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Iniciada em 2005, a franquia Sniper Elite conquistou fãs pelo mundo todo com sua proposta diferenciada, oferecendo liberdade ao jogador e uma jogabilidade repleta de opções. O quarto título da franquia mantém a fórmula de sucesso trazendo melhorias onde era necessário preservando a essência que levou a série a fama.

O jogo se passa na Itália, no ano de 1943, logo após os eventos de Sniper Elite III (Africa). Desta vez, a missão de Karl é ajudar os aliados da resistência que lutam contra os fascistas durante a Segunda Guerra Mundial.

Cada missão se passa em um mapa distinto, sendo todos extensos e complexos, com muitos locais para se explorar, o que torna cada fase uma “caixinha de surpresas”. Todas os levels contam com objetivos principais e secundários que podem ser feitos na ordem que o jogador preferir. Dentro de suas limitações, Sniper Elite 4 funciona muito bem como um game de mundo aberto, oferecendo recursos na dosagem certa.

Para ter um progresso satisfatório em SE4 é preciso conhecer bem o território inimigo. Para isso, você conta com um binóculo que te ajudará a marcar seus alvos e objetivos importantes durante a fase. Após o reconhecimento da área é hora de planejar a estratégica de ataque: stealth, caótico ou meio a meio, é você quem irá decidir. O cenário conta com recursos que te auxiliarão durante as partidas, como sons do ambiente para disfarçar os tiros, arbustos para se esconder, sombras, pontos altos, telhados, etc. Além disso, a jogabilidade de Karl também conta com uma grande variedade de golpes silenciosos, possibilidade de carregar os corpos e esconde-los e recursos para chamar a atenção dos adversários e retira-los de seus postos.

A movimentação do personagem é consideravelmente simples, entretanto há apenas dois pontos negativos: quando se está deitado no chão, não é possível girar a câmera em 360º sem mover o personagem, ou seja, ele “gira” junto a câmera, e isso pode revelar sua localização dependendo de onde você esteja. Além disso, esconder atrás de muros às vezes não funciona muito bem, principalmente quando se está de pé. Detalhes a parte a jogabilidade é competente, principalmente quando se utiliza dos recursos do ambiente para manter sua posição secreta.

Falemos então dos momentos como franco atirador. Respire, mire, atire e aguarde o “estrago” em câmera lenta. Atirar com o rifle é sem sombra de dúvidas um dos momentos mais divertidos do game. Cada slow motion é único, principalmente se o jogador consegue atirar em partes diferentes do corpo. Enquanto você não for descoberto, o rifle será seu meu melhor companheiro. É preciso dizer que a mira está bem realista e o controle de respiração faz toda a diferença, por isso, quando mais preciso, melhor.

A inteligência artificial está ótima e os inimigos bem agressivos. Logo, se você for descoberto passará maus bocados, principalmente se o soldado que convoca reforços estiver vivo quando isso acontecer. Nestas horas as armas de curto alcance serão as melhores opções para te tirar do sufoco.

A variedade de armas agrada, mas não é necessário ficar preocupado em melhorar seus itens, pois as armas iniciais dão conta do game do início ao fim, mas é claro que aprimorar os equipamentos deixa o jogo mais divertido.

Jogar a campanha em cooperativo é fantástico, principalmente se ambos estiverem com headset para combinar as jogadas. A conexão é boa e a liberdade permite que jogadores cumpram objetivos diferentes do mapa, agilizando as coisas. Outra vantagem é que caso um dos jogadores seja descoberto a posição do outro não é revelada, além disso, se você se ferir e não tiver kits médicos seu aliado pode te curar.

Com mais de 10 anos de estrada, a franquia Sniper Elite caminha sem concorrentes diretos, sendo um game de destaque e indispensável para os fãs de games da Segunda Guerra, Stealth e snipers. O progresso em todos os aspectos demonstra que a Rebellion tem olhado para os fãs com bastante atenção e sabe onde deve mexer e o que merece ficar como está.