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Quando o primeiro Resident Evil foi lançado em 1996 para o PlayStation, ele foi um divisor de águas para a indústria de games e o gênero de terror.

O segundo jogo chegou em 1998 e conseguiu explorar ainda mais todos os elementos que consagraram o jogo original, tornando-se um dos grandes clássicos da história dos games.

Agora 21 anos depois essa aventura retorna totalmente reformulada, mas mantendo suas principais essências, como uma narrativa forte, personagens marcantes e momentos de terror, tensão e de sobrevivência.

O remake de Resident Evil 2 nos entrega uma experiência cheia de referências ao passado, mas muito maior e melhor do que se esperava.

DE VOLTA À RACOON CITY

Caso você tenha morado numa caverna nos últimos anos e não conhece a história, RE2 começa com a chegada de um jovem recruta policial, Leon Kennedy, em seu primeiro dia de trabalho na cidade de Raccoon City, quando um surto transforma todas as pessoas em zumbis comedores de miolos e carne humana.

Além dele, temos outra protagonista jogável, a jovem Claire Redfield, que está na cidade procurando seu irmão Chris, herói do jogo anterior. Apesar de alguns pontos em comum, os dois têm narrativas e caminhos bem diferentes, sendO que devem sobreviver ao caos zumbi enquanto tentam descobrir o que causou todo esse inferno.

Apesar de possuir um mapa maior do que o game original, contendo áreas inéditas inclusive, logo no início a sensação de claustrofobia e de tensão já podem ser sentidos, graças aos ângulos de câmera em terceira pessoa por cima do ombro, semelhante ao de Resident Evil 4, proporcionando momentos assustadores dignos de Hollywood.

Mas algumas vezes essa câmera pode se tornar irritante, especialmente em cenas de alta intensidade onde fica difícil mirar nos inimigos por causa das áreas incrivelmente pequenas.

Prepare-se para morrer várias vezes, pois Resident Evil 2 definitivamente não segura a mão do jogador, com zumbis e criaturas surgindo quando menos se espera, que aliados aos ambientes escuros e munição limitada, faz o jogador pensar bem cada passo que dá, especialmente na exploração de novas áreas. É um sentimento de imprevisibilidade a todo tempo, um elemento que, na maioria das vezes, faz falta nos jogos de terror modernos.

Porém, caso sinta muita dificuldade e estiver morrendo diversas vezes, é possível mudar para um modo facilitado, o que deixa a mira automática e facilita bastante mirar e acertar nos inimigos, deixando o progresso mais fluído.

Em termos de gráficos e visuais RE2 é um espetáculo, especialmente quando comparados com os originais. O design artístico nos entrega ambientes e personagens altamente detalhados, com incríveis efeitos de luz e sombras, com detalhes como o fogo e a chuva que cai que impressionam. E claro, espere ver muito sangue visceral e zumbis aterrorizantes o tempo todo.

As músicas e os efeitos sonoros complementam o pacote de forma magistral, oferecendo uma atmosfera imersiva cheia de tensão que merece ser jogada em um ambiente escuro e com o volume “no talo”.

O gameplay resgata muita coisa do jogo original, com uma progressão mais lenta, exploração, coleta de itens e resolução de quebra-cabeças, porém com um novo nível de imersão.

O jogo tem cerca de 20 horas de campanha para os dois protagonistas, valor esse que obviamente vai variar com a dedicação e habilidade dos jogadores.

Confira abaixo um vídeo do GameHall com 20 minutos de jogo.

O principal ponto negativo certamente é o alto valor cobrado nas versões para consoles. Enquanto no PC (Steam) o game está saindo por acessíveis R$ 130, as edições básicas de PS4 e Xbox One custam salgados R$ 250.

Resident Evil 2” chega ao Xbox One, PlayStation 4 e PC no dia 25 de janeiro.

O jogo foi analisado com cópia gentilmente cedida