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No Law: novo shooter RPG cyberpunk dos criadores de The Ascent

Com mundo aberto cyberpunk e escolhas morais

🧓⚙️ RumbleTech na área, e sim… eu já vi esse filme antes — só que agora ele vem com neon, Unreal Engine 5 e aquele papo clássico de “nossas escolhas importam”. Puxa a cadeira.

No Law é o novo jogo do estúdio de The Ascent — e agora é FPS, porque por que não?

A Krafton resolveu subir ao palco do The Game Awards 2025 pra anunciar No Law, o novo projeto da Neon Giant, o mesmo estúdio que fez The Ascent — aquele jogo bonito pra caramba, pesado como um bloco de chumbo no lançamento e que fez muita placa de vídeo suar frio sem necessidade.

Agora eles voltam com um shooter RPG em primeira pessoa, mundo aberto, ambientado numa cidade cyber-noire decadente, chamada Port Desire. Nome poético, né? Cidade sem lei, cheia de neon, fumaça, gente estranha e decisões morais. Ou seja: terça-feira em qualquer distopia cyberpunk padrão.

O jogo está confirmado para PC, PlayStation 5 e Xbox Series, sem data de lançamento. Traduzindo: “tá bonito no trailer, mas não pergunta quando”.

Grey Harker: o jardineiro da paz… até alguém mexer no vaso errado

O protagonista é Grey Harker, ex-militar, ex-agente de operações especiais, atual senhor das plantas. Isso mesmo: o cara largou a guerra pra cuidar do jardim. Eu respeito. Terapia é isso.

Só que, claro, a paz dura menos que promessa de publisher. Alguém invade a vida tranquila do sujeito, e pronto: o passado volta com tudo, junto com o arsenal personalizado, upgrades militares e aquele olhar de quem já viu coisa demais.

É o clássico arquétipo:

“Eu só queria viver em paz, mas vocês insistiram.”

Funciona? Funciona. Original? Nem tanto. Mas bem executado, ninguém reclama.

Port Desire: neon, fumaça e zero responsabilidade civil

A cidade de Port Desire é descrita como um enorme porto cravado em penhascos, de frente pra um mar revoltado. Tudo é exagerado, extravagante, iluminado por neons decadentes e cheio de personagens excêntricos com motivações nebulosas.

Ou seja: um prato cheio pra quem gosta de explorar, conversar, desconfiar de todo mundo e depois atirar mesmo assim.

Dos jardins nos terraços aos becos escuros, o jogo promete um mundo:

  • vivo

  • responsivo

  • moldado pelas escolhas do jogador

Essa parte eu sempre leio com um olho fechado, porque todo jogo promete isso. A diferença vai estar em quanto o sistema realmente aguenta sem quebrar quando o jogador resolve tocar o caos.

“Cada decisão importa” (até a engine dizer chega)

Segundo a Neon Giant, No Law gira em torno de escolhas:

  • ajudar ou eliminar

  • furtividade ou combate direto

  • precisão cirúrgica ou destruição total

Tudo isso influencia aliados, inimigos e finais diferentes. Beleza. Gosto. Mas aqui vai o comentário de tiozão experiente:

Se o jogo realmente reagir às escolhas, ótimo.
Se for só trocar NPCs e mudar uma fala no final… aí é cosmético com marketing.

O lado bom é que a Neon Giant já mostrou em The Ascent que sabe construir mundo e atmosfera. O desafio agora é sustentar isso em primeira pessoa, mundo aberto e com narrativa ramificada, sem virar um Frankenstein de sistemas.

Unreal Engine 5: linda, pesada e temperamental

O jogo está sendo desenvolvido na Unreal Engine 5, o que significa:

  • iluminação linda

  • cenários impressionantes

  • reflexos pra todo lado

E também significa:

  • otimização é um conceito filosófico

  • patches obrigatórios no lançamento

  • PC suando mesmo com DLSS ligado

Nada contra a engine — o problema é quando o escopo cresce mais rápido que a equipe consegue segurar. E eles mesmos admitem: No Law é maior, mais reativo e mais pessoal do que tudo que já fizeram.

Ambição é ótima. Só não pode virar benchmark involuntário.

A fala do estúdio (e o que ela realmente diz)

Claës af Burén, diretor da Neon Giant, disse que No Law é o próximo passo do estúdio, aproveitando tudo que aprenderam com The Ascent e aplicando em algo maior e mais profundo.

Traduzindo do corporativês:

“A gente aprendeu bastante errando, agora vamos errar menos… eu espero.”

E isso é bom. Estúdio que aprende com projeto anterior merece atenção.

Conclusão do RumbleTech (antes do café esfriar)

No Law tem tudo pra ser:

  • um cyberpunk denso

  • com boa narrativa

  • decisões reais (ou pelo menos bem disfarçadas)

  • e combate sólido em primeira pessoa

Mas também tem tudo pra tropeçar em:

  • escopo grande demais

  • otimização problemática

  • promessas maiores que o código aguenta

Eu fico cautelosamente interessado. Trailer bonito não compra minha confiança, mas histórico do estúdio compra meu tempo — por enquanto.

🏁 Mensagem do Master Racer

No mundo dos games, assim como na vida, não adianta acelerar sem controle. Ambição sem disciplina vira gargalo. Tecnologia sem otimização vira desculpa.

Jogue com técnica. Analise com calma. E nunca confie em “cada escolha importa” sem ver o patch notes.

🧓⚙️ RumbleTech desligando o monitor.

Zeca "RumbleTech" Rabelo

Zeca é o cara que joga tudo, reclama de quase tudo, mas só porque ama demais. Analisa jogos com um olho clínico de quem viveu a ascensão do 16-bits, sobreviveu aos gráficos do PS1 e agora exige 60 FPS até pra abrir o menu. Sarcástico, nostálgico e PC Master Race até a alma.
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