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Opinião | Como escolher jogos saudáveis para meus filhos?

Já sabemos que os games fazem muito bem para a saúde mental, mas qual escolher?

Filhos são uma responsabilidade muito grande, e, via de regra, os pais querem sempre o melhor para seus descendentes. Já exploramos haver diversos estudos que comprovam os benefícios de jogar videogame com moderação, sendo ótimos para a saúde mental e até mesmo “turbinar” o cérebro com muitos estímulos a inteligência, foco, reflexo, treinamento de um novo idioma etc.

No entanto, qual jogo escolher? O primeiro ponto a ser observado é, evidentemente, observar a faixa etária, já que dificilmente uma criança de 6 anos deverá jogar um GTA ou outro game bastante violento, a menos que haja o consentimento dos pais. Ninguém melhor que os próprios, caso estejam bem informados, para saberem o que o filho deve jogar.

Tirando isso, nós, gamers, sabemos que falar “os videogames” é vago, já que os jogos são muito diferentes entre si, com diversos estilos, e cada um deles necessita de habilidades diferentes do jogador. Nesse segmento, não encontrei nenhum estudo que diga “jogos assim funcionam de tal modo”, mas pelo simples exercício observacional deste jornalista que vos escreve e já passou muitas horas, por muitos anos, jogando, dá para chegar a algumas conclusões que podem ser comprovadas futuramente.

Plataforma: Os jogos de correr e pular trabalham muitas habilidades, incluindo perseverança, já que um jogador terá de tentar sucessivas vezes superar aquele desafio; exploração, para pegar os coletáveis; memorização, já que é muitas vezes necessário decorar como superar aquele desafio; e reflexos, necessitando apertar o botão na hora certa para passar de uma plataforma ou desviar de um ataque do inimigo. Sonic, Mario, Donkey Kong, Crash Bandicoot se enquadram nos jogos ideais para os filhos.

RPG: Diferente dos games de plataforma, esses são mais lentos e necessitam  de pensamentos estratégicos do jogador, trabalhando bem o foco na concentração. Muitas vezes é necessário prestar atenção na história para entender o que se deve fazer, sendo também uma aula de inglês, especialmente se o jogo for dublado; Além de ser necessário derrotar vários inimigos para ganhar pontos de experiência para aumentarmos de nível e, dependendo do jogo, há vários enigmas que estimulam a inteligência do jogador. Jogos de RPG treinam a paciência, não os reflexos e o dinamismo, mostrando que “devagar, se chega ao longe”. Games como “Tales Of”, “Final Fantasy”, “Pokémon”, são bons exemplos.

Educativos: Estes podem adentrar vários estilos, mas há jogos educativos bem bacanas que não entram na “caretice”, algo temido por muitos filhos. Um bom exemplo é o “Onde no mundo está Carmen San Diego”, um dos jogos mais simplórios que possam existir, mas igualmente viciante, onde aprendemos sobre as bandeiras dos países, as moedas (antigas moedas dos países europeus, para ser preciso) e sendo uma ótima aula de geografia sendo um game divertido. Outro é o da Pantera Cor-De-Rosa Passaporte para o Perigo, que é de aponte e clique.

https://www.youtube.com/watch?v=-8H9mWBdGRw&pp=ugMICgJwdBABGAE%3D

Estratégia: Como o nome sugere, são excelentes para desenvolver pensamentos estratégicos. Para construir suas bases, é necessário usar os recursos escassos do mapa, como ouro ou madeira, e construir exércitos para derrotar o inimigo.

MMO: Os jogos online de multiplayer são, intuitivamente, ótimos para a sociabilidade. Não é incomum que pessoas ao redor do mundo encontrem não só amigos, como também maridos e esposas dentro destes jogos.

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