Notíciasr7

Sony quer levar seus jogos pro Xbox, Switch e até micro-ondas inteligente se deixar

Função do novo diretor: entregar a alma do PlayStation com um laço azul e o selo da Epic Games Store

Controle do PS4 / Unplash
Controle do PS4 / Unplash

A mesma empresa que um dia jurou de pé junto que jogo de PlayStation era pra ficar no PlayStation, que bateu no peito gritando “exclusivo é vida, multiplataforma é doença”, agora tá procurando um diretor sênior pra levar os joguinhos pra qualquer console que tiver entrada HDMI e roda Unity sem explodir.

Sim, meu caro leitor que ainda acha que “console war” existe: a Sony agora quer seus joguinhos first-party no Xbox, no Steam, no Switch, no mobile e quem sabe até na calculadora do Windows 95, se for rentável. A oferta de emprego publicada nos bastidores dessa novela mostra que os caras querem alguém pra supervisionar toda a operação de exportação do arroz com feijão do PlayStation Studios pro mundo afora. Inclusive… pro Xbox.

🎮 “Mas a exclusividade era nosso diferencial!” – alguém na Sony, provavelmente

A descrição do cargo é maravilhosa: o novo funcionário vai “definir e executar a estratégia comercial global para os títulos do PlayStation Studios em todas as plataformas digitais além do hardware PlayStation”. Traduzindo: vai ser o coach da virada de casaca. Vai cuidar pra que o God of War 5: Kratos no Carnaval de Salvador rode bonitão no Xbox Series X, com direito a suporte ao controle do Switch e conquistas na Epic Games Store.

E não para por aí. A função envolve “otimizar a lucratividade do título” (leia-se: enfiar microtransação onde der), “garantir o alinhamento multifuncional” (leia-se: convencer os devs chorando que ‘exclusivo’ virou palavrão), e “liderar uma equipe de alto desempenho” (leia-se: pagar café pros estagiários que vão fazer o port de Horizon Zero Dawn rodar num Galaxy Pocket).

🧟 “First-party? Nunca mais, parceiro.”

Sabe aquele papinho bonito de que exclusivos do PlayStation eram obras de arte, joias da coroa, títulos sagrados que jamais desceriam ao nível do “console concorrente”? Esquece. Em agosto, Helldivers 2 já vai invadir o Xbox, vestindo a farda do mercenário digital.

E se você acha que parar por aí, senta que lá vem história. God of War? Last of Us? Ghost of Tsushima? Nada disso tá 100% a salvo. Hoje é Helldivers, amanhã pode ser Kratos fazendo parkour em Redmond, Joel falando “Xbots” com carinho, e Jin Sakai recebendo conquistas no Game Pass.

E o caixão da guerra de consoles já tá sendo lacrado

Enquanto isso, do lado verde da força, a coisa já virou festa: Forza Horizon 5 vendeu 2 milhões de cópias no PS5 em UM MÊS. E Indiana Jones tá indo direto explorar ruínas no SSD da Sony, com direito a dublagem em 4K e suporte a gatilho adaptável.

No ritmo que vai, é questão de tempo até o Phil Spencer e o Jim Ryan aparecerem de mãos dadas no palco da The Game Awards dizendo:

“É tudo nosso. Compra no que tiver. Se rodar, tá valendo.”

💀 RumbleTech Revolts™: Onde foi parar a alma da Sony?

Vamos deixar uma coisa clara aqui. Eu, como velho ranzinza de PC e entusiasta da treta gratuita que é a guerra dos consoles, fico PASMO vendo o PlayStation, o templo sagrado dos exclusivos, se transformando numa grande locadora digital.

Claro que isso é ótimo pra galera do PC e até pro pessoal do Xbox, que vão finalmente poder jogar sem ter que pagar R$ 4.299 no bundle do PS5 com controle quebrado e update de firmware a cada boot.

Mas mano, e a galera que comprou o console pela promessa de exclusividade? E aquele orgulho besta que move a comunidade do PlayStation desde a época do “Só quem zerou Shadow of the Colossus entende”?

Agora é só questão de tempo até ver Kratos dançando com o Master Chief em Fortnite, com Joel vendendo skin no Roblox e Sackboy estreando em crossover com o Mario Kart.

O fim da exclusividade e o início da era do “tanto faz”

A Sony trocou o discurso de “exclusivo é pra criar identidade” por “exclusivo é pra começar no PlayStation… e depois a gente vende de novo pra galera do PC e Xbox com conteúdo deluxe”. Quem ganha? O investidor. Quem perde? O fã raiz que acreditou que a alma do console vinha nos discos de Blu-Ray.

Mas tudo bem, né? A moral agora é “jogue onde quiser”, desde que pague por tudo umas três vezes e tenha espaço no SSD pra 130GB de atualização de texturas de suor.

Zeca "RumbleTech" Rabelo

Zeca é o cara que joga tudo, reclama de quase tudo, mas só porque ama demais. Analisa jogos com um olho clínico de quem viveu a ascensão do 16-bits, sobreviveu aos gráficos do PS1 e agora exige 60 FPS até pra abrir o menu. Sarcástico, nostálgico e PC Master Race até a alma.
Botão Voltar ao topo

Adblock detectado

Por favor, desabilite o Adblock para continuar acessando o site!