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Quando uma obra faz muito sucesso, seja no mundos dos games, cinema, música, televisão, quadrinhos e o que mais você puder imaginar, sempre terá aquelas pessoas que usarão essa obra como referências, homenagens ou plágio na cara dura. Muitos dizem que o plágio é uma forma de elogio, outros não pensam assim e já colocam um processo no meio.  Seja como for, hoje em dia é muito difícil afirmar com toda convicção que tal obra foi plagiada de outra (a não ser que esteja muito na cara). Graças à internet então, o plágio alcançou proporções à nível global e quase que instatâneo. Ou parodiando a Lei de Lavosier, “Na natureza, nada se perde, nada se cria, tudo se copia”.

Poderia citar aqui uma extensa lista de plágios, homenagens, inspiração e afins, mas citarei apenas alguns só como exemplos. Pegue por exemplo o game Splatterhouse, um dos primeiros games de terror dos videogames. Ele tem muitas referências a filmes trash de terror, o protagonista é sem dúvida chupadaço do personagem Jason, da série de filmes Sexta-Feira 13. A aclamada série Resident Evil se “inspirou” no game Alone in the Dark e nos filmes de zumbis de George A. Romero. Hideo Kojima, um fã confesso da cultura pop americana, se inspirou no ator Kurt Russel do filme “Fuga de Nova York” para criar ninguém menos que Solid Snake. Ele também se inspirou no filme Blade Runner para criar o belíssimo game Snatcher. As vilãs de Metal Gear Solid IV, foram inspiradas em mulheres reais e famosas. São tantos exemplos que levaria dias para falar de todos.

Mas será que o contrário também pode acontecer? Dos “desconhecidos” e “não famosos” serem “copiados” por grandes nomes da indústria? Como você se sentiria se tivesse criado um personagem para um game de luta caseiro (os famosos Mugen) e então um belo dia você vê em um game de luta muito famoso um personagem muito parecido com aquele que você criou? Eu com certeza não ia gostar nem um pouco.

Pois é exatamente isso que um jogador brasileiro alega que aconteceu com ele. Onofre de Paiva, membro do Grupo de Desenvolvedores de Jogos do Ceará (GDJ-CE), criou uma personagem para o Mugen, chamada de Lucy Fernandez. Segundo ele, sua personagem teria servido de “influência” para a criação da personagem Litchi Feye-Ling, do jogo de luta BlazBlue, lançado em 2008 para fliperamas e ano passado nos consoles PS3 e X360.

Confira abaixo algumas imagens de comparação:

Imagem

Será que não passa tudo de uma grande coincidência ou realmente BlazBlue faz “homenagens” aos personagens desconhecidos? Segundo o próprio Onofre: “Tudo isso teria uma chance de ser coincidência, caso eu não encontrasse a cereja que pontuasse tudo isso. Praticamente uma assinatura de minha influência em forma de mensagem subliminar.

Vejam!! Algo muito suspeito no cenário de Litchi:

Acharam?? Caso não, aqui vai o Zoom:

Nada menos que Meu Nick, ON/OFF, está colocado no meio de vários Ideogramas chineses onde não faria o menor sentido. Quam conhece Lucy Fernandez pela Net me conhece apenas por esse Nick.  Se fosse num interruptor de luz até teria nexo, mas uma loja chinesa chamada Ligado e desligado??”.

Outras comparações, inclusive com personagens diferentes, foram feitas no blog de Onofre. E você leitor da Gamehall, o que acha disso? É uma grande coincidência e nosso colega está sonhando alto ou realmente há a possibilidade de plágio por parte da produtora japonesa Arc System, criadora de BlazBlue e também do game Guilty Gear?? Deixe seu comentário ai para a gente. E cuidado com suas obras intelectuais e onda as coloca, pois o mundo está de olho, principalmente com o advento da internet, onde a Lei de Lavosier “nada se cria, tudo se copia” é mais do que válida. As vezes você pensa em algo, que acha inovador e diferente, mas pode acontecer de um fulano lá nos quintos do inferno, ter tido a mesma ideia alguns segundos antes, e você nem faz ideia disso, e quando vê, já etá levando um processo de plágio.  Eu mesmo tinha uma ideia com uns colegas, que era a construção de um ônibus biarticulado (um ônibus bem grandão, comum aqui em Curitiba) na forma de uma boate móvel. É isso aí mesmo, com garotas dançando, um barzinho com bebidas, sofazinhos e tal. Não é que fuçando a internet eu vi que já tinham feito isso? Lá se foi a minha ideia inovadora…