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O lendário diretor George A. Romero, que ficou mundialmente famoso com o filme A Noite dos Mortos-Vivos (1968), o qual começou a era dos filmes de zumbi e redefiniu o gênero de terror, faleceu neste domingo aos 77 anos, de acordo com sua família.

Ele morreu enquanto dormia, após uma “curta porém agressiva batalha contra o câncer de pulmão”, segundo uma declaração fornecida por seu parceiro de produção de longa data, Peter Grumwald. Romero faleceu enquanto escutava a trilha sonora de um de seus filmes favoritos, o clássico Depois do Vendaval (1952), com sua esposa, Suzanne Desrocher Romero, e filha, Tina Romero, ao seu lado.

Romero nasceu na cidade de Nova York em 1940. No começo de sua carreira, dirigiu curtas e comerciais. Ao final dos anos 60 junto com alguns amigos, fundou a produtora Image Ten, conseguiu a verba de US$ 114 mil e produziu o aclamado A Noite dos Mortos-Vivos (1968), que arrecadou mais de US$ 30 milhões e ajudou a definir a mitologia moderna dos zumbis.

Um dos seus últimos trabalhos foi no filme Terra dos Mortos (2005), onde cuidou da direção e do roteiro. Antes disso, Romero foi até mesmo cogitado para trabalhar na adaptação cinematográfica de Resident Evil, o que acabou não acontecendo, com ele sendo substituído por Paul W. S. Anderson.

Em 2016, ele criticou a forma em como os filmes e séries de zumbis são feitos hoje em dia e disse que o motivo pelo qual não faz mais filmes são produções como The Walking DeadGuerra Mundial Z.

“Eu fiz Terra dos Mortos (2005), que foi o maior filme de zumbi que já fiz. E não acho que ele precisava ser tão grande. A maior parte do dinheiro foi para o elenco. Eles são ótimos, mas não acho que precisava gastar todo aquele dinheiro. Os charutos de Dennis Hopper custam mais do que a produção inteira de A Noite dos Mortos-Vivos (1968), essa é a verdade,” disse Romero (via Omelete). “Agora, por causa de Guerra Mundial Z e The Walking Dead, eu não consigo fazer um filme pequeno e modesto de zumbis, que deveria ser algo sociopolítico. Eu costumava conseguir lançar alguma coisa com base em ação zumbi, e conseguia esconder mensagens dentro disso. Agora não consigo. No momento em que menciono a palavra zumbi, precisa ser algo como ‘olha, Brad Pitt pagou US$ 400 milhões para fazer isso.'”

Uma grande perda para o cinema e para todos que gostam de bons filmes de terror.

Via LA Times