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De acordo com um estudo feito na 7ª edição da Pesquisa Game Brasil (PGB), 78,7% dos pais afirmam que seus filhos jogam jogos eletrônicos, enquanto 71% jogam junto com eles.

Ainda de acordo com a PGB, 60,2% dos pais gostam que seus filhos joguem, mas com ressalvas diversas, como por exemplo quanto ao exagero no consumo.

Todos os detalhes podem ser encontrados no comunicado de imprensa abaixo.

São Paulo, 4 de agosto de 2020 – Jogos eletrônicos estão cada vez mais presentes nos momentos de lazer e entretenimento compartilhados entre pais e filhos. De acordo com a 7ª edição da Pesquisa Game Brasil (PGB), em 2020 71% dos pais brasileiros jogam jogos eletrônicos com seus filhos.

Realizada pelo Sioux Group, através da unidade de negócios Go Gamers, ESPM e Blend New Research, a PGB ouviu 5.830 pessoas em 26 Estados e no Distrito Federal, no mês de fevereiro. Para o levantamento de pais e filhos, o estudo considerou apenas os entrevistados que moram com os filhos, totalizando 2.163 pessoas.

Deste total, 78,7% afirmam que seus filhos possuem o hábito de jogar jogos eletrônicos, e 60,2% deles gostam que os filhos realizem a atividade, mas com ressalvas diversas. A principal delas, para 92,4% dos entrevistados, é evitar jogos inadequados de acordo com a faixa etária.

O segundo aspecto a ser ponderado, para 80,9% dos pais, é evitar que as crianças joguem antes de dormir. Na sequência, 72,4% dos pais concordam que os jogos são viciantes, podendo causar dependência. Em contrapartida, 53,9% concordam que a variação de jogos estimula diferentes habilidades para seus filhos.

Outro ponto retratado pela PGB é a violência nos jogos enquanto influência negativa para as crianças e adolescentes: enquanto 33,4% dos pais que não jogam concordam que os games podem levar ao comportamento agressivo e à delinquência, 56,6% dos pais gamers discordam dessa afirmação.

Descendência gamer

A PGB aponta que os pais que jogam jogos eletrônicos têm ainda mais o costume de compartilhar e ensinar este hábito ao seus filhos. Neste recorte, o número de filhos engajados com games aumenta para 84,3%, e os pais que realizam a atividade em conjunto com eles chega a 95,6%.

Em relação à influência que os jogos possuem na aprendizagem de seus filhos, 47,4% dos pais gamers discordam (parcialmente ou totalmente) que os jogos possam atrapalhar nos estudos, enquanto 35,9% concordam (total ou parcialmente).

“Nos dias de hoje, muitos pais cresceram com o hábito de jogar videogame, o que torna mais natural este processo de passá-lo ‘de pai para filho’. Mesmo assim, os pais permanecem zelosos quanto aos excessos e limites dessa forma de entretenimento, o que é bastante saudável para todos os envolvidos”, diz Carlos Silva, Head de Gaming na Go Gamers.

A pesquisa ainda divide o público gamer no Brasil entre hardcore e casual. O primeiro é aquele cujo hábito de jogar é destacado dentro de suas preferências de entretenimento, enquanto o segundo realiza a atividade em menor tempo e frequência.

Os pais mapeados como hardcore gamers tendem a ser mais flexíveis em relação ao envolvimento dos filhos com jogos. Para este grupo, por exemplo, 46,8% concordam que as crianças não devem jogar antes de dormir.