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Um dos jogos de luta mais populares da geração atual recebeu sua maior atualização desde o lançamento, com grandes novidades para os jogadores, especialmente aqueles que não gostaram nada do formato original do game, focado claramente no multiplayer online, com pouquíssimo conteúdo voltado para o single player.

Street Fighter V: Arcade Edition traz entre suas principais novidades a inclusão de um modo arcade, similar ao encontrado nos títulos anteriores da franquia. Nele você pode escolher jogar as histórias de Street FighterStreet Fighter IIStreet Fighter AlphaStreet Fighter IIIStreet Fighter IVStreet Fighter V. Zerar com cada personagem lhe presenteará com artes baseadas neles. O número de artes obtidas varia de acordo com seu desempenho e no nível de dificuldade escolhido. É possível ver cada uma das artes desbloqueadas em um novo menu de Galeria, onde você também pode conferir os requisitos necessários para liberar cada uma delas.

O modo arcade é bom? Sem dúvida que é. Ali tem horas e horas de conteúdo para os jogadores que não estão interessados em jogar o multiplayer online e querem apenas desfrutar do bom e velho single player tradicional de Street Fighter. Contudo, eu achei que a Capcom optou mal em não dar aos jogadores recompensas além das artes por concluir as etapas do modo arcade. Fight Money, Experiência ou um Título bem que poderiam estar inclusos no pacote de prêmios.

Outro aspecto chamativo da Arcade Edition são as Batalhas Extras. Nelas você tem a oportunidade de encarar um desafio de onde, se sair vitorioso, receberá uma recompensa. No momento da elaboração deste texto estavam disponíveis dois deles. O primeiro consistia em derrotar Rashid, o qual estava utilizando um traje de Viewtiful Joe, para daí ganhar uma das peças dessa skin. As demais poderão ser obtidas em outras Batalhas Extras, que serão disponibilizadas futuramente. Somente pegando as quatro peças, você libera o traje. O segundo desafio era uma luta de um round contra Shin Akuma, uma versão mais poderosa deste personagem. Vencer lhe garante um Título. Vitórias subsequentes lhe dão 10 mil de Experiência. Interessante, certo? Só que tem um problema. Você precisa gastar Fight Money para cada tentativa nas batalhas extras.

Por falar nisso, se você decidiu comprar Street Fighter V somente agora com a chegada da Arcade Edition, não se preocupe, pois existe Fight Money suficiente para você obter pelo menos cinco personagens do terceiro passe de temporada. Para isso, basta subir o nível de cada um dos 28 lutadores disponíveis jogando as demonstrações, prólogo, sobrevivência fácil e normal, e também as provas nível 1. Se fizer isso, obterá mais de 500 mil FM. Fazendo os desafios semanais, provavelmente conseguirá o restante necessário para comprar o sexto e último personagem da terceira temporada antes dele sair.

Infelizmente, por alguma razão a Capcom decidiu remover os ganhos de FM que eram obtidos por completar a história geral, história individual, provas, sobrevivência e demonstrações. Conforme falei acima, se quiser ganhar o dinheiro virtual sem jogar o multiplayer online, só poderá fazê-lo aumentando o nível dos personagens, algo que você consegue jogando estes modos.

Mais uma das novidades da Arcade Edition foi a adição de um segundo V-Trigger, dando aos jogadores novos ataques com cada personagem. Todos os lutadores também sofreram mudanças no balanceamento, alguns para melhor (ex: Laura e Bison), outros para pior (ex: Cammy e Balrog), e também há aqueles que não tiveram alterações significativas (ex: Vega e Guile). Quem joga com frequência o multiplayer com certeza notará essas diferenças.

A interface do game foi alterada e particularmente acho que ficou bem melhor. Mais limpa e ao mesmo tempo chamativa. O tempo de loading das lutas finalmente foi reduzido. Há também um novo modo de batalha local onde duas equipes de até cinco jogadores podem competir entre si ou então uma delas contra a CPU.

No geral, acho que Street Fighter V: Arcade Edition fez mais bem do que mal ao game. Após quase dois anos, enfim o jogo tem aspecto de um produto completo, deixando para trás aquela sensação de ser algo inacabado.