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Resident Evil Requiem, Ghost of Yotei e outros jogos vão tentar roubar a cena na abertura da gamescom 2025

Geoff Keighley promete duas horas de promessas, trailers bombásticos e, claro, a tradicional overdose de hype que dura até o próximo adiamento

Gamescom 2025: aquele momento do ano em que Geoff Keighley aparece, engomado como se fosse o Willy Wonka dos trailers, e despeja em duas horas mais promessas do que político em época de eleição.

A Opening Night Live já virou tradição: você sabe que vai ter trailer bonito, gameplay de mentira, performance musical aleatória e, claro, aquele anúncio que vai te fazer abrir a carteira por impulso — mesmo sabendo que só vai ver o jogo em 2028, se a publisher não falir antes.

E olha, dessa vez o cardápio tá caprichado: Resident Evil Requiem, Ghost of Yotei, Ninja Gaiden 4, Call of Duty: Black Ops 7, Clair Obscur: Expedition 33 com direito a show musical, e até a segunda temporada da série de Fallout. Tudo isso misturado com aquele temperinho de adiamentos inevitáveis.

Resident Evil Requiem: porque zumbi nunca morre, só troca de subtítulo

Começando pelo prato principal: Resident Evil Requiem. Sim, a Capcom achou que ainda não tinha explorado o suficiente a ideia de zumbis, mansões, conspirações e protagonistas com braços mais malhados que atleta olímpico. A diferença agora é que colocaram o nome chique, “Requiem”, que parece título de missa de sétimo dia.

E convenhamos: Resident Evil virou aquele primo que aparece em todas as festas da família. Às vezes traz presente bom, tipo o remake de RE2. Outras vezes chega bêbado, tropeça no tapete e deixa todo mundo constrangido, tipo o RE6. A gente nunca sabe o que esperar. Mas tá lá, sempre presente. Se vai ser um jogo memorável ou mais um spin-off descartável, só o tempo (e os patches de correção) dirão.

Ghost of Yotei: o fantasma do samurai que chegou atrasado

E temos também Ghost of Yotei, que claramente nasceu pra tentar ser o primo espiritual do Ghost of Tsushima. Só que enquanto a Sucker Punch fez poesia com vento nos campos de flores, a promessa aqui é fazer poesia com neve no Japão. O trailer deve mostrar um samurai de costas, neve caindo lentamente, trilha sonora melancólica… e pronto: metade da internet já vai declarar “jogo do ano” sem nem saber se o combate vai funcionar.

E claro, ninguém duvida que vai ter uma função de “modo foto” mais robusta que a própria gameplay. Porque hoje em dia, jogo de samurai não é sobre cortar inimigos. É sobre tirar selfie com cerejeira ao fundo e postar no Instagram gamer.

Ninja Gaiden 4: o retorno do masoquismo

Se tem um nome que pode fazer jogador hardcore chorar de nostalgia e medo ao mesmo tempo, é Ninja Gaiden. Agora teremos o Ninja Gaiden 4, que promete trazer de volta Ryu Hayabusa, o ninja que não perdoa erros e te pune mais rápido que juiz de VAR em final de campeonato.

O problema é que estamos em 2025. O público de hoje não aguenta mais jogo que exige paciência e reflexo. O que eles querem é loot brilhando, barra de XP subindo e tutorial que dura 15 horas. A Team Ninja vai ter que decidir: faz um jogo realmente cruel, ou faz um Ninja Gaiden com lootboxes e skin neon pro Hayabusa. Aposto meu controle que vão escolher a segunda opção.

Call of Duty: Black Ops 7 – porque número romano já virou piada

Sim, a Activision achou que ainda não tinha espremido o suficiente a laranja chamada Black Ops. Agora vem aí o Call of Duty: Black Ops 7. O enredo provavelmente vai ser o mesmo de sempre: guerra fria, conspirações, vilão com sotaque carregado, missões stealth que não funcionam e, claro, aquele multiplayer que vai sugar a sua vida até você gastar 200 reais em skins.

E não importa se o jogo for mais do mesmo. Vai vender milhões, porque Call of Duty é basicamente o FIFA dos FPS. A diferença é que em vez de chute a gol, você toma bala na cabeça.

Fallout (a série): da radiação para o streaming

Geoff também prometeu novidades da segunda temporada da série de Fallout, marcada pra dezembro. A primeira temporada fez sucesso, mesmo com gente reclamando que tinha mais piadinha que radiação. Agora a segunda deve trazer ainda mais personagens excêntricos, explosões nucleares de CGI duvidoso e, quem sabe, uma ponta especial do Todd Howard vendendo versões “definitivas” da própria série.

Clair Obscur: Expedition 33 e o momento karaokê da noite

Como ninguém pediu, mas Geoff adora entregar, vai ter uma performance musical de Clair Obscur: Expedition 33. Porque nada combina mais com trailers de jogos violentos e anúncios milionários do que parar tudo para ouvir uma banda alternativa tocando música de RPG francês. É quase uma tradição: em todo evento, alguém pega o microfone e canta enquanto a galera finge que não tá só esperando o próximo trailer.

Black Myth: Wukong – porque não dá pra passar uma semana sem falar dele

A GameScience também vai marcar presença com Black Myth: Wukong, o jogo que já virou o “novo Cyberpunk 2077” em termos de hype. Todo evento eles mostram um trailer lindo, todo evento a internet enlouquece, e todo evento a gente se pergunta: “mas será que roda mesmo assim?”.

A expectativa é que anunciem uma expansão. Ou talvez só mais um trailer cinematográfico. No fim, tanto faz: o hype continua.

Lords of the Fallen 2: mais almas, mais trevas, mais cópia de Dark Souls

Também teremos o anúncio de Lords of the Fallen 2. Porque aparentemente uma cópia de Dark Souls nunca é suficiente. A fórmula é sempre a mesma: herói sombrio, cenário gótico, inimigos gigantes, dificuldade injusta e HUD minimalista. Os fãs vão amar, os críticos vão reclamar que é derivativo, e a vida segue.

Hollow Knight Silksong: o eterno “vem aí”

E sim, o Silksong vai estar jogável na feira. De novo. Porque esse jogo já virou praticamente uma lenda urbana. Cada evento a galera cria expectativa de que finalmente vão anunciar a data de lançamento, e cada evento a Team Cherry responde com silêncio ensurdecedor.

Se esse jogo fosse uma pessoa, já teria feito faculdade, mestrado e doutorado. Mas seguimos na esperança.

Crimson Desert: adiado, mas não esquecido

Outro nome confirmado é Crimson Desert, aquele RPG dos criadores de Black Desert que já foi adiado mais vezes do que você pediu desculpa na vida. Ganhou vídeo novo de jogabilidade, mas só chega em 2026. Ou seja, a estratégia é clara: mostrar trailer agora, pra você esquecer daqui a dois anos e ser surpreendido de novo.

Hardware surpresa: ROG Ally versão Xbox

Além dos jogos, também vai rolar novidade de hardware. O ROG Xbox Ally vai estar disponível pros visitantes testarem. Basicamente é mais um console portátil tentando ser o “Switch killer” — mas vamos ser sinceros, ninguém mata a Nintendo. Eles podem lançar uma torradeira com adesivo do Mario e vai vender mais que muito portátil da ASUS.

Hype, suor e lágrimas

No fim das contas, a gamescom Opening Night Live 2025 vai ser isso: duas horas de trailers, anúncios, promessas e, claro, adiamentos disfarçados de “aperfeiçoamento para oferecer a melhor experiência”. A galera vai vibrar, o YouTube vai explodir de reacts, e em uma semana já vamos estar reclamando que nada do que foi mostrado tem data de lançamento.

Mas é isso que mantém a engrenagem girando: o hype. Geoff Keighley sabe disso e faz melhor que ninguém. A gente critica, reclama, faz piada, mas vai estar lá assistindo, com a aba do Twitter aberta, pronto pra gritar: “vem aí!”.

🎯 Palavras finais: Prepare-se. Dia 19 de agosto, às 15h (horário de Brasília), duas horas de overdose de promessas e trailers vão invadir o YouTube e Twitch. Vai ser lindo, vai ser caótico, e vai ter muito jogo que só chega na próxima década.

Zeca "RumbleTech" Rabelo

Zeca é o cara que joga tudo, reclama de quase tudo, mas só porque ama demais. Analisa jogos com um olho clínico de quem viveu a ascensão do 16-bits, sobreviveu aos gráficos do PS1 e agora exige 60 FPS até pra abrir o menu. Sarcástico, nostálgico e PC Master Race até a alma.
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