
Resident Evil Requiem tem tudo para ser o próximo “megaton” da Capcom. Após anos de altos e baixos, remakes, experimentos e reviravoltas, a série volta ao centro das atenções com um título que promete ser o mais marcante desde Resident Evil 7, o jogo que redefiniu o terror nos videogames lá em 2017. E se depender da expectativa, da recepção da mídia e do “cheiro de coisa boa no ar”, a franquia está prestes a viver outro daqueles momentos históricos.
O retorno ao terror raiz
Se tem uma coisa que os jogadores das antigas sempre pediram, foi um Resident Evil de verdade, com aquela “paranoia gostosa” dos primeiros games. Pois parece que a Capcom ouviu. Segundo reportagens da imprensa internacional, Requiem está sendo tratado internamente como um retorno completo ao survival horror, com cenários fechados, clima pesado e aquele tipo de tensão que deixa as mãos suando no controle.
E isso lembra imediatamente a revolução que Resident Evil 7 trouxe. Depois de anos apostando em ação desenfreada, a série voltou para o terror psicológico, e Requiem parece seguir a mesma trilha, só que turbinado. É o tipo de promessa que mexe com o imaginário do fã: lento, doentio, claustrofóbico, construído centímetro por centímetro para incomodar.
A própria Capcom afirmou que o objetivo é atender às altas expectativas dos veteranos e conquistar o público novo, ou seja: agradar tanto quem zerou RE2 no PS1 quanto quem começou com os remakes. O calendário não mente: Requiem será lançado no dia 27 de fevereiro de 2026, exatamente no aniversário de 30 anos de Resident Evil. E se você entende um pouco da Capcom, sabe que ela não escolheria uma data dessas à toa.
É simbólico demais. É como se Requiem fosse mais que um jogo: fosse um marco, uma espécie de declaração de que a franquia entra oficialmente em sua quarta década com força total.
Prêmios antes mesmo de existir direito
Aqui está um detalhe que deixou muita gente de queixo caído: Resident Evil Requiem venceu quatro categorias no Gamescom Awards 2025, incluindo “Mais épico”, “Melhores Visuais” e “Melhor Audio”. Isso antes do jogo sequer chegar às lojas.
Em outras palavras: a crítica já está empolgada. E o público também. Requiem aparece em praticamente todas as listas de “jogo mais aguardado de 2026”, competindo até com gigantes como GTA VI.
Se tem uma cidade que poderia ser chamada de “casa” pelos fãs de Resident Evil, essa cidade é Raccoon City. E adivinha para onde vamos voltar? Exatamente para lá.
Os remakes de RE2 e RE3 reacenderam a paixão dos jogadores pela metrópole amaldiçoada, mas Requiem promete levá-la a um novo patamar visual e narrativo com a tecnologia mais recente da RE Engine.
E para completar, o jogo ainda traz de volta ninguém menos que Leon S. Kennedy, um dos personagens mais amados da franquia. Isso sinaliza que o jogo vai mirar fundo no emocional do público.
Uma das maiores ousadias de Requiem é a mistura de perspectivas. O jogo alternará entre primeira e terceira pessoa, oferecendo uma experiência híbrida capaz de agradar quem gosta da imersão de RE7 e também quem prefere a câmera tradicional dos remakes.
É arriscado? Sim. Mas, se der certo, pode se tornar a marca registrada do jogo.
O interesse do público é gigantesco
Relatórios de sites especializados mostram que o jogo está acumulando milhões de adições em wishlists e dominando listas de “mais esperados do ano”. Nem todo Resident Evil provoca esse tipo de reação coletiva.
A Capcom está apostando alto. São diversas edições especiais, versões multiplataforma e conteúdos exclusivos. A expectativa é tratada de forma clara: Requiem é um dos maiores lançamentos da geração.
Requiem também representa um salto tecnológico. A Capcom traz uma versão aprimorada da RE Engine, que já havia mostrado seu poder em títulos anteriores. Os prêmios de “melhor visual” não vieram à toa.
Isso deve tornar Requiem o Resident Evil mais imersivo e visualmente impactante já feito. Reunindo tudo, fica claro que Resident Evil Requiem não quer ser apenas mais um episódio da franquia. Ele está sendo projetado como um evento.
Com o retorno a Raccoon City, o foco no terror, o aniversário de 30 anos, a presença de Leon, a evolução técnica e o entusiasmo generalizado, Requiem parece destinado a ocupar o mesmo patamar que Resident Evil 7 ocupou em 2017. E, como qualquer gamer raiz sabe, quando a Capcom acerta, ela acerta em cheio.