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Hoje em dia é comum vermos a criançada jogando Roblox e Minecraft nos smartphones ou adultos jogando bingos e poker (que bom senhor não gosta de partidas de bingos?) em casinos online, até mesmo como o novo de GTA, mas os MMORPGs que explodiram nos anos 2000 ainda têm um público em alta. Hoje vamos falar de mais um deles:

Shaiya é um game MMORPG gratuito desenvolvido e publicado pela Aeria Games, a mesma que também fez Aura Kingdom. Este game foi lançado em 24 de dezembro de 2007. As raças do jogo, os Nordeins e os Dumianas foram criados pela Deusa Etain. Devido à opinião de Etain sobre os Nordeins, ela resolveu os lançar à Terra. Os Duminanas decidiram matar Etain por duvidarem de seu poder. Por conta disso, a alma de Etain foi dividida ao meio, deixando Teos ( o mundo onde o jogo se passa) vulnerável e desequilibrada. Isso deu liberdade para que outros Deuses dominassem Teos, e outras raças se misturaram, aumentando o conflito e a guerra de Teos.

Esse é basicamente o enredo inicial do jogo, após saber disso e fazer seu cadastro, você será levado para uma tela onde você decidirá a qual ordem deverá se juntar. A Aliança da Luz (Union of Light) abriga os humanos e os elfos como suas duas raças e cada raça pode escolher 3 classes diferentes. Os humanos podem se tornar Lutadores, defensores ou clérigos. Elfos podem se tornar Arqueiros, Rangers ou magos.

A União da Fúria abriga os Nordein e os Vail, eles podem assumir as mesmas classes que a aliança da luz, mas com algumas ligeiras diferenças. Nordein podem ser Guerreiros, Guardiões ou caçadores (arqueiros), enquanto os Vail podem ser pagãos (Feiticeiros), oráculos (clérigos) e assassinos.

Atualmente você pode jogar em dois modos em Shaiya, modo básico e extremo. Sempre que você sobe de nível, você desbloqueia novas habilidades e ganha pontos de status e habilidades. Os pontos de status você recebe para distribuir entre STR (força), REC (resistência e vida), INT (Poder de ataque magico), WIS (Aumenta MP e cura de habilidades), DEX (destreza) e LUC (sorte).

No modo extremo você recebe mais pontos de status e de skill do que no modo básico, além de possuir habilidades, sets (armaduras) e missões exclusivas do modo, no entanto, se você morrer, seja para monstros ou na arena de PVP, seu personagem e todos os itens com ele são permanentemente apagados. Isso não acontece no modo básico.

O sistema de batalha do jogo é bem simples, possui habilidades e ataques básicos, você pode usar itens de cura para regenerar HP, MP e SP. O diferencial é que o jogo depende mais do trabalho em equipe para derrotar alguns bosses do jogo, para fazer algumas missões, entrar em alguns mapas e até mesmo no pvp.

O jogo conta também com um sistema de encantamentos, forjas e recriações de itens, o problema é a limitação tanto do “Level Up” quanto do PVP. O jogo é um pay-to-win descarado, a partir de certo nível do jogo, você não consegue matar alguns monstros sozinhos ou nem mesmo em equipes, e quando consegue matar, recebe uma miséria de exp. As quests do jogo são mais voltadas para a obtenção de itens, armas e armaduras, oferecendo uma experiência mais escassa ainda.

A compra de itens usando cash, se torna claramente necessária para alcançar o nível máximo e também para permanecer no PVP sem perder o personagem. Caso você não gaste dinheiro real no jogo, é praticamente impossível chegar no nível máximo, e mesmo que chegue, não seria páreo para os players com itens de cash.

Isso quebra o ritmo da aventura e chega a ser extremamente descarado e decepcionante, tornando o jogo um “Pague para jogar ou não jogue mais”. Fora que os players do jogo estão praticamente todos voltados para o comércio presente por meio de leilões ou de lojas de itens que você pode abrir na cidade principal do jogo, onde ambas as dinastias podem se encontrar.

Deixando tudo isso de lado, o jogo tem gráficos medianos, e a partir do segundo mapa, o cenário fica totalmente seco e morto.