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Com um anúncio diferente, envolvendo uma arte sendo desenhada ao vivo, Assassin’s Creed Valhalla foi um dos assuntos mais quentes das últimas semanas no mundo dos games. Ambientado em terras nórdicas e na Grã-Bretanha, e com um protagonista viking, o jogo promete ser o ponto alto da franquia e um divisor de águas.

O foco continua em expandir as mecânicas de RPG e dessa vez poderemos até mesmo gerenciar o nosso vilarejo viking, com construções e tudo mais. Muitas novidades, algumas coisas expandidas e um mapa menor, só que mais denso, foram algumas das confirmações até o momento.

Compilamos tudo que foi dito pelos produtores e desenvolvedores do jogo até agora e te contamos abaixo o que esperar desse jogão que promete demais.

O(A) Eivor 

O último jogo da série, Assassin’s Creed Odyssey, permitiu pela primeira vez selecionar o sexo do protagonista na saga. Em vez de um único personagem, Alexios e Kassandra, os dois irmãos espartanos, dividiram o protagonismo.

Em Assassin’s Creed Valhalla será mantida a possibilidade de escolher o sexo do protagonista, mas a sua relação com a história é bem diferente. Em Odyssey, se você escolhesse Alexios, a Kassandra passava a ter outro papel na história. Em Valhalla, ao escolher o sexo masculino para o Eivor, protagonista da vez, não existirá a sua versão feminina.

Ainda não foi confirmado se poderemos editar a imagem do protagonista antes do jogo começar (provavelmente não), mas será possível modificar cabelo, tatuagens, barba e mais alguns detalhes no decorrer da aventura.

Lâmina Oculta retorna e história será fiel

O jogo vai se passar no início dos anos 1000, bem no meio da Idade das Trevas. Para garantir a fidelidade histórica característica dos games da franquia, a Ubisoft conta com um núcleo dentro do desenvolvimento, focado apenas na parte histórica da narrativa e ambientação, que serve de apoio para todos os outros departamentos do estúdio. Nesse núcleo, inclusive, há professores e especialistas sobre o povo e cultura nórdica deste período.

Segundo a sinopse, Eivor e seu clã, após guerras intermináveis na Noruega, se veem obrigados a partir em busca de novas terras. Este grupo e o jogador vão viajar para as terras bretãs em busca de um novo futuro, mas vão encontrar mais conflitos. Um dos vilões, que provavelmente vai ter algum rolo com os templários, será o rei Alfredo de Wessex, que comumente é retratado em ficções ambientadas no período, como “As Crônicas Saxonicas”, de Bernard Cornwell.

No trailer cinemático do jogo, já foi revelado que o ícone dos assassinos, a Lâmina Oculta, ausente durante boa parte de Odyssey, vai estar no arsenal do Eivor para combater os seus inimigos. Pela armadura bizantina de dois dos seus inimigos, destoantes do resto dos britânicos, já é quase certeza que os templários estarão presentes de forma pesada no jogo.

Além disso tudo, também foi confirmado que as peripécias do presente, para as quais muita gente torceu o nariz nos dois últimos jogos que mudaram a franquia, vão estar presentes de novo, provavelmente fechando o ciclo dessa trilogia de origem de Assassin’s Creed.

Mapa menor

Para o jogador explorar, em Assassin’s Creed Valhalla vão estar presentes partes da Irlanda e da Inglaterra, a Noruega, o sul da Suécia e a Dinamarca. Embora ainda massivo para os padrões convencionais da geração, o jogo será menor que seu antecessor em tamanho.

Uma das principais críticas tanto para o Odyssey quanto para o Origins foi o exagero da escala do mapa e a repetição de missões bobas para preencher o espaço vazio, o que deixou a progressão lenta e repetitiva. Segundo o diretor do Valhalla, Ashraf Ismail, que também dirigiu Origins, a equipe está ciente da responsabilidade e daquilo que não foi bem visto nos jogos anteriores. Por isso, o foco agora é entregar mais com menos.

Comande seu território viking

A grande novidade da jogabilidade de Assassin’s Creed Valhalla vai ser comandar o seu próprio território viking. Como chefe do seu clã, você poderá recrutar outros clãs para integrar a sua vila e construir novas edificações. Como exemplo, foi citado um local onde você pode fazer tatuagens e até mesmo gerar conflitos e soluções via casamento.

Para conseguir recursos e ajudar seu povo a sobreviver, você poderá saquear por todo o território inglês, bem como partir em expedições pelo mar. Foram descritas como raides massivas e recompensadoras.

Para quem estava esperando o fator cooperativo neste jogo, infelizmente foi confirmado que isso não será possível. No entanto, há um fator multiplayer interessante, onde os jogadores poderão criar os seus próprios mercenários vikings e compartilha-los com outras pessoas online. Quando levarem seu mercenário para invasões, ele voltará com recursos que poderão ser usados para melhorar o seu vilarejo.

Batalha de Rap?

Por mais estranho que possa parecer, os vikings faziam confrontos de citação de versos que lembram de alguma forma as batalhas de rap atuais. A Ubisoft transformou essa prática em um mini game em Assassin’s Creed Valhalla, que ainda vai contar com diversas outras atividades paralelas.

Pescaria, caça, jogos de dados, bebedeira, tudo isso vai fazer parte da diversão dos vikings. Provavelmente ainda teremos alguns outros mini games com os ingleses, o que deve tornar o conteúdo ainda mais atraente.

Sem batalhas navais

Ao contrário dos jogos anteriores, Assassins Creed Valhalla não vai ter batalhas navais. Segundo Ashraf Ismail, isso é devido a fidelidade histórica do jogo. As embarcações dos nórdicos não eram focadas em combater, mas sim em navegar grandes distâncias e passar por rios estreitos.

Essa última parte vai estar presente no jogo e o meio de transporte para viajar entre as ilhas será mesmo marítimo. Será possível customizar seu barco, incluindo a sua tripulação.

Uma arma em cada mão

Para sobreviver nessa época era preciso força e boas armas. Opções não vão faltar para Eivor em Assassin’s Creed Valhalla. Entre as diversas armas, nórdicas e inglesas, o jogador vai poder combinar várias delas, já que dá para mesclar praticamente tudo nas duas mãos. Até mesmo usar dois escudos, algo que não faz sentido até o momento, foi confirmado por Ashraf.

Diferentemente dos jogos anteriores, o sistema de progressão será mais orgânico. Assim como em Skyrim e alguns outros RPGs, Valhalla dará níveis de acordo com o uso das armas. Quanto mais você utilizá-las, maior será a sua proficiência com elas.

Não foi confirmado ainda como será a árvore de habilidades e como ela vai estar ligada a esses níveis. Esperamos mais informações a respeito no evento da Ubisoft, que será realizado no dia 12 de julho.

Escolhas e consequências

Os diálogos com escolhas e consequências que estrearam em Odyssey vão voltar em Valhalla. No jogo anterior, embora tenham dado um charme para a narrativa e algumas escolhas realmente sejam impactantes, ainda deixou um gostinho de quero mais. Quem sabe, com um escopo menos surreal para a construção de mundo, eles consigam dar mais peso aos diálogos.

Música volta às origens

Jesper Kyd está de volta! Esse cara é o responsável pelas trilhas dos jogos da trilogia Ezio e foi premiadíssimo pelo seu trabalho. Algumas músicas que ele compôs na época são marcos da franquia, mesmo hoje. Ele não está sozinho: Sarah Schachner e Einar Selvik, que trabalharam na composição da série Vikings, também estão no time e prometem uma das trilhas mais memoráveis que a franquia já viu.

Data de lançamento

Assassin’s Creed Valhalla ainda não tem uma data confirmada, mas o planejamento foi feito para um lançamento no final de 2020. O que os fãs podem fazer no momento comprar na pré-venda, disponível em várias versões para PC, PlayStation 4 e Xbox One.

Versões para Stadia e a próxima geração de consoles também foram confirmadas. No caso do Xbox Series X, o jogo contará com a tecnologia Smart Delivery, ou seja, comprando o jogo para o Xbox atual, o garantirá automaticamente para jogar na nova plataforma, sem custo extra. O game rodará em 4K nativo e com no mínimo 30 fps no Xbox Series X. Não foi informado até o momento se ele fará uso de Ray Tracing.