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Talvez você se lembre de Roger Ebert, famoso crítico de cinema que em abril escreveu um editorial dizendo que “Videogames nunca serão arte”. É claro que uma frase forte como essa gerou um grande debate na comunidade de gamers, e depois de dois meses e mais de 4.500 comentários em seu editorial – a maioria xingando sua mãe e ameças de mortes – Ebert mudou de ideia nesta manhã (1).

“Em primeiro lugar eu fui um tolo em mencionar os videogames. Eu nunca expressaria a minha opinião em um filme que nunca tivesse visto”, escreveu o crítico.

“Meu erro foi pensar que eu poderia fazer um argumento convincente em solos totalmente teóricos. O que eu estava dizendo é que os videogames não podem, a princípio, ser arte. Essa foi uma posição tola de assumir, porque pareceu que ela encobria até o desconhecido futuro dos videogames. E isso foi dito pra mim centenas de vezes. Como eu poderia discordar? É bem possível que, algum dia, games se tornem uma grande arte.”

Ebert ainda acredita que videogames jamais poderão ser considerados arte. “Mas eu nunca deveria ter dito isso. Algumas opiniões são melhores guardar pra si mesmo”.

Todos têm direito à opinião, assim como Ebert e as mais de 4.500 mensagens em sua matéria. Porém ele errou ao criticar algo que ele admite não conhecer, e teve uma atitude admirável em reconhecer isso – ainda mais para alguém que fez nome escrevendo críticas e opiniões. E claro que 4.500 mensagens furiosas deram um empurrãozinho também.

É aquela velha história: se você não sabe ou não entende, não abra a boca. E é melhor que fique assim.