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A cantora/atriz Miley Cyrus, conhecida por ser uma das maiores feministas do mundo e grande ativista da causa LGBT, criticou em recente entrevista à Variety a série “Supergirl“, da Warner/DC – mais especificamente o termo “supergirl” para retratar uma mulher.

Tem uma série chamada Supergirl, e eu vi um outdoor dela outro dia. Primeiro, ela é uma mulher, não uma garotinha [em inglês, ‘girl’ geralmente tem conotação para jovens meninas]. Segundo, e se você é um garotinho que quer ser uma garota e isso lhe faz se sentir mal? Eu não acho acho que um título como Supergirl é tão empoderador quanto as pessoas parecem achar. Ter uma obra de arte com um gênero ligado irrevogavelmente a ela é um pouco estranho“, comentou.

Porém, não demorou muito para que Andrew Kreisberg, produtor executivo da série, respondesse aos comentários de Cyrus.

A série é baseada em uma propriedade pré-existente que é chamada de Supergirl, portanto, nunca teve qualquer intenção de chamá-la de forma diferente”, disse Kreisberg.

Eu acho que nós trabalhamos duro, especialmente no início da primeira temporada para resolver a discrepância. Na verdade, tivemos uma cena sobre Kara se lamentando: ‘Por que não sou chamada de Superwoman?’. E então Cat explicou como a palavra menina em si não é ofensiva.

Para nós, o ponto feminista mais forte sobre este show é a Kara, como a personagem enfrenta os desafios e como ela os supera, fisicamente e emocionalmente. Isso, para mim, é o maior avanço de uma mulher poderosa na televisão”, finaliza.

A segunda temporada de “Supergirl” estreou dia 10 de outubro nos EUA e está sendo exibida atualmente no Brasil pelo canal Warner Chanel.