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Divulgação

Call of Duty: Modern Warfare mal chegou em nossas mãos e já está criando polêmicas, desta vez relacionada com um evento da história real.

O evento em questão é conhecido como Highway of Death (Rodovia da Morte), no qual o exército americano (junto com tropas do Canadá, França e Reino Unido) atacou militares iraquianos que estavam em retirada em 1991, durante a Primeira Guerra do Golfo. A estimativa é que entre 500-600 pessoas tenham morrido nesse ataque (incluindo refugiados civis).

As cenas do ataque chocaram o mundo quando foram divulgadas na época e foram citadas como fator determinante que levou o presidente americano George H. W. Bush a declarar uma trégua nas hostilidades.

No entanto, na campanha solo em Call of Duty: Modern Warfare, um ataque também chamado de Highway of Death, foi atribuído à Rússia, que nem participou do conflito.

Várias pessoas estão se queixando na internet que a Infinity Ward reescreveu a história para apresentar as forças americanas como os mocinhos no game e, ao fazê-lo, efetivamente encobriu um “crime de guerra” dos EUA.

Vale lembrar que a campanha de Call of Duty: Modern Warfare se passa em um cenário realista e moderno (em 2019), e que os desenvolvedores haviam anteriormente enfatizado que a narrativa era uma obra de ficção e evitavam incorporar diretamente os eventos da vida real.

Além disso, a Sony decidiu não vender o jogo na PS Store da Rússia, sem explicar exatamente o motivo da decisão – parece que agora está explicado.

Call of Duty: Modern Warfare já está disponível para PC, PlayStation 4 e Xbox One.