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Se você está acompanhando o novo anime dos Cavaleiros do Zodíaco “Soul of Gold” (leia mais aqui), já sabe que os Guerreiros Deuses de Asgard são os principais inimigos dos Cavaleiros de Ouro nessa nova saga. Hilda, a representante do deus nórdico Odin, é acometida por uma misteriosa doença e é substituída por Andreas, que traz os sete novos Guerreiros Deuses.

Eles lutam para proteger Andreas e a árvore proibida Yggdrasil, que foi trazida pelo novo representante alegando que os seus frutos possuem o poder de “restaurar” Asgard (segundo Hilda, a árvore é amaldiçoada). Esta nova geração de Guerreiros Deuses consegue utilizar o poder da árvore em batalha (através das safiras de Odin), ficando tão, ou mais, poderosos quanto os Cavaleiros de Ouro.

Mas quem são estes novos Guerreiros Deuses e quais suas origens na mitologia nórdica? Confira abaixo em nossa listagem especial.

– Yggdrasil – antes dos guerreiros, vamos começar pela gigantesca árvore, um dos pilares centrais da narrativa do anime. Na mitologia nórdica, a Yggdrasil é uma árvore colossal que é o eixo do universo da cosmologia nórdica. Ela possui três raízes (mostradas no anime como a fonte de uma barreira dos poderes dos dourados) e em seus galhos e tronco estão distribuídos nove mundos. Vamos nos centrar nos dois principais, mostrados no anime. Bem no meio dela está Mannheim, ou Midgard, o mundo dos homens (a Terra). A parte mais alta, que se dizia tocar o Sol e a Lua, chama-se Asgard (a cidade dourada), a terra dos deuses, e Valhala, o local onde os guerreiros vikings eram recebidos após terem morrido, com honra, em batalha. Conta-se que nas frutas de Yggdrasil estão as respostas das grandes perguntas da humanidade. Por esse motivo ela sempre é guardada por uma centúria de valquírias, denominadas protetoras, e somente os deuses podem visitá-la. Nas lendas nórdicas, dizia-se que as folhas de Yggdrasil podiam trazer pessoas de volta a vida e apenas um de seus frutos, curaria qualquer doença e até mesmo salvaria a pessoa a beira da morte.

Hércules de Tanngrisnir – ironicamente, um personagem que tem seu nome associado à mitologia grega e não nórdica. Hércules, filho de Zeus com uma mortal, era conhecido por sua grande força, assim como este Guerreiro Deus, conhecido por ter a maior força física entre os sete. Ele é o guardião do mundo Jotunheim, o mundo nórdico dos gigantes guerreiros, inimigos dos deuses. Reparem que na câmara protegida por Hércules, em sua luta contra Aldebaran, há a estátua de um gigante nela. Vale lembrar que ele perdeu vergonhosamente para o cavaleiro de Touro. O nome de sua armadura (também conhecidas como Robe Divinas), Tanngrisnir, simboliza os dois poderosos bodes que puxavam a carruagem voadora de Thor, na mitologia nórdica, uma referência de força e poder, assim como o Guerreiro Deus.

Surtur de Eikþyrnir – considerado o Guerreiro Deus mais estrategista e que enfatiza a eficiência durante uma batalha, e não a honra (como Shura dolorosamente descobriu, quando foi morto por ele quando estava desmaiado ou quando atacou Milo de forma traiçoeira). Na mitologia nórdica, Surtur era o líder dos gigantes de fogo no mundo de Muspelheim, o reino de fogo, grande inimigo de Odin e Asgard. No Ragnarok (o apocalipse nórdico), Surt lançará fogo nos nove mundos, segundo a mitologia. No anime, Surtur além de representar o fogo, também representa o gelo, no caso o mundo de Nilfheim, o reino de gelo. Sua câmara contém ambas as estátuas de gelo e fogo, sendo que a primeira foi destruída por Shura, e a segunda por Camus. Surtur usa uma trança em seu cabelo, uma homenagem para sua irmã que foi morta, ainda criança, em um acidente causado pelo seu companheiro de treinamento, Camus. O nome da sua armadura, Eikþyrnir, simboliza na mitologia um veado que vive no topo de Valhalla e que consome a folhagem da Yggdrasil.

Frodi de Gullinbursti – foi o primeiro Guerreiro Deus a aparecer no anime, confrontando Aiolia. Frodi, na mitologia nórdica também é conhecido como o deus pacífico Freyr (a produção de Soul of Gold quase usou o nome Frey, mas ele já tinha sido utilizado no antigo OVA “A Grande Batalha dos Deus”). É um deus representado como belo e forte que comanda o tempo e a prosperidade, a fertilidade, a alegria e a paz. É soberano do mundo de Alflheim, o mundo dos elfos. Ele possui um javali de ouro chamado Gullinbursti (no anime, o nome da armadura do personagem, que apesar de não ser de ouro, tem detalhes em dourados em clara referência) que o conduz pelos mundos. Freyr também usava uma espada mágica Siegschwert, usada pelo personagem na animação, que diz ser capaz de se movimentar sozinha pelos ares. Interessante notar que na mitologia nórdica, Freyr e Surtur estão destinados a lutar no Ragnarok, e em Soul of Gold podemos perceber que seus respectivos cavaleiros não gostam muito um do outro (Surtur tira sarro de Frodi, dizendo que ele “amarelou” para Aiolia e por isso fugiu do combate). De acordo com Lyfia, a família de Frodi sempre serviu Odin e que por isso ele tem muito orgulho de ser um Guerreiro Deus.

Fafner de Nidhogg – conhecido como o mais cruel e sádico dos Guerreiros Deuses, ele realiza experiências utilizando moradores de vilarejos. Sua personalidade malévola lembra um pouco a de Alberich, na saga clássica de Asgard. Seu nome deriva de Fafnir, que na mitologia nórdica era filho do Rei dos Anões, Hreiomarr. Fafnir, junto de seu irmão, assassinaram o próprio pai para roubar todo o seu ouro. Fafnir acaba se transformando em um monstruoso dragão, Nidhogg (representado no anime como nome da armadura do personagem) guardião do ouro, que por sua vez dá início a maldição dos nibelungos, gerando um círculo de ganância e morte. Fafnir foi morto pelo herói Siegfried, que foi representado na saga clássica de Asgard como o mais poderoso guerreiro de Hilda.

Sigmund de Granir – um cavaleiro impulsivo, sério e que odeia truques baratos (como o próprio diz para Surtur e suas armadilhas), ele é irmão de Siegfried, da geração passada dos Guerreiros Deuses, e nutre um grande ódio por Atena e seus cavaleiros por matarem seu irmão (que na verdade se suicidou para tentar matar Sorento, Marina de Poseidon). Na mitologia nórdica, Sigmund é filho do rei Volsungo e pai do herói Siegfried da Saga Volsunga. Certa vez, Odin, disfarçado de mendigo, coloca a espada Gram (representada no anime) na árvore Barnstokk, anunciando que o homem que conseguir removê-la a terá para si. Apesar de muitos tentarem, apenas Sigmund é capaz de libertar a espada. Na mitologia Grani (Granir) é o cavalo do herói Siegfried. Este corcel é da linhagem do próprio cavalo de Odin, e foi dado a Siegfried pelo Deus pai como presente.

Balder de Hraesvelgr – conhecido como o Guerreiro Deus imortal e descrito por Andreas como sendo o próprio “Deus”. Ele ainda pouco apareceu no anime, mas sua estreia será no episódio 8, em um confronto contra Shaka de Virgen, de acordo com o preview do capítulo, marcado para ser exibido em 17/07. Na mitologia, Balder ou Baldur, é uma divindade nórdica, a serviço da justiça e da sabedoria. Balder foi morto por uma armação de Loki, que sentia inveja da sua bondade e popularidade com os outros deuses. O nome de sua armadura, Hraesvelgr, na mitologia era um gigante que podia se transformar em uma águia, e que ficava empoleirada no topo da Yggdrasil, e quando ele batia suas asas em voo, fazia os ventos soprarem.

Utgard de Garm – e finalmente o mais misterioso dos Guerreiros Deuses, o qual praticamente nada sabemos ainda. Sua aparição mascarada lembra a do Guerreiro Deus Midgard, que era na verdade Hyoga de Cisne, no OVA “A Grande Batalha dos Deuses”. Será Utgard um cavaleiro de Atena também? Sua aparência, com longos cabelos negros e olhos castanhos, não lembram nenhum personagem já conhecido –  a não ser que ele tenha sofrido mudanças. E porque não um personagem novo feminino? Façam suas apostas! Quanto a origem de seu nome, Utgard é um local de Jotunheim, a terra dos gigantes. Está associado a Utgard-Loki, um gigante apresentado num dos mitos de Thor e Loki, que devem completar desafios. Garm ou Garme, na mitologia nórdica, é um gigantesco cão de gelo que guarda o reino de Hel, o mundo subterrâneo dos mortos.