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Super Mario Galaxy tem bastidores tão interessantes quanto o próprio game!

Descubra como Super Mario Galaxy e sua sequência revolucionaram o mundo dos jogos 3D e realizaram o sonho de Shigeru Miyamoto e Yoshiaki Koizumi.

O projeto que deu origem ao Super Mario Galaxy remonta aos tempos dourados do Nintendo 64, Super Mario 64 já tinha explodido cabeças por ser o primeiro grande salto do encanador para o mundo 3D. Mas, mesmo sendo uma obra-prima, a turma da Nintendo percebeu um problemão: muita gente achava o controle da câmera complicado e o jogo difícil demais!Foi aí que o lendário Shigeru Miyamoto e o talentoso Yoshiaki Koizumi começaram a matutar uma nova ideia: um projeto secreto chamado Super Mario 128. O plano era resolver os dilemas do 3D e criar uma jogabilidade mais intuitiva.

Na SpaceWorld 2000, o público ficou de queixo caído com a demo: 128 Marios correndo num disco que se deformava em tempo real! Embora nunca tenha virado um jogo completo, dali nasceu uma semente revolucionária — a ideia de mundos esféricos, onde o jogador poderia correr em todas as direções sem se perder ou brigar com a câmera.Enquanto isso, em 2002, veio Super Mario Sunshine, o sucessor espiritual do Mario 64 no GameCube. O jogo era lindo e colorido, mas Koizumi saiu dele meio frustrado: ainda achava que controlar câmera e movimento era um pesadelo. O sonho de criar o “Mario 3D perfeito” continuava.

Koizumi então fundou o estúdio Nintendo EAD Tokyo e lançou uma pérola curiosa: Donkey Kong Jungle Beat (2004). Usando os controles em formato de bongôs, o jogo mostrou que dava pra fazer um título de ação incrível com pouquíssimos botões. A ideia de “ações contextuais” — onde cada botão fazia coisas diferentes dependendo da situação — nascia ali, e seria essencial pro futuro do bigodudo.Durante o desenvolvimento, Koizumi percebeu que podia usar esse mesmo conceito num novo Mario. Ele e sua equipe estavam prontos pra reviver o sonho de Miyamoto: o tal Super Mario 128, agora mais ambicioso do que nunca!

O projeto começou com o codinome “Super Mario Revolution”, pensado para o então novíssimo Nintendo Wii. O conceito: Mario explorando planetas esféricos no espaço sideral! Cada planeta teria sua própria gravidade, fazendo o jogador dar voltas completas sem nunca cair do cenário. Era o fim dos limites e da confusão com a câmera.Koizumi e seu time montaram um protótipo em apenas três meses — com planetinhas flutuando no espaço e tudo! Miyamoto testava pessoalmente cada nova versão, sempre pedindo ajustes finos pra deixar o controle o mais fluido possível.

Nascia aí a ideia central do que viria a ser Super Mario Galaxy, o verdadeiro sucessor de Mario 64! No Wii, a equipe apostou tudo na facilidade de controle. O número de botões foi reduzido ao mínimo, e o movimento de giro (spin) foi adicionado com um simples chacoalhar do Wii Remote — um toque que deixava a jogabilidade mais precisa e divertida.

Pra eliminar de vez as brigas com a câmera, o time criou a “Planet Camera”, que seguia Mario suavemente pelos mundos redondos, sem ângulos ruins ou tontura. A meta era clara: nada de enjoo, nada de frustração — só diversão!

E pra deixar tudo ainda mais acessível, o jogo trouxe o modo cooperativo Co-Star Mode, onde um segundo jogador podia ajudar usando apenas o cursor. Assim, até quem nunca pegou num controle podia participar da aventura! Koizumi também queria que o jogo fosse prazeroso de simplesmente assistir. Cutscenes cinematográficas, animações expressivas e mundos coloridos faziam Super Mario Galaxy brilhar até para quem só via o amigo jogando no sofá.

Claro, Miyamoto garantiu que o jogo não ficasse fácil demais: a vida do Mario caiu de oito para três pontos, e as moedas ficaram mais raras, equilibrando o desafio.

Mesmo com pressão da chefia pra lançar o jogo junto com o Wii, o estúdio preferiu fazer tudo com calma. Quando Super Mario Galaxy finalmente chegou às lojas em 2007, o resultado foi mágico: um universo de criatividade, controles perfeitos e diversão pura.

O sonho iniciado lá atrás com Super Mario 128 finalmente virou realidade — e o encanador mais famoso do mundo conquistou a galáxia inteira! Assim que o primeiro Super Mario Galaxy pousou no Wii e conquistou o coração dos gamers, a equipe da Nintendo já estava com as mãos na massa pra criar mais aventuras interplanetárias! No início, o plano era simples: fazer uma versão “turbinada” do original, que até ganhou o apelido interno de Super Mario Galaxy 1.5.

Mas como sempre acontece com a turma criativa de Shigeru Miyamoto, o projeto começou a crescer, ganhar novas ideias, planetas malucos e mecânicas inéditas… até que o próprio Miyamoto percebeu: “Ei, isso aqui já é outro jogo!”. Foi aí que nasceu oficialmente o Super Mario Galaxy 2, um projeto que levou cerca de dois anos e meio pra ficar prontinho. A promessa? Um universo ainda mais vasto, divertido e desafiador do que o anterior!

Apresentado ao público na E3 de 2009 (junto com New Super Mario Bros. Wii), o jogo já estava praticamente pronto, mas a Nintendo decidiu segurar o lançamento pra 2010 — afinal, dois Marios gigantes no mesmo Natal era demais até pro encanador mais famoso do planeta!

Entre as novidades mais empolgantes, estava o retorno triunfal do Yoshi! Agora, o dinossaurinho podia engolir frutas especiais e ganhar poderes diferentes, como correr feito um foguete ou inflar como um balão. Outra invenção genial foi o drill, uma perfuradora que deixava o Mario cavar de um lado do planeta e sair do outro — sensacional!

Dessa vez, Miyamoto quis deixar a história em segundo plano, pra o jogador mergulhar direto na ação. A ideia era simples: menos blá-blá-blá, mais pulos, mais planetas e mais diversão!

Alguns desenvolvedores até sugeriram colocar participações especiais de outras franquias da Nintendo, como Pikmin ou até Donkey Kong, mas o chefe foi direto: “Não, esse é o show do Mario.” E assim ficou — uma aventura 100% Mario, 100% pura diversão.

O então chefão da Nintendo of America, Reggie Fils-Aimé, avisou logo de cara: “Galaxy 2 vai ser mais desafiador que o primeiro!” E não era conversa! O jogo trouxe estágios bem mais intensos e, pra equilibrar as coisas, a Nintendo criou modos de ajuda pros novatos.

Quem estivesse em apuros podia ativar o Cosmic Guide, um modo onde o espírito cósmico mostrava o caminho, ou consultar o Tip Network, uma rede de dicas dentro do jogo.
E pra deixar tudo mais completo, as versões japonesa, europeia e australiana vinham até com um DVD bônus, cheio de vídeos ensinando truques e técnicas de mestre — um verdadeiro curso galáctico de plataforma!

Quando Super Mario Galaxy 2 finalmente chegou às prateleiras em 2010, o mundo inteiro percebeu: não era só uma continuação. Era o aperfeiçoamento máximo da fórmula, com criatividade de sobra, jogabilidade precisa e desafios de fazer até o jogador mais veterano suar nas mãos.

Se o primeiro Galaxy já era uma revolução, o segundo foi a consagração do Mario como rei absoluto do 3D — um verdadeiro cometa de diversão que iluminou o Wii e marcou uma geração de gamers!

Victor Miller

Jornalista formado pela PUC-Rio e pós-graduado em Planejamento Estratégico de Mídias Sociais pelo SENAC Copacabana. Apaixonado por videogames desde a infância, ganhou destaque na internet com o Planeta Sonic e hoje é reconhecido como o “Rei dos Sonictubers” — título que abraça com gratidão, ainda que se considere apenas um mero mortal.
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