Ah, meu querido leitor, se tem uma coisa que nós, jogadores, aprendemos com o tempo é que a indústria de games é praticamente um parque de diversões emocional.
Um dia você está lá, contando os dias para o lançamento de um jogo que parece ser o “presente dos deuses digitais”, e no outro está com cara de choro porque gastou suas economias em algo que pareceu mais um beta mal-acabado. 😭
E olha, não importa se você começou a jogar ontem com o celular no bolso ou se vem dos tempos gloriosos do PS1, todo mundo já sentiu a dor da decepção gamer. Aquela sensação de abrir um jogo, colocar no console ou PC com as expectativas lá em cima, só pra se deparar com bugs, quedas de frame, histórias sem sal ou mecânicas que parecem ter sido inventadas às pressas. É como esperar um bolo de aniversário de três andares e receber um pão francês murcho. 🍞
Hoje, vamos revisitar 10 jogos que decepcionaram de forma histórica, mexendo até com o coração dos mais otimistas. E claro, vou trazer tudo no meu estilo: fofinho, dramático, cheio de comparações, e talvez até com algumas digressões porque né… meu TDAH não me deixa ficar só no ponto. Então já pega o café, ajeita a almofada e vem comigo.

1. Cyberpunk 2077 – O futuro que não chegou
Se você estava vivo em 2020 e respirava videogames, sabe do hype absurdo em torno de Cyberpunk 2077. Era a CD Projekt RED, criadora do aclamado The Witcher 3, prometendo um RPG futurista com o nosso querido Keanu Reeves. Como não se empolgar? Eu mesma já imaginava as madrugadas perdidas explorando Night City, desfilando com meu personagem estiloso e hackeando tudo pela frente.

Mas, a realidade bateu como aquele bug de NPC atravessando a parede. O jogo saiu cheio de falhas, praticamente injogável em consoles antigos, e até hoje vive de atualizações para tentar chegar ao que foi prometido. Foi um choque. Sabe quando você combina um date incrível e a pessoa aparece sem nem pentear o cabelo? Foi isso.
2. No Man’s Sky – O universo vazio
Ah, No Man’s Sky… promessa de explorar o infinito, encontrar planetas únicos, ecossistemas variados, batalhas espaciais épicas. E o que recebemos? Um universo praticamente deserto, repetitivo, sem a magia anunciada.

Lembro até hoje da frustração de amigos que ficaram horas tentando achar algo interessante e só encontraram paisagens recicladas. A Hello Games, porém, merece palmas por ter dado a volta por cima com anos de updates gratuitos, transformando o jogo em algo realmente especial. Mas no lançamento… nossa, parecia mais “No Man’s Why”.

O lançamento foi desastroso, e os jogadores se depararam com um enorme mundo vazio. A Hello Games começou uma jornada de redenção que é, de fato, incrível: depois de meses de silêncio, eles finalmente lançaram aquela que seria a primeira de uma série de grandes atualizações para o jogo, que foram ao pouco o tornando um jogo que fazia jus à todo o alarde causado na indústria.
3. Destiny – O vácuo narrativo
Quando a Bungie saiu das asas da Microsoft e do Halo, todo mundo pensou: “vem aí o Star Wars dos games”. E Destiny realmente tinha um potencial absurdo, com tiroteios bons e cenários lindos.

Mas, gente… cadê a história? Cadê o impacto emocional? Era só grind infinito e missões repetitivas. Parecia que o jogo tinha sido lançado no modo “rascunho”. Só que, justiça seja feita, The Taken King transformou tudo, e Destiny conquistou milhões de fãs depois. Mas no início? Foi tipo ir ao cinema esperando Senhor dos Anéis e sair com um VHS arranhado de novela mexicana.

O desenvolvimento ficou marcado por atrasos e reviravoltas. O jogo, que queria figurar no panteão das grandes histórias ao lado de Star Wars e O Senhor dos Anéis, foi frustrante, com mecanismos e estruturas repetitivas e, principalmente, uma história ruim, em que os personagens não faziam sentido e os pontos-chave do argumento ficaram sem explicação.

Mas a Bungie também escreveu sua história de superação. Com um trabalho inestimável, um ano depois a desenvolvedora lançava a primeira expansão, The Taken King, que recuperou a confiança de uma legião de fãs e colocou Destiny no lugar em que merecia estar desde o começo. No fim, a história de Destiny, ou melhor, ao seu redor, acabou se tornando fascinante, mas por razões que ninguém poderia prever.
4. Anthem – A queda da BioWare
Anthem era vendido como “o jogo dos Vingadores com armaduras voadoras”. O hype era real! A EA e a BioWare prometiam mundos vivos, eventos dinâmicos e atualizações constantes.

Só que quando chegou… era raso, repetitivo e sem identidade. Voar era legal, mas a alma do jogo parecia ter ficado no PowerPoint da reunião de marketing. Foi doloroso porque a gente sabe do histórico da BioWare com RPGs incríveis, mas Anthem entrou para a lista negra.
5. Diablo III – O terror do Erro 37
“Erro 37”. Quem viveu, nunca esquece. O lançamento de Diablo III foi um caos: servidores caindo, loot desequilibrado e um sistema de leilão que parecia feito só para sugar dinheiro real dos jogadores.

Mas, calma, nem tudo é tristeza: com a expansão Reaper of Souls, o jogo deu a volta por cima e virou o RPG de ação que merecia ser. Ainda assim, a decepção inicial foi um choque para quem esperou mais de uma década por esse título.

O final do jogo era muito difícil, o sistema de loot era falho e o jogo parecia girar em torno da casa de leilões, onde era possível usar dinheiro real para comprar itens poderosos. A Blizzard ouviu a comunidade e Diablo III passou por grandes mudanças em sua primeira expansão, Reaper of Souls, quando se tornou um excelente RPG de ação, como era pra ser desde o início.
6. Watch Dogs – O downgrade que virou piada
Quando a Ubisoft anunciou Watch Dogs, parecia que estávamos entrando numa nova era. Hackear a cidade inteira com um celular era a definição de poder tecnológico!

Mas o jogo final entregou gráficos rebaixados, jogabilidade limitada e uma história esquecível. Foi aquele clássico “trailer de cinema” que vira “novela das seis” na prática.
7. Fallout 76 – O festival de bugs
Bethesda, meu amor, por que você fez isso? Fallout 76 era para ser o sonho dos fãs: explorar o Wasteland em multiplayer. Mas virou um pesadelo: bugs infinitos, problemas técnicos e uma narrativa rasa.

A Bethesda tentou transformar uma de suas franquias mais famosas em um RPG online, e falhou miseravelmente. O resultado foi uma mistura assustadora de ideias sem sentido e mal executadas, além de uma história entediante e repetitiva, um show de bugs e incontáveis problemas gráficos e técnicos – o jogo chegou a ser comparado com a versão beta de um indie.
Até hoje, o jogo é lembrado como um dos lançamentos mais problemáticos da história. O que era para ser o “novo passo da franquia” acabou se tornando motivo de memes eternos.
8. Duke Nukem Forever – 14 anos pelo quê?
Imagina esperar mais de uma década por um jogo e receber algo ultrapassado, bugado e com jogabilidade ruim. Esse foi o destino de Duke Nukem Forever.

Anunciado em 1997 e lançado em 2011, nem 14 longos anos foram capazes de salvar um dos maiores fracassos da indústria – e talvez esse tenha sido o grande problema de um jogo que foi pensado nos anos 1990 enquanto prometia ser uma revolução moderna. O resultado foi um jogo cheio de bugs, com uma jogabilidade péssima e comandos falhos. Para completar, os gráficos eram extremamente datados.
O hype era gigante, mas o jogo parecia preso nos anos 90, só que sem o charme daquela época. Foi como abrir uma cápsula do tempo e encontrar só contas de luz atrasadas.
9. Mighty No. 9 – O sucessor espiritual que não sucedeu
Quando Keiji Inafune, criador de Mega Man, anunciou o Kickstarter para Mighty No. 9, os fãs surtaram. Era a chance de reviver a magia azulzinha da era 16 bits!

Graças a sua jogabilidade desafiadora e gráficos encantadores, Mega Man foi um dos maiores sucessos da geração 16 bits. O jogo deixou saudades, até que seu criador, Keiji Inafune, prometeu desenvolver aquele que seria o sucessor espiritual da franquia. Mighty No. 9 rapidamente conquistou o público e bateu recordes de arrecadação no Kickstarter, mas foi um verdadeiro fiasco.
Mas o que veio foi um jogo sem alma, com gráficos feios e fases curtas. Era um “clone” sem carisma, que deixou todo mundo com saudades do original.

As semelhanças com Mega Man eram claras, mas o jogo não tinha nenhuma personalidade e era sem graça, algo bem distante da franquia original. Se em teoria o jogo funcionaria como um Mega Man moderno, a prática mostrava um personagem genérico, gráficos deprimentes, história rasa e estágios pouco inspiradores e curtos – um jogo genérico cuja única qualidade é ter rasas semelhanças com um clássico.
10. GTA: The Trilogy – Nostalgia quebrada
E por último, temos um golpe recente: GTA: The Trilogy – The Definitive Edition. Três clássicos que moldaram gerações foram relançados de forma apressada, cheios de bugs, com personagens deformados e gráficos que mais pareciam mods malfeitos.

Chegamos ao mais recente caso de fracasso da indústria. A Rockstar surpreendeu a indústria ao anunciar o remaster de sua popular franquia, mas surpreendeu ainda mais ao entregar três jogos tão inacabados e mal-otimizados. É difícil listar tudo o que há de errado com The Definitive Edition, mas um remaster em que a única coisa que funciona é a nostalgia é completamente desnecessário.
Era para ser um tributo, mas acabou soando como um desrespeito à história da franquia.
Decepções que também ensinam
No fim, cada jogo dessa lista é um lembrete de que hype demais pode ser perigoso. Nós, fãs, criamos expectativas altíssimas, e os estúdios, pressionados por prazos e investidores, às vezes entregam algo inacabado.
Mas quer saber? Mesmo com as lágrimas, esses fracassos também fazem parte da magia dos games. Eles nos lembram que nem sempre dá pra acertar, e que por trás de cada bug, cada sistema falho, existe uma tentativa (mesmo que mal-executada) de inovar.
E é engraçado: muitos desses títulos, como No Man’s Sky e Diablo III, conseguiram dar a volta por cima e se redimir. Outros, como Anthem e Mighty No. 9, viraram apenas lições para o futuro.
O importante é que seguimos jogando, esperando, sonhando… e sim, talvez nos decepcionando de novo. Mas essa é a graça: no fim, videogame é paixão. E paixão verdadeira nunca vem sem riscos.