Análises

Teenage Mutant Ninja Turtles: The Arcade Game

Cowabunga !!!

Antes de qualquer coisa, quero falar que é uma honra fazer parte da família GH. Sempre gostei muito do site e agora tenho a oportunidade de poder escrever matérias para a GameHall. Sou também a prova viva da universalidade dos games quanto a idade. Tenho 38 anos (perto de fazer 39) e estou aqui escrevendo sobre minha maior paixão: Games. Espero mostrar que um “senhor” pode sim gostar e entender de games, assim como os mais jovens…

Costumo escrever de maneira não muito culta, cheia de frescuras, pois acho desnecessário. Enfim, vamos começar o que interessa, uma matéria de um old game clássico. Como sou um oldgamer convicto, e achar que a melhor época dos jogos foi no fim da década de 80, começo de 90, minhas análises vão ser normalmente sobre games dessa época e em especial sobre games de arcades. Agora que já me apresentei, vou começar com minha história na GameHall com o game que, pra mim, foi um marco nesta época, dos anos 80 para 90.

Em meados dos anos 90, mais precisamente em 1989, é lançado um game para arcades pela Konami, baseado em um desenho que fazia um enorme sucesso mundialmente, as Tartarugas Ninja, ou, como no original, “Teenage Mutant Ninja Turtles”.

Na verdade, este era o segundo game baseado nas Tartarugas, mas o primeiro não fez muito sucesso além de não ser um jogo muito bom. Teenage Mutant Ninja Turtles 2, ou Teenage Mutant Ninja Turtles: The Arcade Game, foi o primeiro jogo de renome das Tartarugas Ninja, além de ser um game que marcou a virada das décadas já citadas, pois apesar de ser em base um Beat´n´Up, tinha aspectos e novidades que o fizeram por se destacar daquele tempo até hoje.

O maior dos feitos deste game se encontra justamente no maior defeito dos games neste estilo desde Final Fight e Streets of Rage, a jogabilidade. Não que Teenage Mutant Ninja Turtles: The Arcade Game altera o modo de jogo técnicamente, muito pelo contrário. O jogo conta com um botão para bater, um botão para saltar e pressionando os dois botões, a tartaruga realiza um golpe especial que consome vida. Igualzinho ao Final Fight.

O destaque para a jogabilidade de TMNT2 é a inauguração do sistema de quatro jogadores poderem desfrutar ao mesmo tempo do jogo, e esse fator deixava o jogo muito mais divertido do que qualquer outro Beat´n Up da época, e até mesmo dos de hoje em dia.

Cada secção de controladores do arcade dava controle a uma das tartarugas, em ordem, Leonardo, Michelangelo, Donatelo e Rafael. Sendo que cada uma delas tinha diferenças em relação a técnicas, velocidade e força.

A jogabilidade de TMNT2 não se destaca apenas pelo sistema de quatro jogadores, apesar de este ser o grande destaque, mas também é muito competente quanto ao básico. Os controles tem respostas rápidas, sem falha de colisões… Enfim, tudo o que um Final Fight tem, só que mais tresloucado, afinal este é um game das tartarugas.

A história do jogo é até boa por se tratar de um game para fliperama. No começo tudo começa com a missão de resgatar April de um prédio em chamas, e daí para a missão de derrotar Destruidor, sendo que no meio do caminho até mesmo Splinter deve ser resgatado.

Falando nas fases do game, cada uma delas termina com um chefe de fase clássico dos desenhos como Bobbop e Rockysteady. Dentre as fases, claro destaque para a primeira, que já nos mostra como o jogo é belo, tanto nos personagens, mas como nos cenários, além da fase que se passa com as tartarugas em Skates turbinados, lutando contra os inimigos do Clã do Pé. As fases do game e seus respectivos chefes são os seguintes:

1ra fase: “Fire! We gotta get April out!!” Chefe: Rockysteady.

Essa fase é a fase inicial, se passa em um prédio em chamas, com belos efeitos de representação de fogo e com armadilhas que são bolas de metal rolando pelas escadarias. No fim desta fase você enfrenta o clássico Rockysteady.

2da fase: “C´mon, after that Shredder creep!!” Chefes: Bebbop / Dr Stockman/ Rockysteady

Esta fase começa nas ruas de NY e inaugura truques que te auxiliam como os postes e hidrantes que podem ser usados como meio de ataque. Depois disso Beebop aparece. Depois de derrotado, a fase se passa no esgoto com vários inimigos e com um ambiente diferente, pois mistura terra e água. Aqui você enfrenta Dr.Stockman. No fim da fase, de novo nas ruas de NY se enfrenta Beebop e Rockyestady juntos. April é salva nesta fase.

3ra: “Let´s get to that Secret Factory!!”

Essa é a única fase sem chefes do jogo. A fase começa em uma via expressa com jogabilidade regular, em uma fase cheia de novidades com carros e motos passando com os componentes do Clã do Pé. A ultima parte da fase, ainda na via expressa, acontece com as tartarugas em skates motorizados. Nessa parte da fase, várias airships armadas surgem para te ataquar.

4ta: “C´com, let´s bust this joint!!” Chefes: “Robos Voadores” / “Ciborgue de Lança chamas”.

Toda essa fase se passa em uma fábrica, referencia do nome da fase acima, fase essa sem grandes novidades. Os Chefes aqui são, no meio da fase, um bando de rodos pequenos voadores que lhe atiram o tempo inteiro; e no fim da fase um ciborgue com um lança chamas, chefe esse muito fácil e muito sem carisma. Nessa fase se salva Splinter.

5ta: “We gotta find the Technodrome!!” Chefes: “Ciborgue com Rocket Launcher”/ Krang/ Shredder.

Última fase do game. Se passa inteira na base subterrânea de Destruidor, o Technodrome. Mais uma fase sem novidades, mas com muitos inimigos. Tem como o primeiro chefe um ciborgue com um Rocket Laucher, que basicamente é uma versão do chefe similar da fase anterior. Os dois últimos chefes é que são o bixo pegando. O primeiro é Kramer (Cérebro) em sua classica “roupa” humanóide, mas mesmo Kramer não é nada demais. O ultimo chefe é Shredder (Destruidor), e esse sim é incrível.

Fim de jogo!

Por falar em Destruidor, ele merece um destaque no game, pois é o primeiro chefe de um game de Beat´up que não basta bater e bater sem noção para derrotar. Ele aparece na tela e se multiplica, e, caso você apenas bata neles ate que um morra, Destruidor se multiplica de novo e a luta continua sem fim. Era preciso de uma estratégica, mesmo que básica para os padrões atuais, para derrotá-lo. Isso foi algo que, na época foi uma demonstração sem igual de criatividade.

A sonoplastia do game era muito boa para a época, e merece certo destaque, mas não é nada incrível. Prova disso é a superioridade total de “Teenage Mutant Ninja Turtles: Turtles in Time” nesse aspecto. Entretanto, em TMNT: The Arcade Game, tanto as músicas como os efeitos especiais sonoros cumprem muito bem o seu papel.

Outro destaque desse jogo é seu visual, que em uma época em que a simplicidade dava o tom das coisas, brilhava. O game tem animações fluentes, cores vivas e um grande arsenal de elementos na tela em casa fase. Os mais céticos vão falar que TMNT: Turtles in Time é muito mais belo. Isso é verdade, mas esse último, foi lançado em 1991, dois anos mais tarde, e que apesar de mais belo, não tem o mesmo carisma do “original”. Apesar de este também ser um ótimo game.

Como pontos negativos, pode-se apontar o tamanho do game. Em pouco mais de 40 min, no máximo, você poderá terminar ele. Mas TMNT 2 é um game para Arcades, logo, não poderia ter horas e horas de duração.

Outro ponto negativo são momentos de “papa ficha” que o game tem. Momentos em que o game tira uma ou mais vidas suas em questão de segundos e você não pode fazer nada, ou quase isso. Mas, novamente, lembro que este é um game de Arcade, e “papar fichas” também é uma obrigação. Devido a isso, não vou considerar esses aspectos como pontos RUINS do game, apesar de dizer que são pontos NEGATIVOS do game, coisas muito diferentes por sinal.

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