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Os jogos de antigamente eram mais criativos?

Limitações técnicas obrigam os desenvolvedores a serem mais criativos

Ao longo das décadas referente as produções audiovisuais, é comum que haja um “choque” de gerações e o que agrada determinado nicho de pessoas não agrada a outro nicho. Isso acontece na música, nos filmes, e os games também não fogem a regra. Afinal, uma determinada época tinha determinada tecnologia, além de que os próprios desenvolvedores vão mudando ao longo do tempo, e nem toda renovação agrada a todo mundo. Nesse contexto, muitos dizem que “os jogos de antigamente eram melhores por serem mais criativos”, algo que estes mesmos defendem que os games indies suprem essa carência.

De fato, é uma percepção que procede, considerando que a limitação técnica e de recursos de antigamente obrigava os desenvolvedores a “tirarem leite de pedra” e se desdobrarem para conseguirem transmitir determinada experiência ao jogador, sendo justamente o que acontece com muitos games indies.

Minecraft é um exemplo de jogo simplório que ganhou a simpatia do público pela criatividade

Já hoje em dia, os games desenvolvidos para consoles têm possibilidades praticamente infinitas, com gráficos “mais reais que a realidade”, trilha sonora de primeira, e é necessária uma super produção gastando muitos milhões de dólares para que um game atenda a expectativa do público e gere retorno. É justamente por isso que eles tendem, evidentemente via de regra, a serem menos inovadores e criativos que no passado. Acaba sendo um paradoxo: quanto mais possibilidades devido à tecnologia, menos a criatividade é necessária.

O outro paradoxo é que isso não necessariamente é algo ruim, pois dentro de uma fórmula bem sucedida pré-estabelecida, é possível fazer evoluções e trazer algumas novidades. Além disso, o próprio jogador já espera gostar daquele jogo que vai apostar em “um mundo aberto” de um jogo super bem produzido, bonito e muito bem feito.

O jogo do Homem Aranha foi muito elogiado, mesmo não trazendo novidades significativas para o gênero mundo aberto. 

Fica o questionamento sobre o que é melhor, um game que “inova”, mas não tem tanta graça e simplesmente não é tão atraente, ou aquele jogo que pega a “fórmula do sucesso” e lapida com uma hiper produção?

A limitação técnica e de recursos estimula a criatividade, enquanto os games “AAA” podem maximizar uma experiência pré-estabelecida. E o que é melhor? O que for mais divertido para você.

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