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O Rei do Pop em seu famoso jogo para o 16 Bits da Sega

Continuando com a nossa série de análises dos jogos do astro pop Michael Jackson, temos agora a versão mais conhecida do seu game Moonwalker, lançado originalmente para fliperamas. Produzido pela Sega e lançado em 1990, o jogo estrelado por Michael Jackson chegava ao 16 bits da mãe do Sonic.

Bom, antes de começar a falar sobre o game, uma rápida contextualização da época. O Mega Drive (ou Genesis, como preferirem) chegou aos EUA no final de 1989 e foi um grande sucesso no país, em parte pela campanha de marketing bastante agressiva da Sega, para promover o console em território norte-americano. E Moonwalker/Michael Jackson fazia parte dessas campanhas (além de outras celebridades da época), com vários comerciais na televisão e em revistas. Confiram abaixo um dos comercias de Moonwalker para Mega Drive, que fazia parte da série “Genesis Does What Nintendon’t”.

Com o próprio Michael ajudando no marketing, o game foi lançado e ficou bastante conhecido e cultuado, mesmo não sendo um dos melhores jogos já feito para o console. Seguindo o sistema de jogo de plataforma com visão lateral, ao estilo de clássicos como Shinobi e diferente da versão arcade (é quase um game totalmente novo), Michael deve salvar as pobres criancinhas raptadas pelo malvadão Mr Big. O jogo é baseado no filme musical Moonwalker, lançado pelo astro em 1988. Para saber mais sobre ofilme e da sua história, leia nossa análise do game para fliperamas.

A maior diferença em relação ao arcade é a sua visão lateral em estilo plataforma e o principal objetivo aqui é explorar os cenários e encontrar as crianças escondidas, atrás de portas, moitas, pedras, e outros objetos que aparecem pelos ambientes (alguns deles estão vazios ou podem conter inimigos escondidos ou bombas).

Michael matando cachorro a grito literalmente Whooooo

Os gráficos e visuais estão longe de usar todo o potencial do Mega Drive, mas se apresentam de forma razoável, com um bom nível de detalhamento e cores, mas claro, nada que chegue a impressionar, mesmo na época, o console tinha jogos com nível gráfico melhores. O que chama a atenção mesmo é a animação de Michael (inclusive os mais atentos poderão perceber as faixas nos dedos das mãos que o cantor usava na vida real), que anda dançando, possui ataques e movimentos que lembram muito os famosos passos do astro na vida real, como o passo do Moonwalk e a giradinha com o lançamento do chapéu ao ar. Quando Michael utiliza o seu golpe especial em que faz todos os personagens dançarem na tela, similar à versão arcade, os inimigos ficam enfileirados e começam a dançar junto com o dançarino (nem os cachorros conseguem resistir aos poderes da dança de Michael Jackson. Mas quem pode culpá-los?), como em seus vídeos e shows, derrotando os inimigos assim que termina a música especial.

Os inimigos se apresentam de forma bem variada, cada qual combinando com o cenário onde se encontram, indo de gangsters a bandidos de rua, soldados armados, zombies e até cachorrada tentando tirar um pedaço do rei do pop. São ao todo cinco estágios (com um sexto no espaço na batalha final), começando com a casa noturna Club 30’s, passando pelas ruas noturnas, florestas com cemitérios, cavernas e no final a base inimiga. Cada estágio possui três áreas, o que torna o jogo relativamente longo e com uma dificuldade crescente. Os cenários ficam maiores, há um maior número de crianças para serem encontradas e a quantidade de inimigos aumentam na tela. O jogo pode se tornar um pouco cansativo depois de um tempo, e como não há sistema de salvamento, esteja preparado para uma longa jornada.

Primeira Fase: Clube 30 – Michael entra no clube, taca uma moeda na Jukebox e dá vida ao lugar morto

Segunda fase: Ruas – Michael vai para as ruas enfrentar arruaceiros, marginais e até cachorros. Faça como a música e mande “Caírem Fora” (Beat It)

Terceira Fase – Floresta – em meio a um cemitério, zumbis tentam arrancar os miolos de Michael

Quarta fase – Cavernas – aranhas, soldados e zumbis, as coisas se complicam nesta fase

Quinta fase – Base Inimiga – outra fase do capeta, mas agora já está quase no fim

Sexta fase – Nave de combate de Michael – o confronto final, Michael se transforma em uma nave e persegue Mr Big no espaço

Além dos ataques com os pés e as mãos com uma espécie de pó mágico (quanto mais energia Michael tiver, mais forte será esse pó), Michael pode utilizar um comando especial que gasta um pouco de sua energia, usando movimentos de dança especiais. Quando segurado por um longo tempo, todos os inimigos dançam com Michael e são aniquilados ao terminar.

Michael também se transforma em um robô aqui, mas somente quando pega uma estrela cadente. A transformação dura apenas alguns segundos, Michael fica mais forte e pode derrotar facilmente um grande número de inimigos e consegue ver onde as crianças estão escondidas, apesar de não poder salvá-las quando transformado. Seu macaco de estimação na vida real, Bubbles, também participa, aparecendo no final das fases pulando em cima do ombro de Michael e mostrando a ele a localização dos chefes de fase.

Um dos grandes destaques do game sem dúvida é a sua trilha sonora, contando com belas composições inspiradas nos sucessos Smooth Criminal, Beat It, Another Part of Me, Bad e Billie Jean. Além disso, em alguns cenários, a dança especial pode tocar um pequeno trecho do clássico “arrepiante” Thriller. Os efeitos especiais também se apresentam bem, com destaque para as vozes digitalizadas do cantor com os seus tradicionais gritos e até a famosa fala “Who’s Bad”.

as animações dos passos de Michael são extremamente fiéis ao original

E para terminar, um vídeo de Michael que particularmente curto bastante para vocês também curtirem, Dirty Diana. E confiram abaixo outras análises de game estrelados por Michael Jackson:

. Michael Jackson’s Moonwalker – Arcade

. Michael Jackson: The Experience – PlayStation 3, Xbox 360 e Wii

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