Share Button

Pra começar a falar da feira, é necessário dizer que a NYCC começa antes mesmo de vc chegar ao Javits Center (local onde acontece a NYCC).

Andando as 9 quadras que precisei andar pra chegar lá, tudo que se via era Cosplayers, ou pessoas com qualquer referência geek, gamer etc. Algo bacana de se ver, pra todo lado, todos andando na mesma direção, e foi assim ao longo do fim de semana todo. De quinta a domingo das 10am as 10pm.

Jacob Javits Center

Comprei o ingresso online, e em alguns dias recebi a Badge, é preciso ativá-la online. Nela contém todos os seus dados de cadastro, e tudo lá dentro funciona por NFC. Tem um terminal em cada um dos pavilhões que todos podem usar suas badges uma vez por dia pra tentar ganhar prémios (ganhei um boné).

Muitos expositores ficam andando com os “tablets” pra scanear as badges oferecendo sorteios de produtos, ingressos pra San Diego Comic Con, Action Figures, Sessão de autógrafo com determinado artista, e várias outras coisas. Então, vc ficava igual um doido passando sua badge em todo lugar.

Lá era basicamente dividido em 3 ambientes. Expositores de games, action figures, camisetas, souvenirs no geral. Outra parte era totalmente dedicada a Comic Books, nunca vi tanta HQ junta em um só lugar. E uma terceira parte, igualmente grande dedicada aos painéis, painéis são os locais onde acontecem as conferencias, também onde os artistas fazem as sessões de autógrafos.

Na primeira em se tratando de games, não havia muita coisa, afinal é Comic Con, não Game Con. Mas os poucos que tinham eram interessantes. Primeiro que joguei foi Ni No Kuni 2, jogo está lindo. Haviam 4 modos de games possíveis. O que joguei foi um que podia explorar uma dungeon bem ao estilo JRPG, encontrando com monstros e batalhando até encontrar com um boss. Havia um outro modo que era um batalha com um boss gigante em um poço de lava, muito bonito e com uma mecânica muito legal. Havia um modo que não entendi muito bem como aquilo vai se encaixar no game no final das contas. Era um modo meio estratégico com perspectiva por cima.

Você ia recrutando soldados e aumentando seu batalhão e atacando os inimigos, não tive a oportunidade de jogar o modo, pra dizer mais detalhes. Quem terminasse a demo ganhava uma case pra CD/DVD de metal ilustrada.

Logo ao lado tinha Code Vein… A primeira coisa que me chamou a atenção foi o quanto o jogo está mais polido graficamente do que os video que havia assistido até então. Está bonito, estiloso. Jogabilidade é boa, Dark Souls… É mais rápido que Dark Souls, mas nem tanto quanto Bloodborne, está ali no meio. Quem conseguisse terminar a demo, na qual tinha um boss no final, ganhava uma camisa.

Dragon Ball Fighter Z também estava presente… Sobre o quão bonito o game está nem precisamos dizer nada, todos sabemos. Tive a oportunidade de jogar também, e o jogo como a maioria dos jogos de luta hoje em dia, tem os combos “facilitados”. A forma de fazer os combos é bem parecido com Marvel VS Capcom Infinite, um simples botão faz vários hits e assim vai indo.

Um que testei e estava muito ansioso pra colocar minhas mãos foi o Bloodstained. E wow, Symphony of the Night hype feeling. O jogo está lindo, jogabilidade muito boa, variação de equipes, skills ótimas, mesmo para um demo. E abrir aquele mapa azul não tem preço.

Um local que ficava muito lotado, e merecido, era o estande da Capcom, mais precisamente com o Monster Hunter World. O jogo está mais bonito do que eu esperava. Não joguei pois iria perder muito tempo na fila. Mas pude assistir bem de perto a demo completa, todos jogavam uma caçada a um boss em COOP, 4 pessoas. Com certeza é o Monster Hunter que todos que jogam a série, sonham.

Tive uma experiência bacana no estande da Capcom, foi tão ao acaso e nada planejado. Estava andando quando vi uma pequena fila, olhei pro lado e um dos produtores de Street Fighter Yoshinoro Ono estava fazendo uma rápida sessão de autógrafos e fotos. E tive a oportunidade. Engraçado que o personagem preferido dele é o Blanka, onde quer que ele vá ele carrega um bonequinho do Blanka, quando falei pra ele que era brasileiro, ele adorou.

O estande da Square contava com action figures, acessórios, o novo Dissidia NT (muito bonito por sinal) e um jogo de VR no qual vc assistia uma HQ semi animada e com a liberdade do VR de olhar pra todos os lados. Era interessante. Seria uma boa evolução pra HQs.

A Konami trouxe Yu-Gi-Oh, além do game, haviam mesas cheias de pessoas batalhando e trocando cards.

 

Shadow of War no estande da Warner, não me impressionou… Mais do mesmo aparentemente. Mas essa não tão boa impressão pode ter sido por conta do cara que eu estava assistindo jogando. Meu Deus, como ele era lerdo. Enfim.

Outra coisa que achei muito interessante de ver pessoalmente, que só avistei quando estava quase indo embora, era um local onde estavam fazendo captura de movimentos igual usam nos games / filmes hoje em dia. Câmeras que capturam os movimentos espalhadas em cada canto, onde as pessoas vestiam aquelas roupas com os pontos que são capturados pelas câmeras, e em tempo real de colocavam dentro de um “game” do Planeta dos Macacos, no qual você era um Macaco (ahh vá) em uma perseguição de cavalos em uma floresta, a gente sentava em uma (cela) bem parecida com um touro mecânico que simulava os movimentos do cavalo in game, e todos os movimentos que a gente fazia com braços, cabeça etc, eram replicados na tela em tempo real totalmente renderizada. Algo bacana de se ver pessoalmente.

Agora nos painéis não tive a oportunidade de participar de nada, eram filas grandes, pessoas esperando 3, 4 horas pra ter a chance, sim chance não certeza, de participar. Mas isso não me impediu de fica uns horas lá andando esperando a oportunidade de ver alguém.

Na sessão de autógrafos (todas são pagas, preços variavam de 30 a 300 dólares).

Claro que não iria pagar valores assim, pra ficar em uma fila pra pegar autógrafo. Mal faço “digratis”. Mas algo inusitado aconteceu, Mark Hamill (Luke Skywalker) apareceu para a sessão de autógrafo assim que cheguei, claro… Troquei de lente pra um lente zoom, pq era meio distante. E comecei a tirar umas fotos, tinha um banner do meu lado dizendo que de um determinado ponto em diante eu não poderia tirar fotos, me certifiquei de ficar atrás e comecei a tentar tirar umas fotos, um pouco difícil pq quase sempre tinha alguém bloqueando. Aí pensei, vou filmar, pq aí depois pego o print de algum momento, segundos depois que comecei a filmar ele aponta direto pra mim e faz uma gracinha pra câmera, o.O foi bem bacana.

Tive a oportunidade de fazer uma foto do Peter Capaldi (Doctor Who), vi o Keanu Reeves mas não consegui foto nem nada 🙁

Esse é um resumo da experiência de um dia na NYCC. Ingressos estavam esgotados, e só deu pra cobrir o primeiro dia. Mas ano que vem iremos cobrir todos os dias, vai ser bacana.

Para mais fotos do evento, visite nossa fanpage no Facebook: https://www.facebook.com/GameHall/