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A série “Final Fantasy” é uma das mais grandiosas e tradicionais do mundo dos games, contando com diversos capítulos bem sucedidos que enfatizam o desenvolvimento dos personagens, além de serem bem produzidos como um todo. Meu primeiro contato com a franquia foi alugando o cartucho do “Final Fantasy IV” no ano de 1996, que era chamado de “II” na época. Acompanhando a saga desde então, resolvi baixar o remake do primeiro jogo, originalmente lançado para o Nintendinho 8bits em 1987.

Verdade seja dita: apesar de proporcionar horas de diversão e ter um baita valor histórico, o “peso” da idade cai sobre o game. Por mais moderno que seja o remake, além de  facilitado comparado ao original, ele tem diversos pontos dos JRPGS antigos criticáveis, e que foram refinados ao longo da série.

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Primeiro que a taxa de encontro aleatória é muito alta, superando os “Finals” do Super Nintendo de longe. Não é incomum você sair de uma batalha, andar dois ou três passos e já encontrar outra, chegando a irritar até mesmo os fãs mais ardorosos do gênero. Talvez o objetivo seja estimular o treinamento, mas acaba se tornando cansativo e repetitivo.

Segundo que a historinha não é muito desenvolvida, sendo basicamente quatro guerreiros da luz que deverão reviver o poder dos cristais pra salvar o mundo. Mesmo assim, a trama é envolvente e os personagens são simpáticos, além de que devemos dar um “desconto” por se tratar do primeiro da série.

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O terceiro ponto talvez nem seja um defeito, mas chega uma hora em que o jogo não te dá pistas do que fazer em seguida, necessitando explorar o mapa com o barquinho e viajando para o outro lado do mundo, chegando a uma cidade aleatória, para encontrar alguém que dirá o que fazer. Talvez o objetivo seja estimular a exploração do mundo, mas da forma que foi feita acaba quebrando o ritmo da aventura.

Apesar dos pesares, os méritos dele vão para quem gosta de um bom JRPG em sua forma mais “pura”: batalhas em turnos, visitas a cidades, dungeons, compra de equipamentos, avançar de nível, veículos ao longo do jogo, tudo está presente e funciona bem. Além de que, mesmo com a alta taxa de encontros aleatórios, as batalhas em si são legais, com boas animações de magias e gráficos bem desenhados neste remake.

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Destaque também para a trilha sonora, com faixas remixadas do Nintendinho, as vezes contando com novos versos, todas muito bonitas. Por fim, outro ponto positivo é o sistema de classes definido no início da aventura, sendo que na reta final é possível evoluí-los caso cumpra uma missão alternativa, e além deles melhorarem suas habilidades, também ganham novas roupas.

Como o primeiro jogo de uma série, passa a sensação de que muita coisa é “experimental”. Por isso, só deve ser jogado pelos amantes do gênero, e também por sua importância histórica, visto que é o primeiro de uma das séries mais clássicas e grandiosas dos jogos eletrônicos. Caso queira experimentar um “Final Fantasy” do Nintendinho (ou remakes), escolha o “III” que é melhor tanto em jogabilidade, quanto pela história.