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God of War para PS4 possui diversas diferenças se comparado aos jogos anteriores da série. Além da mudança de mitologia, que foi de grega para nórdica, e a jogabilidade sem as lâminas do caos mas sim com um machado, o sempre furioso Kratos é um pai, e a Sony Santa Monica teve dificuldade em encontrar a mistura certa entre o guerreiro sanguinário que todos conhecemos e uma figura paterna atenciosa.

O diretor Cory Barlog disse em entrevista ao site Shacknews que a equipe oscilou muito em como Kratos deveria ser retratado, inclusive levando-o para o lado da fúria com ele sendo sempre malvado com seu filho Atreus.

“Nós estávamos escrevendo Kratos, e a equipe simplesmente não estava inspirada no começo,” revelou Barlog. “É muito difícil encontrar o equilíbrio deste cara. Nós fomos longe demais e todos ficaram tipo, ‘Isso é tão deprimente, Kratos é tão malvado. Ele é terrível. É um simulador de abuso infantil; ele está gritando com seu filho o tempo todo.’ Aí pensamos, ‘Ok, fomos longe demais nisso.’ Então recuamos e as pessoas disseram, ‘Ele é como Obi-Wan Kenobi agora. Ele é gentil demais.’ Aí tivemos que encontrar o ponto certo de equilíbrio.”

Kratos estará experimentando no jogo as dores crescentes de ser um pai, da mesma forma que ocorre com muitos pais de primeira viagem na vida real.

“Não acontecerá da noite para o dia,” disse Barlog. “Ele ainda vai tropeçar, ele ainda vai falhar, assim como nós quando começamos.”

No trailer de God of War apresentado na E3 do ano passado, ficava claro esse comportamento em Kratos. Ele tentava ensinar o filho sem perder a paciência e ao mesmo tempo, quanto Atreus não consegue terminar de matar sua caça sem a ajuda de seu pai, Kratos estende a mão para confortá-lo, mas puxa de volta dando a entender que não quer parecer muito gentil com o garoto.

God of War sairá no início de 2018 para PS4.