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Falando ao site Siliconera, Hideaki Itsuno, diretor de “DmC Devil May Cry”, comentou sobre as diferenças entre os estúdios ocidentais e orientais, ressaltando a importância dos visuais para as produtoras deste lado do globo.

“Uma coisa que percebi nesta experiência é o que diz respeito à diferença de prioridades na comparação com a Capcom japonesa. Na Ninja Theory, eles fazem um bom trabalho de apresentação, mas colocam membros importantes do time para cuidar de diferentes aspectos, e todos eles ligados à qualidade final do produto”, comentou Itsuno.

“Já na Capcom temos outra abordagem. Enquanto na Ninja Theory eles estão mais voltados para o visual, nós estamos focados na parte lógica e preocupados com o sistema desde o início. Acho que isso mostra as diferenças de como os jogos são desenvolvidos no ocidente e no Japão”, continuou o diretor.

Itsuno também disse que durante o processo de desenvolvimento as empresas conversaram bastante para chegar a um ponto comum, e acredita que todos estão contentes com o resultado final.

Já Motohide Eshiro, produtor de “DmC Devil May Cry”, disse que a Capcom também aprendeu bastante com a Ninja Theory, especialmente no que diz respeito à qualidade gráfica e ao trabalho com câmeras mais cinematográficas.

Em português

“DmC Devil May Cry” é o primeiro jogo da série produzido por um estúdio ocidental. Antes dele, todos os “Devil May Cry” foram produzidos internamente pela Capcom, no Japão.

A história retrata um mundo “duplo”, onde nada é o que parece e a linha entre o bem e o mal é constantemente distorcida. Dante entra nesse mundo com a intenção de vingança a qualquer preço, e vai utilizar poderes humanos, demoníacos e angelicais para alcançar esse objetivo.

O herói ainda não tem seus cabelos brancos tão característicos nem é um ‘caçador de demônios’, mas sim garoto-propaganda de bebidas energéticas, mas já possui sua espada e as pistolas Ebony e Ivory.

“DmC Devil May Cry” chega ao PlayStation 3 e Xbox 360 em janeiro de 2013. No Brasil, o jogo terá legendas em português.