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Remake / Remaster / Reboot ou Reimaginação? O que é cada um?

É confuso, mas vamos te explicar!

Nas produções audiovisuais, há diversas formas de relançar um clássico de uma determinada época: pode ser um remaster, um remake, reboot ou reimaginação. No entanto, às vezes fica confuso saber qual a diferença entre eles, já que muitos confundem remaster com remake, e ficam em dúvida sobre o que é um “reboot”.

Além disso, muitos vezes um remake tem elementos de reimaginação também, tornando as coisas mais complicadas ainda! Portanto, neste artigo vamos explicar do que se trata cada um, tentando esclarecer um pouco sobre eles.

Remaster: dando CTRL+C e CTRL+V e melhorando algo

O processo de remasterização dentro do mundo dos games se trata de uma conversão de um game de uma plataforma para outra, geralmente mudando alguma coisa. Para fácil entendimento, é como um procedimento de “copiar” e “colar” no PC, mas você melhora um “ponto aqui” e outro ponto “acolá”, mas sem mudar as estruturas do game como um todo.

Nos consoles, remasterizar um jogo ara um novo mostra que o game está “velho”, mesmo que ele seja adaptado para maiores resoluções. O relançamento de Sonic CD por exemplo, se trata de uma remasterização, e por que isso? Porque ele é uma cópia do jogo lançado originalmente para o SEGA CD, mas adaptado para as tecnologias atuais, com suporte a TV Wide Screen e som estereo. Ainda falando do Sonic, o próprio Adventure DX é um remaster do Sonic Adventure do Dreamcast, onde eles fizeram um CTRL+C e CTRL+V, mas aumentaram a quantidade poligonal dos personagens, mudaram algumas texturas, mas no núcleo, se trata de um mesmo jogo.

Remake: recriando um game do zero

Diferente do remaster que copia e cola com algumas alterações para adaptar a tecnologia atual, o remake pega o projeto original e refaz ele “do zero”, sendo um novo game. Basicamente, eles pegam o projeto que estava “no papel” e refazem ele, mas mantendo todas as estruturas do game original como sistemas, diálogos etc, mas modernizando-o para as audiências contemporâneas

Um bom exemplo é o Pokémon Fire Red lançado para o GameBoy Advance com o Pokémon Red do Gameboy Color original. Já o Resident Evil 2 ou o Final Fantasy VII são remakes, mas também com elementos de reimaginação.

Reimaginação: adaptando livremente um game antigo

Como o nome sugere, a reimaginação procura não ser um remake, mas sim trazer uma nova experiência ao jogador em todos os pontos, só se aproveitando do mesmo tema. O que melhor exemplifica isso é o Castle of Illusion do Mickey Mouse, já que o relançamento na década de 2010 não possui absolutamente nada a ver com o jogo lançado originalmente do Mega Drive, mesmo tendo a mesma história e os mesmos cenários, mas é tudo diferente.

É literalmente uma “nova imaginação” de um jogo antigo. A Green Hill Zone do Sonic Generations é outro exemplo de pegar um mesmo tema e reimaginar um cenário clássico. O fundo é igual, mas a fase é diferente.

Reboot: zerando tudo!

Um reboot é quando você apaga tudo que foi construído até então e resolve reiniciar uma série inteira “do zero”, geralmente aproveitando só o mesmo nome e alguns elementos, como o nome do protagonista. O melhor exemplo disso é o Tomb Raider de 2013, que não tem absolutamente nada a ver com o lançamento homônimo de 1996. Nova jogabilidade, nova história, a Lara Croft tem outra personalidade com apenas alguns “traços” da original, uma nova origem para a personagem, uma nova ilha, um novo “tudo”. Reboot é igual a um reinício.

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