil de se perder), com vários caminhos e opções para se completar as missões, diferentes dos jogos anteriores que seguiam um sistema mais linear e cheios de corredores.

Além do modo campanha temos o multiplayer com 10 mapas base, sendo que o jogador pode criar o seu próprio mapa, as Warzones, e compartilhar com outros usuários. São três classes disponíveis: Assault (infantaria, saia matando todo  mundo), Scout (reconhecimento de área e localização de inimigos) e Support (ajude os companheiros caídos), que já se encontram liberadas desde o início, assim como armas e habilidades. O jogador pode evoluir seu personagem e armas ao completar os objetivos,e para uma vitória garantida, é bom ter um time bem balanceado entre as três classes. O modo multiplayer será mais familiar aos jogadores veteranos da franquia, apesar de não agregar nada de novo no estilo, certamente vai ganhar muitos adeptos pela ação sem limites e diversão gerada.