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Após um hiato de 6 anos, a franquia SoulCalibur está de volta com seu 6º game canônico. O novo SoulCalibur, embora seja intitulado sequência, é uma espécie de reboot da saga, recontando os eventos acontecidos no século XVI, entre os anos de 1583 e 1590, com o objetivo de revelar segredos até então ocultos. Essas mudanças geram uma nova linha do tempo na história.

Parafraseando a Internet, em um mundo em ruínas, SoulCalibur é o último bastião de jogos de luta com espada. Por isso, uma versão para a atual geração era muito aguardada pelos fãs da luta mortal entre Soul Edge e SoulCalibur.

Seguindo a tradição, um lutador de outro universo foi convidado para o combate. Geralt de Rivia, de The Witcher, chegou com tudo e, com certeza, nunca um personagem caiu tão bem na série como ele.

O game foi lançado com 21 personagens, tendo Tira como primeira guerreira via DLC. Além de Geralt, há dois personagens novos, sendo eles Azwel, que utiliza de poderes filosóficos, e Grøh, um dinamarquês portador de uma espada dupla. O jogo mantém o tradicional estilo técnico de combate, com três comandos para atacar e um para defesa. Para extrair o máximo dos personagens, é necessário combinar botões e sequenciar movimentos precisos.

Em comparação ao quinto game, SoulCalibur VI está mais rápido e com movimentos mais eficientes, o que também facilita a esquiva de ataques mortais. Embora executar ataques básicos seja fácil, os comandos mais robustos necessitam de treino, tendo uma curva de aprendizagem maior do que TEKKEN (também da Bandai), por exemplo. Contudo, este não é um game intimidador, pois devido a qualquer movimento resultar num ataque, o jogador se sente estimulado a continuar e descobrir novas possibilidades. Quem curte jogar online pode comemorar, pois o matchmaking está estável e conectando facilmente pessoas de regiões distintas e níveis diferentes de conexão.

Os gráficos sempre foram um ponto alto da série e Project Souls mais uma vez impressionou na modelagem dos heróis e vilões da série. Cabelos, roupas e ornamentos são muito bem detalhados, como efeitos de contraste trabalhados. A ambientação tem brilho e cores fortes, o que mantém o game iluminado mesmo em cenários à noite. Já os fundos dos cenários não são tão bonitos assim, estando um pouco borrados, o que impede uma vista nítida dos horizontes.

Com mais de 20 anos de história, a franquia Souls continua cumprindo seu propósito: ser um jogo de luta armada com cenário 3D. SoulCalibur VI é justamente aquilo que os fãs esperam encontrar, ou seja, personagens fortes, golpes impressionantes, ringues giratórios com a possibilidade de arremessar o adversário para fora e muita diversão. Mantendo o tecnicismo tradicional, o jogo é a sequência que a saga merece e o que os fãs esperavam.

Uma cópia do jogo para Xbox One foi fornecida pela Bandai Namco para elaboração desta análise