PARAMOUNT ATIRA PRIMEIRO: OFERTA HOSTIL DE US$ 108,4 BILHÕES PELA WARNER E O STREAMING VIROU, OFICIALMENTE, UM ROYAL RUMBLE FINANCEIRO. Por RumbleTech — analista de mercado que já viu muita loucura, mas essa aqui merece replay em câmera lenta.
Se você achou que a novela Netflix vs. Warner Bros. Discovery tinha acabado quando a Netflix jogou US$ 72 bilhões na mesa (ou US$ 82,7 bi contando dívidas), parabéns: você subestimou a capacidade de Hollywood de transformar fusões corporativas em entretenimento nível WWE.
Porque agora, do nada, a Paramount entrou no ringue com uma oferta HOSTIL de US$ 108,4 BILHÕES, dando tapa na cara da Netflix, derrubando pipoca da plateia e gritando:
“VOCÊS QUEREM STREAMING? ENTÃO VENHAM PEGAR.”
É isso. 2025 terminou o ano decidindo que a palavra “franquia” significa empresa brigando pra ver quem compra a outra antes do almoço.
💰 US$ 30 POR AÇÃO — OU COMO A PARAMOUNT DISSE “NÃO, EU PAGO MAIS” SEM PISCAR
A oferta da Netflix era de US$ 27,50 por ação.
A Paramount chega com US$ 30 por ação, o que em Wall Street significa o equivalente a:
Netflix: “Eu pago o lanche.”
Paramount: “Eu compro a lanchonete, a rua e metade da cidade.”
Mas a parte mais deliciosa dessa história é:
A Netflix só quer a parte glamourizada da Warner
— DC Studios
— HBO
— Warner Bros. Motion Pictures
— Catálogo de filmes
A Paramount quer TUDO.
Incluindo:
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CNN
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TNT Sports
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os canais de notícias
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e todo o resto que a Netflix fingiu não ver pra não ter que lidar.
É como se a Paramount tivesse dito:
“A gente não quer só o Batman, a gente quer o Batman, o jornal que cobre o Batman, o estádio onde o Batman joga e qualquer coisa que ele tenha encostado desde 2003.”
🧨 SEIS TENTATIVAS REJEITADAS — E AGORA A PARAMOUNT PARTIU PRO MODO HOSTIL
De acordo com o comunicado, a Paramount fez SEIS propostas ao longo das últimas 12 semanas, e a Warner basicamente respondeu com:
“rsrs… visualizado.”
Então a Paramount cansou e pensou:
“Ok, agora vamos falar direto com os acionistas porque vocês aí do topo estão brincando de difícil.”
Isso, meus amigos, é o equivalente corporativo de pular a família inteira e ligar diretamente pro dono da casa.
🛑 A PARAMOUNT ACUSA: “A NETFLIX VAI VIRAR MONOPÓLIO, E TODO MUNDO VAI PAGAR A CONTA”
E aqui vem a parte maquiavélica maravilhosa: A Paramount está dizendo que sua oferta é “pró-consumidor”. Sim, aquelas palavras que toda gigante usa quando quer parecer a heroína. Eles alegam que:
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A compra da Netflix pode aumentar preços,
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reduzir salários de criadores,
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e destruir o cinema (essa é boa, porque Hollywood já tenta fazer isso há décadas por conta própria).
Além disso, dizem que a Netflix no controle seria perigoso demais pro equilíbrio do streaming — um argumento, digamos… conveniente… vindo de outra megacorporação tentando comprar o mesmo ativo.
É tipo ver dois tubarões discutindo sobre qual deles protege melhor os peixinhos.
🎬 DAVID ELLISON, CEO DA PARAMOUNT:
“O NOSSO MONOPÓLIO É MAIS BONITO QUE O DELES.”
O discurso da Paramount é um espetáculo:
“Nossa oferta cria um Hollywood mais forte.”
Tradução RumbleTech: “O monopólio deles é feio, o nosso é estiloso e cheira a nostalgia.”
Ellison promete:
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mais competição,
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mais filmes,
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mais conteúdo,
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mais investimento,
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mais lançamentos nos cinemas,
…algo que toda empresa diz antes de cortar 20% do quadro e anunciar uma fusão de departamentos. Mas faz parte da dança. No final, o ponto é simples: A Paramount está muito, muito, MUITO afim da Warner. O tipo de afim que envolve US$ 108,4 bilhões e zero hesitação.
📉 SE A NETFLIX ACHOU QUE JÁ TINHA LEVADO…
OPS. TEM MAIS UM CHEQUE NA MESA.
O problema agora é regulatório. A Netflix já estava sendo observada de canto de olho pelas agências antitruste. A Paramount está dizendo:
“Deixa comigo. A nossa é mais fácil de aprovar.”
É um argumento ousado. Quase tanto quanto pagar 36 bilhões a mais só pra chutar a Netflix pra fora do negócio.
ESTAMOS A UM PASSO DO MAIOR EMBATE CORPORATIVO DA DÉCADA
O que está acontecendo aqui é gigantesco:
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A Warner é uma das poucas empresas capazes de decidir o futuro do streaming,
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a Netflix está desesperada pra garantir conteúdo próprio suficiente pra sobreviver à guerra da atenção,
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e a Paramount… aparentemente quer comprar metade de Hollywood antes que alguém perceba que ela existe.
No fim das contas, alguém vai pagar caro:
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ou a Netflix,
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ou a Paramount,
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ou os consumidores,
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ou todo mundo junto, como sempre.
Mas uma coisa é certa: Isso aqui já não é aquisição — é UFC corporativo patrocinado pelo capitalismo global. E eu? Eu tô pegando pipoca pra acompanhar o round 2.