Então, jovens padawans do controle colorido, segura esse plot twist do mês: o Switch vai ficar mais caro nos Estados Unidos, mas no Brasil? Aqui, nada muda. Pelo menos por enquanto. Segundo a própria Nintendo, a gente tá fora desse bonde do reajuste.
Talvez porque a gente já nasceu atrasado nele. Talvez porque o preço aqui já é tão salgado que até os deuses do Olimpo ficariam hipertensos só de olhar a etiqueta. Vai saber.
📈 EUA sobe preço. Brasil só observa com aquele cafezinho
A Nintendo confirmou que o reajuste do Switch nos EUA, que entra em vigor dia 3 de agosto, não afeta o Brasil nem os demais países da América Latina. A justificativa? Questões de mercado local. Traduzindo do Nintendês: “calma aí que a facada aí já foi aplicada em 2017, tamo de boa por enquanto”.
Vamos aos precinhos atualizados dos EUA, pra você chorar em dólar:
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Switch OLED: de $349,99 pra $399,99
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Switch normal: de $299,99 pra $339,99
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Switch Lite: de $199,99 pra $229,99
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Joy-Con: de $94,99 pra $99,99
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Alarmo (aquele despertador com orelha de Mario): de $99,99 pra $109,99
Agora pergunta quanto tá um Switch OLED aqui no Brasil, mesmo sem esse aumento? Spoiler: já tá passando dos R$ 2.500 faz tempo. A gente tá tão acostumado com o hard mode da vida gamer BR que quando avisam que não vai subir mais, a gente até estranha.
😌 Enquanto isso, na quebrada gamer do Brasil…
O console continua no mesmo preço, o Joy-Con continua driftando como se fosse personagem do Initial D e o pessoal ainda acredita que o Switch 2 vai rodar Elden Ring a 60fps. Sim, porque esperança é o único hardware que a Nintendo ainda distribui de graça por aqui.
E olha, tem gente que jura que esses aumentos nos EUA são culpa das tarifas do governo Trump (que agora voltou pro trono com a sutileza de um Goomba raivoso). Tarifa de 20% no Vietnã, 30% na China e 15% no Japão. Resultado? O preço do console subiu como se fosse HP de chefão em RPG.
Mas por aqui? Aqui a gente já vive no modo “taxado sem aviso prévio” desde o SNES. Então tá tudo em casa. O Switch não vai aumentar por um simples motivo: ele já nasceu caro pra cacete no Brasil. E não é agora que a Nintendo vai dizer: “vamos dar mais uma porradinha só pra ver se eles acordam”.
🎮 E o Switch 2, hein?
Nintendo falou que os preços de Switch 2, jogos físicos e digitais e até das assinaturas do Switch Online não vão mudar… ainda. Mas também já mandou o recado daquele jeito:
“ajustes de preço podem ser necessários no futuro”.
Aham. “Ajustes”. Igual aquele “ajuste” que você faz quando o controle para de funcionar e você dá uma pancadinha no lado. Só que aqui, a pancada é no cartão de crédito.
🤡 Consolistas sentem o golpe (mas só quando não é na própria plataforma)
O mais engraçado dessa novela toda é ver a galera de console se debatendo quando o Switch sobe de preço, mas rindo quando a NVIDIA lança uma RTX 5090 Super Omega custando o valor de um carro usado.
A real é que console sempre foi caro no Brasil. E mesmo quando o dólar cai, o preço não cai junto. Tá tudo colado com Super Bonder na margem de lucro das distribuidoras e das lojas. Console aqui é tipo aquele ex que você sabe que não vale o que pede, mas você continua dando atenção porque a carência fala mais alto.
😎 No fim das contas…
Nada muda por enquanto. Mas não se iluda. Quando menos esperar, o reajuste vem, travestido de “edição limitada com caixa holográfica” ou “kit com jogo digital e um controle com 3% a mais de bateria”. E aí o gamer BR vai dar aquela olhadinha pro PC do parente que joga LoL e pensar: “será que…?”
Mas calma. Até lá, segue firme com o seu Switch de guerra, já com os botões gastos, tela riscada e aquele adesivo de Zelda colado torto. Porque no fundo, o que importa mesmo é rodar o Mario Kart no busão e fingir que os Joy-Con ainda funcionam igual no primeiro dia.