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Late Hours mistura terror psicológico e turno de trabalho no Steam

Jogo aposta em horror atmosférico e escolhas narrativas durante um turno noturno em um restaurante

Quando eu vi Late Hours no Steam, fiquei intrigada desde a descrição: “Seu trabalho é uma porcaria Seu relacionamento está desmoronando. E alguém está te observando nas sombras de Greasez’s”. E assim que entrei nesse turno da meia-noite, entendi que aqui não tem respirador automático… tem calafrios lentos crescendo na espinha.

O jogo foi criado pelos desenvolvedores Miguel Roman e Yasmany Roman, e publicado pela Rapture Ready Games. Ele saiu no final de 2025, em 31 de dezembro, e chegou como um horror psicológico misturado com simulação realista de turno de trabalho, tipo Five Nights at Freddy’s encontra Cook, Serve, Delicious!… só que muito mais tenso e com menos sorriso nervoso e mais medo mesmo.

📍 Premissa: Não é só terror, é VIDA

Logo no começo, você escolhe jogar como Dylan ou Rachel, duas pessoas que, além de estarem presas num turno de hambúrguer às três da manhã, ainda estão lidando com um relacionamento que vai ladeira abaixo. O medo não vem só de sombras e passos atrás de você: ele vem de texto do celular, de como você responde ao parceiro, de erros de atendimento, e de escolhas que podem até terminar ou salvar essa relação conforme você joga.

Isso é muito diferente de jogos de terror que jogam jump scares na sua cara o tempo todo (tipo um Outlast barulhento): Late Hours aposta em terror atmosférico e psicológico, aquele que te abraça pela nuca e não te solta.

🍔 Mecânica: Simulação de turno + medo constante

Aqui não tem só grito e correr — você tem que:

  • aceitar pedidos

  • preparar hambúrgueres

  • limpar o balcão

  • lidar com clientes irritados

  • tentar não surtar

…tudo isso com uma sensação constante de que algo está errado no restaurante. E, olha, isso às vezes me lembrou Stories Untold (outro jogo indie onde o ambiente comum vai ficando perturbador), mas aqui ainda tem um elemento de gestão de tempo e tarefas realistas, que é algo raro em jogos de terror.

A jogabilidade em primeira pessoa faz você sentir que realmente está ali, com fome, com medo e com aquela vontade de só acabar seu turno e ir pra casa. Só que… você não consegue.

📱 Sistema de telefone: e o relacionamento?

Se tem uma coisa que me pegou profundamente foi como o jogo integra o telefone do personagem na história.

Enquanto você está fritando batatas e tentando não olhar para trás, você recebe mensagens do seu parceiro. E a forma como você responde muda a história. Em alguns momentos, eu respondi impulsivamente (tipo eu na vida real) e logo percebi que aquilo tinha repercussão.

O jogo cria essa tensão saudável onde não é só o maníaco mascarado que te persegue — é também a ideia de que seu outro mundo pode estar desmoronando enquanto você tenta sobreviver a essa noite maluca.

👻 Horror sem pular de susto a cada cinco segundos

Uma coisa que muitos usuários do Steam notaram — e eu comprovo — é que Late Hours não usa jump scares barulhentos constantemente.

Ele prefere:

  • criar atmosfera

  • usar sombras e sons

  • fazer você sentir que algo está errado

  • te manter com a respiração mais pesada

Isso me fez lembrar jogos como Silent Hill ou Amnesia: The Dark Descent (na parte onde o medo é psicológico e constante, não só barulhos repentinos). É um horror mais “devagar e profundo”, não aquele grito na sua cara seguido de risada maldosa.

😐 Recepção na comunidade: misto de amor e frustração

Segundo as análises do Steam, a recepção está mista, com cerca de 46% de reviews positivas até agora. Alguns jogadores adoram a atmosfera tensa e a narrativa emocional, enquanto outros acham certas partes monótonas ou confusas, especialmente no início, quando você ainda tenta se acostumar com as tarefas e a falta de indicações claras de objetivos.

Um usuário comentou que a sensação de “andar sem saber o que fazer” lembra certos momentos de jogos narrativos experimentais, e que isso pode frustrar se você estiver esperando um horror mais direto e dinâmico.

Outra reclamação que aparece por aí é sobre bugs menores e tarefas que podem parecer um pouco repetitivas, algo que pode acontecer em jogos indie de menor escala.

Por outro lado, jogadores que curtiram o ritmo gostaram justamente disso: a sensação realista de turno, com pedidos chegando, clientes pedindo atenção, e aquele medo que cresce como café forte na madrugada.

🧠 Comparando com outros jogos de terror

Se eu fosse colocar Late Hours na prateleira com outros jogos que já joguei, ele não é exatamente Resident Evil clássico com zumbis — ele é mais uma mistura de:

  • Alien: Isolation, pelo medo persistente e ambiente claustrofóbico,

  • Layers of Fear, pela narrativa emocional e atmosfera,

  • Cook, Serve, Delicious!, pela parte de simulação de trabalho… só que sem filtro e com uma pitada de ansiedade extra.

No fundo, isso é o que faz ele curioso: ele não tenta ser só um jogo de terror — ele tenta ser um terror que você vive, não só assiste.

💥 Impressão geral

Late Hours não é perfeito — ele claramente é uma experiência indie menor, com ambições de contar uma história densa enquanto te mantém ocupado com o trabalho pesado de fast-food à noite. Mas justamente essa mescla meio bizarra de tarefa cotidiana + medo psicológico constante é o que dá personalidade à experiência.

É aquele tipo de jogo que, mesmo com falhas aqui e ali, te deixa pensando na história depois que você fecha o jogo — e isso, pra mim, já é um ponto enorme em jogos de terror narrativo.

👉 Fique de olho: em breve teremos análise completa de Late Hours com mais detalhes sobre história, mecânicas e se tudo se sustenta a longo prazo!

Magali "Pixel" Susana

Magali "Pixel" Susana é pseudônimo (para evitar gente chata me procurando nas redes)! Gamer das antigas, da época que checkpoint era coisa de filme de ficção científica. Com um coração pixelado e uma paixão que atravessa gerações, ela escreve para quem ama videogames com alma. Se você é da era dos disquetes, vai lembrar de mim... ou sentir que sempre me conheceu.
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