NotíciasOpiniãor7

Por que Digimon Story Time Stranger pegou “todo mundo de surpresa”?

Aquele game que não gerou tanto barulho e depois do lançamento surpreendeu a todos

Digimon Story: Time Stranger é daqueles games que surpreendem o público por entregarem muito mais do que as pessoas esperam. Afinal, os fãs da franquia queriam uma boa aventura com os monstrinhos digitais, mas a grande verdade é que o Time Stranger não gerou “tanto barulho” até seu lançamento e, agora que ele está disponível ao público, vemos que se trata de um grande clássico que mistura nostalgia e mecânicas modernas. Não à toa, conseguiu atingir um pico de 70 mil jogadores simultâneos no Steam (!), sendo um verdadeiro sucesso.

Nele, há centenas de Digimon para descobrir, evoluir, coletar e personalizar. As análises destacam que o sistema de digievolução e personalização ganhou uma profundidade que muitos dos títulos anteriores da franquia deixavam a desejar. Nesse sentido, o sistema de treino, o vínculo (bond) com seus Digimon — tudo isso aparece com mais clareza, boas melhorias de qualidade de vida, menus mais amigáveis para esse tipo de jogador que curte “montar a equipe perfeita”.

Some isso à história do jogo, que aposta numa ambientação mais ambiciosa: a narrativa entrelaça dois mundos — o nosso “mundo humano” e o “mundo digital” — com viagens no tempo, a organização ADAMAS, eventos de catástrofe digital. Esse cenário dá ao jogo um “peso” maior do que meramente “coleto e batalho como no arcade de monstros”.

Na jogabilidade pura, o combate em turnos foi refinado: não é só “selecionar ataque, esperar”. Você lida com tipos (vírus, vacina, dados), vantagens e resistências, reserva de Digimon, habilidades especiais do agente, entre outros elementos. Isso entrega aquela sensação de “eu sou o estrategista” em vez de “apenas apertar A”. O design de zonas, o layout do mundo Digital, a ambientação e todos os pontos foram elogiados.

Além disso, a mídia da “Gringolândia” destaca que este game é mais acessível ao grande público. Diferente de alguns títulos de nicho que deixam a curva de aprendizagem alta ou prendem demais o fã hardcore, este jogo fez melhorias para que jogadores menos familiarizados com Digimon conseguissem entrar tranquilamente. Isso amplia o alcance e explica parte do “surpreendeu”, porque não só os fãs antigos ficaram felizes, mas também quem nunca tinha se jogado na franquia.

Mesmo assim, o jogo não é perfeito. Algumas críticas pontuam o desempenho técnico (como framerate baixo no PS5) e menus excessivamente carregados. Algumas análises também apontam que a história “demora um pouco a engatar”, sendo algo típico dos jogos japoneses, além de que algumas mecânicas “secundárias” (minijogos, sistema de fazenda) são menos inspiradas.

Aliás, os números ajudam a comprovar o impacto: o título teve pico de mais de 70 mil jogadores simultâneos no Steam — superando registros de JRPGs maiores no PC. O simples fato de uma franquia Digimon — historicamente menos mainstream no mundo gamer quando comparada a Pokémon, por exemplo — conseguir isso já mostra que os jogadores reagiram positivamente ao novo game.

Então, por que exatamente “surpreendeu”? Porque entregou aquilo que muitos fãs queriam — e talvez nem sabiam pedir — com coragem: colecionar Digimon com profundidade, uma história mais madura sem abandonar o espírito “monstros digitais + amizade + evolução”, combate estratégico, acessibilidade e nostalgia. E fez isso num momento em que o gênero de monster-taming parecia estagnado, repetitivo ou até mesmo decadente. Ele não reinventou o gênero, mas refinou quase tudo que importava, removeu muitos atritos do passado, e colocou ainda mais os Digimon no centro da ação — com estilo, com dose de drama, com aquele pixel-coração de anos 90 (ou quase). Se você for fã da franquia ou curte JRPGs de monstros, ele é digno de entrar no hall de “jogo de referência”.

Victor Miller

Jornalista formado pela PUC-Rio e pós-graduado em Planejamento Estratégico de Mídias Sociais pelo SENAC Copacabana. Apaixonado por videogames desde a infância, ganhou destaque na internet com o Planeta Sonic e hoje é reconhecido como o “Rei dos Sonictubers” — título que abraça com gratidão, ainda que se considere apenas um mero mortal.
Botão Voltar ao topo

Adblock detectado

Por favor, desabilite o Adblock para continuar acessando o site!