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No início da década de 1990, a Sega procurava um personagem que pudesse simbolizar e traduzir bem seu perfil como uma companhia de games (uma das maiores da época, diga-se de passagem). Assim nascia Sonic The Hedgehog, que tomava para si esta difícil tarefa. O ouriço esteve mesmo disputando com o Mario da Nintendo pelo título de “melhor mascote” pelos saudosos anos da década passada, em uma concorrência que gerava um show de criatividade e inventividade que marcaria época.

Antes de a empresa tornar-se softhouse, Sonic era franquia exclusiva para aparelhos licenciados pela Sega. Não se sabe se é por isso, mas os jogos do Sonic naquela época tinham um ar muito mais exclusivo e especial. E foi justamente essa singularidade que manteve até mesmo os mais antigos games do ouriço em nossa memória.

O personagem idealizado por Yuji Naka estreou um game em 1991. O game fora desenvolvido por grandes nomes como Naoto Ohshima, Hirokazu Yasuhara e o próprio Yuji Naka, além de contar com maravilhosas músicas de Masato Nakamura da banda Japonesa “Dreams Come True”. A Sega abalava a indústria do entretenimento com a criação de Sonic The Hedgehog, o personagem que reinventava a “sensação de velocidade” nos games. O mascote aparecia também em uma aventura inédita (e não menos impressionante) numa plataforma de 8-bits, o Sega Master System.

Vamos agora falar sobre a primeira aventura de Sonic no saudoso console de 8-bits da Sega.

Em 1991, nascia o ouriço mais famoso dos videogames! Relembre a primeira aventura em 8-bits de Sonic: um dos clássicos obrigatórios do Master System!

Um Borrão Azul e Veloz

Muito bem! Temos um Personagem com um visual legal e espantoso (azul, com “cabelos” radicais e um belo par tênis vermelhos, só para contrastar). Mas convenhamos: isso ainda NÃO era suficiente para criar um Personagem que marcaria época e viraria o símbolo da Sega. Tenha em mente que já naquela época (assim como hoje), a indústria do entretenimento bombardeava o público com um número incontável de personagens marcantes. Se quisermos um personagem que vai se sobressair frente a esse mercado cada vez mais criativo, precisaremos de algo mais… Então, que elemento os designers da Sega usariam para fazer de Sonic um personagem inesquecível? Uma palavra: “VELOCIDADE” (em caixa alta mesmo).

Sonic era o ouriço mais veloz do mundo. E era espantosa a maneira como o jogo Sonic The Hedgehog dava ênfase à velocidade do Personagem. Os loopings, por exemplo, eram algo totalmente inédito e original na época! Não havia um Personagem que se movesse de forma tão rápida na tela! Sonic deixava uma geração de gamers pasmada com sua rapidez e presteza.

O Personagem ganhara o apelido de “Blue Blur”, que significa “mancha azul indistinta, fora de foco”. Isso se devia a sua velocidade elevada e culminante. Sonic era um personagem que estaria sempre em movimento!

Tanto quanto na versão do Mega Drive, o design dos estágios no Master System abusava do elemento velocidade. Além disso, como todo game de plataforma de muito boa qualidade, Sonic The Hedgehog tinha uma boa quantidade de obstáculos, inimigos robôs, buracos cheios de espinhos, plataformas móveis etc. Tudo permeado também por uma jogabilidade leve e simples. Mas o que mais marcava eram os loopings, molas, rampas e outros detalhes que acentuavam a velocidade do Personagem e alargavam seu deslocamento na tela.

Coletando Anéis e Esmeraldas

Durante o percurso do jogo, você devia coletar um grande número de anéis, que se tornariam uma das “marcas registradas” da série. Todos os estágios eram abarrotados de anéis dourados que ficavam girando no meio do ar. Eles serviam para ampliar suas chances de ser bem-sucedido com Sonic e, caso você conseguisse 100 deles, ganhar uma vida extra. Se você for atingido por algum inimigo ou sofrer qualquer tipo de dano, perderia todos os seus anéis (ou mesmo uma vida, se atingido sem nenhum deles).

Outro detalhe que se tornaria tradicional em games da série eram as Chaos Emeralds. Neste game, elas ficavam em locais escondidos e de difícil acesso em alguns estágios. A missão de Sonic era também coletar todas elas.

Além disso, havia também alguns itens e extras para ajudar no seu desempenho em jogo. Você podia contar com um escudo, que permitia que Sonic sofresse dano sem perder os anéis que coletou; um extra que fazia o personagem ser envolvido por luzes “piscantes”, atravessando obstáculos e inimigos sem se ferir; os clássicos “sapatos” que aumentavam ainda mais a velocidade de Sonic (a música do game até ganhava ritmo acelerado). Essa boa quantidade de itens e extras também contribuía para aumentar o nível de diversão do jogo.

Salvando a Floresta

A aventura de Sonic se passa em South Island, no meio do Oceano Pacífico (no planeta Terra mesmo). Mas há alguns manuais americanos e europeus que afirmam que a aventura se passa num planeta próprio, na Ilha Mobius…

O enredo do game era bem simples. Envolvia um supercientista que estava capturando os animais da floresta para transformá-los em robôs. Só mesmo o ouriço mais rápido do mundo poderia detê-lo, reunindo todas as Chaos Emeralds e frustrando os planos de Robotnik. Grandes heróis precisam de grandes vilões: e Dr. Robotnik foi muito bem planejado, era um personagem muito marcante e original, que fazia aparições interessantes e curiosas no fim das fases, tentando acabar com o ouriço.

A montagem gráfica do game também era muito bonita, o que fortalecia ainda mais a boa impressão causada por Sonic. As fases eram todas bem coloridas e cheias de detalhes e realces que faziam de Sonic The Hedgehog um dos games mais bonitos da época.

As músicas do game eram soberbas e admiráveis, capazes de dar ao jogo um ar sublime e único. Todas tinham um toque extremamente refinado, apesar de estarem tocando numa singela e pueril plataforma de 8-bits. Destaque para as músicas da primeira fase e do estágio “Bridge” (minha favorita). Nota máxima para a trilha sonora do game!