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Neurociência comprova que videogames “TURBINAM” seu cérebro

Estudos mostram que ele funciona como uma "malhação" para sua mente

Quem viveu os anos 90 e 2000 sabe o quanto os videogames eram “demonizados” por serem, supostamente, uma má influência para crianças e adolescentes. No entanto, ao longo dos anos foram realizados cada vez mais estudos perante a atividade cerebral e os videogames, e que eles podem causar mudanças positivas segundo a neurociência.

Segundo o canal Medical News Todays, cientistas coletaram resultados de 116 estudos científicos e publicaram na Frontiers in Human Neuroscience, chegando a conclusão de que os videogames melhoram atividades relacionadas a atenção, incluindo a sustentada e a seletiva, quando comparada a pessoas que não jogam.

Há também evidências de que os jogos eletrônicos aumentam o tamanho e a competência de partes do cérebro responsáveis por habilidades visuoespeciais. Também foi constatado que jogadores frequentes tinham um hipocampo direito aumentado, sendo a região responsável por armazenar memórias.

Esse estudo é endossado por um outro publicado na revista Nature, que concluiu que o desempenho cognitivo tinha uma melhora significativa em adultos mais velhos e alguns dos efeitos adversos no cérebro associados ao envelhecimento poderiam ser revertidos. Isso porque os games funcionam como uma espécie de “musculação cerebral“.

Curiosamente, os jogos de estratégia foram os que se destacam na melhoria da função cerebral entre adultos mais velhos, funcionando como uma proteção para demência e Alzheimer.

Já uma matéria publicada pela edição espanhola do El País, aponta que os jogos eletrônicos podem ter um efeito positivo sobre pessoas com depressão, mas que eles devem ser uma “ferramenta a mais” para auxiliar na regulação cerebral.

“O mais importante para determinar a utilidade de um jogo desse tipo é a análise subsequente, verificando se ele realmente está alcançando as mudanças que buscamos no paciente,” explica o psicólogo Juan Antonio Román.

https://youtu.be/wppKeaOqpEY

“As intervenções baseadas em videogames não substituem o tratamento psicofarmacológico e o acompanhamento psicoterapêutico, que são a base para o manejo da depressão,” diz o psicólogo Juan Antonio Román: “eles não dependem do aconselhamento presencial e são mais baratos e mais fáceis de implementar,” especialmente para “pessoas que vivem em áreas remotas, ou em regiões onde o número de prestadores de cuidados de saúde é limitado.”

Por outro lado, é importante ressaltar que também há estudos que mostram que o exagero dos videogames também pode ser prejudicial a nossa saúde mental, existindo até mesmo a categoria “vício por jogos eletrônicos”, onde a interação com jogos eletrônicos se torna extrema e prejudica a vida do indivíduo.

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