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Meta fecha três estúdios de jogos em VR

Quando o Metaverso tropeça no próprio cabo HDMI

A Meta resolveu começar 2026 daquele jeitinho carinhoso que só bilionário visionário sabe fazer: fechando três estúdios de jogos de realidade virtual de uma vez, como quem fecha aba do navegador que tá consumindo muita RAM.

Sim, meus amigos. Armature Studio, Sanzaru Games e Twisted Pixel foram de Alt+F4 corporativo, tudo isso como parte dos cortes da divisão Reality Labs, aquela mesma que torra bilhões por ano tentando convencer o mundo de que usar capacete na cara pra ir em reunião é o futuro da humanidade.

Segundo informações confirmadas após reportagem da Bloomberg, mais de 1.000 empregos vão rodar nessa brincadeira. Porque nada diz “visão de longo prazo” como desistir no meio do caminho depois de gastar dinheiro suficiente pra comprar um pequeno país.

Reality Labs: a divisão que só vive na realidade paralela

A Reality Labs é aquela parte da Meta que cuida dos óculos VR, do software, do metaverso e, aparentemente, da arte de perder dinheiro com convicção. Todo ano é a mesma história: prejuízo bilionário, discurso otimista, avatar sem perna… e agora, estúdios fechados.

É quase poético. O metaverso prometia ser o novo Second Life, mas virou o First Layoff.

Armature Studio: fez Resident Evil 4 em VR… e depois virou fantasma

O Armature Studio ficou conhecido por fazer o port de Resident Evil 4 para realidade virtual — algo que, justiça seja feita, ficou bem legal. Também trabalhou em Batman: Arkham Origins Blackgate e Where the Heart Leads.

A Meta comprou o estúdio em outubro de 2022 e, desde então… nada. Zero. Nenhum jogo novo. Um estúdio comprado basicamente pra ficar olhando o horizonte virtual enquanto o orçamento queimava atrás dele.

Agora fechou oficialmente, provando que no metaverso você pode até ressuscitar zumbi, mas não ressuscita estúdio parado.

Sanzaru Games: de Sly Cooper ao limbo virtual

Aqui dói mais. A Sanzaru Games tem currículo, história e cicatriz de guerra.

Os caras fizeram Asgard’s Wrath 1 e 2 no VR, mas também trabalharam em clássicos como:

  • Secret Agent Clank

  • The Sly Collection

  • Sly Cooper: Thieves in Time

  • Jogos do Sonic pra SEGA, quando o ouriço ainda tropeçava menos

A Meta comprou a Sanzaru em 2020, no auge da empolgação VR. Agora, seis anos depois, decidiu que “não era bem isso que a gente queria”. Traduzindo do corporativês: gastamos, tentamos, cansamos.

Twisted Pixel: de Splosion Man a Deadpool VR… e tchau

A Twisted Pixel é aquele estúdio que todo tio gamer respeita. Splosion Man, Ms. Splosion Man, humor, personalidade, identidade.

Mais recentemente, fez Marvel’s Deadpool VR, que parecia o casamento perfeito entre personagem maluco e tecnologia experimental.

A Meta comprou em 2022 e agora… fechou. Porque, aparentemente, nem o Deadpool conseguiu quebrar a quarta parede do prejuízo.

Moral da história: VR é o futuro… só não agora, nem assim, nem desse jeito

O problema não é VR. VR é legal. O problema é tentar empurrar um ecossistema inteiro goela abaixo, achando que todo mundo quer viver com um capacete pesado na cabeça, braços cansados e um avatar sem joelho.

A Meta quis pular etapas:

  • Quis criar o futuro antes de resolver o presente

  • Quis estúdios próprios sem saber o que fazer com eles

  • Quis metaverso sem gente querendo morar lá

Resultado? Estúdios bons pagando o preço de decisões feitas em salas cheias de PowerPoint e gente que nunca terminou Half-Life: Alyx.

RumbleTech conclui (com café frio na mão ☕)

Isso aqui não é só sobre três estúdios fechados. É sobre uma indústria que adora repetir ciclos:

“Compra tudo, promete tudo, fecha tudo.”

Enquanto isso, quem faz jogo de verdade — com orçamento menor, pé no chão e sem promessa messiânica — segue vivo.

O VR não morreu, mas claramente precisa sair da bolha corporativa e voltar a ser tratado como tecnologia, não religião.

E se tem algo que o tiozão aqui aprendeu desde a época do Sega CD é simples:

👉 quando o futuro é bom de verdade, ele não precisa ser forçado.

Zeca "RumbleTech" Rabelo

Zeca é o cara que joga tudo, reclama de quase tudo, mas só porque ama demais. Analisa jogos com um olho clínico de quem viveu a ascensão do 16-bits, sobreviveu aos gráficos do PS1 e agora exige 60 FPS até pra abrir o menu. Sarcástico, nostálgico e PC Master Race até a alma.
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