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Era uma vez, em um laboratório…

É impossível comentar sobre a história da novata Echo sem primeiro falar sobre sua criadora, a doutora Mina Liao.

Liao foi uma das principais responsáveis pela gênese do projeto Omnics, que por sua vez gerou robôs dotados de uma inteligência artificial adaptativa, e que resultou em uma guerra devastadora entre máquinas e humanos.

Ser parcialmente responsável por um evento tão macabro foi um fardo na consciência de Liao, mas ela teve a oportunidade de tornar seu arrependimento em algo produtivo quando nosso amigo Soldier 76 a convidou para fazer parte do grupo de heróis Overwatch. Afinal, quem melhor para combater as máquinas que saíram de controle do que quem as criou?

A doutora se tornou uma peça vital na Overwatch, mas ela utilizou seus recursos para mais do que apenas combater. Ela tinha um imenso desejo de aperfeiçoar os Omnics, de recriá-los, mas desta vez sem o chip da maluquice.

E foi daí que surgiu a Echo. Para a equipe, Liao disse que a robô utilizaria seus dotes de aprendizado rápido apenas para obedecer ordens e executar tarefas sem questionar, fossem elas de natureza médica, de construção, ou até ofensiva.

Mas em segredo, Echo cultivava sua própria personalidade através de um longo processo de observação – e como era com a Dra Mina Liao que ela passava praticamente todo o seu tempo, a robô acabou absorvendo sua voz, seus maneirismos, sua personalidade. Ela se tornou um verdadeiro… eco.

Tudo ia muito bem, até que um dia o laboratório de Mina Liao foi atacado de surpresa.

Infelizmente a doutora não sobreviveu.

Sua criação, no entanto, sim.

Poderia então Echo ser considerada um reflexo ainda vivo de sua criadora?
Ou seu livre arbítrio merece ser comparado ao de uma humana?
Agora que ela está observando mais pessoas, sua personalidade irá se alterar?

Echo é uma personagem que levanta questões lendárias das histórias de ficção científica.

E claro, a mais importante delas: como Echo explode seus oponentes?

Finesse, criatividade, violência

Primeiramente é notável que a Echo tem um potencial tão grande para ser uma das melhores DPS mega ofensivas do jogo que ela já recebeu nerfs severos desde seu lançamento no servidor público de testes.

E quando eu falo “mega ofensiva”, estou a comparando com arquétipos como o do Genji e Doomfist, que utilizam suas habilidades evasivas para se manter no front apesar de terem um total de pontos de vida relativamente pequeno.

No caso de Echo, sua manobra principal é o vôo. Uma mistura entre a propulsão vertical da Phara, só que com uma velocidade horizontal igualmente agressiva. Porém, Echo é incapaz de se manter em altitude, caindo vagarosamente tal qual a Mercy após alguns segundos no ar.

Em outras palavras, a personagem foi feita para cair “de paraquedas” no meio da treta, fazer estrago e então dar o pé tão rápido quanto chegou.

Seu tiro principal é um de longo alcance dividido em três projéteis.

Sua arma secundária lança seis bombas grudentas muito rapidamente, que detonam apenas um segundo após chegarem no alvo e causam dano em área. O dano é enorme. Será a provavel fonte mais consistente de dano da personagem, especialmente por ter um cooldown de míseros seis segundos. Utilizado em conjunto do ultimate da Zarya, por exemplo, o estrago dessas bombinhas podem causar alguns team kills.

Já sua terceira arma (quem diria que uma robozinha que pelo visual todos acham que seria support teria TRÊS opções de dano puro em seu kit de habilidades?) é um raio que causa QUATRO VEZES mais dano em oponentes com 50% pontos de vida ou menos.

QUATRO VEZES.

As bombinhas serão a fonte de dano mais consistente, mas este raio será o que causará mais impacto na jogatina. 200 pontos de dano por segundo é absurdo, e eu aposto todas as minhas fichas que antes do lançamento oficial a Blizzard vai dar uma nerfada bonita nesta habilidade. Eu já disse que ela também funciona em barreiras? E que o cooldown é de apenas oito segundos?

Completamente insano.

E para combinar com o resto, seu ultimate é igualmente espantoso – e particularmente, o mais criativo e divertido do jogo até hoje. Só precisa ser nerfado um pouquinho, pra variar.

O ultimate se chama Duplicar, e respeitando o conceito de absorção de conhecimentos e habilidades da história da personagem, Echo se transforma pelos próximos 15 segundos em qualquer oponente que o jogador escolher e estiver em seu campo de visão.

Imagine que do nada pode cair um Reinhardt do céu no meio de um quebra-pau. Se isso não lhe parece ridiculamente forte, ainda existem alguns detalhes importantes.

Primeiro, quando se transforma, Echo fica com a vida cheia (relativa ao personagem copiado). Quando o efeito termina ou se ela morre enquanto nesta forma, ela volta à forma normal dela… COM A VIDA CHEIA. Ou seja, com o ultimate em mãos, a Echo é a personagem mais difícil de matar do game.

Não parece apelão o suficiente? Então toma: enquanto transformada, Echo enche seu ultimate muito, mas muito mais rápido. Quase SETE VEZES mais rápido. Isso significa que não é nada dificil ela usar LITERALMENTE três vezes vários dos ultimates do jogo.

Então agora imagine que aquele Reinhardt voador que apareceu do nada pode derrubar seu time inteiro três vezes seguidas.

Pois é. É difícil imaginar que a Blizzard lançará a Echo oficialmente desta forma, sem tomar mais nenhum nerfzinho antes.

Mas por mais que nerfem – mesmo se diminuírem esse buff absurdo de geração de ultimates pela metade – ainda assim a Echo continuará sendo uma das personagens mais legais do game. A Echo é a prova de que a criatividade ainda respira dentro da Blizzard.

Existe um forte rumor de que o próximo personagem do game será lançado apenas em conjunto do Overwatch 2, ou seja, teremos que esperar durante alguns bons meses até lá. Se o rumor for verdadeiro, ao menos podemos concordar que a Echo fechou o elenco do Overwatch “1” com chave de ouro.