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Uma das mais notáveis e divertidas aventuras de Mario no saudoso Super Nintendo!

Não sem motivo, Mario é um dos ícones mais carismáticos e representativos do universo dos videogames. Idealizado pelo mestre Shigeru Miyamoto, o personagem já apareceu em um número incontável de games, a maioria obtendo incrível êxito comercial. Dotado de qualidades marcantes que o tornam distinto no meio de tantos outros personagens, o italiano bigodudo é tão famoso, que em Setembro de 2005, a franquia de games Mario alcançou a assustadora marca de 184 milhões de games vendidos!

Diga-se de passagem, em sua longa vida de mascote, Mario só teve uma única pedra em seu sapato (durante a era 16-bits): o surgimento de um veloz e muito querido ouriço azul – que durante alguns anos, chegou realmente a abalar o reinado do personagem. Mas isso é tema para um outro texto! Até porque, agora que a Sega é uma softhouse, a saudosa rivalidade entre os dois personagens virou coisa do passado. Além disso, Sonic tem feito bonito nos consoles de sua antiga rival – e não é que os portáteis da Nintendo viraram a casa perfeita para a continuação da série 2D do ouriço?!

Bem, deixando o assunto do parágrafo acima de lado, o tema desta análise é o saudoso game Super Mario World, um marco da era 16-bit e uma das melhores aventuras de plataforma do Mario; um game dotado de muitas qualidades e atributos que determinam a boa fama de antigos clássicos. Aqui foi aonde vimos também a primeira aparição de Yoshi, o fiel e carismático companheiro de montaria do personagem. Vamos agora voltar para o tempo dos 16-bits e relembrar a maior aventura de Mario no saudoso Super Nintendo!

Bem-vindo a Dinosaur Land

Em Super Mario World você é convidado a tomar parte de uma viagem pelo famoso universo de Dinosaur Land. O game tem um enredo assumidamente simples: como de praxe, logo na introdução do jogo você é solicitado a salvar a princesa Toadstool, que mais uma vez fora seqüestrada pelo vilão Bowser. Agora, no papel dos famosos encanadores italianos Mario e Luigi (o game pode ser apreciado alternadamente por dois jogadores) você deve salvar a princesa, enfrentando variados monstros tartaruga, os terríveis Koopa Kids, plantas-piranhas-saltitantes e mais uma grande variedade de personagens e inimigos criados pela inventiva originalidade de Shigeru Miyamoto.

Verdade seja dita: a variedade de inimigos encontrados no percurso do game é um detalhe que chega realmente a causar admiração ainda hoje – é algo divertido de se observar enquanto joga. Os oponentes que serviam de obstáculo para atrapalhar o seu avanço variavam de tartarugas aladas (!) a toupeiras, fantasmas, cactos sorridentes, plantas carnívoras e atiradoras de fogo (Volcano Lotus), além de alguns dinossauros de tamanhos diversos. Dinosaur Land, o universo delineado pelo lendário designer da Nintendo, é um lugar bastante colorido e cheio de vida.

Falando nisso, não é raro notar que algumas pessoas carregam certo descontentamento em relação aos games da Nintendo, justamente pelo fato de alguns títulos da empresa (como Mario e Zelda) possuírem um caráter meio infantil. São games que se caracterizam pelo uso de elementos como monstrinhos engraçadinhos e florzinhas coloridas. No entanto, é interessante notar a capacidade da empresa de fazer games extremamente divertidos, mesmo sem recorrer a elementos como violência de gangs, rapers ou garotas peitudas na capa dos jogos. No meio de tantos títulos que tentam atrair jogadores com detalhes superficiais, Super Mario World ainda é um clássico que, mesmo no meio da moderna geração atual, consegue ser um exemplo perfeito da essência pura e simples que um game precisa ter para ser considerado divertido.

Jogabilidade Sólida e Bem Variada

Sem mais delongas, vamos ao que realmente interessa: o jogo propriamente dito começa exibindo ao jogador um mapa do vasto mundo de Dinosaur Land. Você começa na parte sul do mapa, no ponto onde fica a casa de Yoshi (Yoshi’s House). A partir daí, você devia ir avançando no mapa, completando e resolvendo as fases e abrindo novos caminhos para seguir adiante. Super Mario World é um game com uma aventura extensa e duradoura – você até podia ir salvando o jogo para recordar o seu progresso.

Logo nas primeiras fases, Mario conhece seu amigo Yoshi. O pequeno dinossauro de montaria oferecia ao jogador possibilidades de gameplay interessantes e alguns haveres divertidos. O game se tornava um pouco mais fácil com Yoshi e mais divertido em alguns aspectos. Yoshi podia engolir as tartarugas e inimigos pequenos, facilitando seu avanço e até mesmo dando certo adiantamento para concluir os estágios. Ao engolir uma tartaruga, a fiel montaria de Mario podia cuspir seus cascos (alguns em forma de bolas de fogo) contra outros inimigos.

Você começava o game com Mario (ou Luigi) na versão “mini”. Para ficar maior (ou seja, tornar-se o Super Mario), era preciso encontrar e agarrar o cogumelo vermelho. Havia também alguns tipos de Power-Ups que ofereciam ao Mario algumas notáveis habilidades especiais. Tais como uma Flor de Fogo, com a qual você virava o Fire Mario, que atirava bolinhas flamejantes nos inimigos; Uma capa que fazia o personagem voar por certas distâncias, etc.

Desnecessário dizer que o gameplay era perfeito, dando muito mais brilho e até alguma consistência a mais ao jogo! Quem já experimentou este clássico (e certamente passou horas na frente da TV) sabe que a jogabilidade era simplesmente viciante. Como na maioria dos games de plataforma, aqui você devia derrubar os inimigos saltando sobre eles – uma fórmula simples, sim, porém funcional e divertida.

As músicas não chegavam a ser o ponto mais forte do game, mas certamente serviam bem na tarefa de animar o clima do jogo. Os efeitos sonoros, por outro lado, eram ótimos! Os sons e ruídos já sugeriam associação imediata com as ações desempenhadas. O quesito gráfico, dentro dos limites impostos pela época, era maravilhoso: os personagens e inimigos eram bem animados e coloridos, sem falar também na excelente qualidade das fases: os cenários eram bastante variados. Havia estágios debaixo d’água, em castelos mal-assombrados, cavernas, etc.