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Desde que “O Senhor dos Anéis” chegou aos cinemas nos anos 2000 o universo medieval entrou em evidência no cinema, literatura e games. Em 2003 o escritor alemão Markus Heitz publicou seu primeiro livro com a mesma temática, mas diferente de outras obras o foco de sua literatura eram os anões. Baseado neste livro (que hoje é uma série já com 5 obras) a King Art Games decidiu fazer seu game, inclusive, homônimo: The Dwarves.

Tungdil Goldhand é um jovem anão e o único de sua raça que vive em Ionandar, um dos cinco reinos encantados de Girdlegard. Lá o anão trabalhou como ferreiro (dom que aprendeu naturalmente) até o dia em que Lot-Ionan, seu mestre e “pai adotivo” lhe emcubiu da missão de entregar uma bolsa misteriosa portando alguns artefatos a um de seus antigos discípulos. Ao longo do caminho Tundgil encontra Orcs que estão destruindo tudo por onde passam, mas para sua sorte, ao enfrentar alguns destes monstros ele entronca dois anões secundaristas gêmeos que o salvam e se tornam os primeiros companheiros de sua jornada repleta de reviravoltas.

The Dwarves é um RPG de ação com batalhas estratégicas. Ao todo são 15 personagens controláveis que são organizados em grupos de até quatro guerreiros. Assim como em Dragon Age você pode controlar o protagonista ou os demais characters, o que é extremamente recomendável para montar os ataques táticos. Outro recurso dos combates é a pausa. Através dela é possível planejar os ataques, e não se preocupe, esta pausa não tem limite de tempo.

Protagonista do jogo e menu de evolução
Protagonista do jogo e menu de evolução

As batalhas são intensas e normalmente contra hordas de inimigos. Os adversários sempre buscam te encurralar cercando os personagens  por todos os lados, por isso, é importante ficar atento a todos os companheiros para que não morram durantes os combates. Já o sistema de evolução é simples, mas eficiente, o necessário para para balancear o jogo e deixar os personagens mais forte (nada de muitas personalizações).

É importante planejar a estratégia de ataque.
É importante planejar a estratégia de ataque.

Os comandos foram bem adaptados para os consoles. Diferente dos PC’s a jogabilidade é livre, nada de clicar nos locais para andar. Essa modificação foi necessária, pois de outra forma não seria jogável no PS4 e XOne.

Tela de comandos do jogo.
Tela de comandos do jogo.

O mundo é extenso, mas não pode ser viajado livremente. Existem várias áreas acessíveis, entretanto são muito pequenas, servindo para realizar os combates ou curtas explorações. Ou seja, nada de mundos incríveis e gigantes como em The Witcher ou o já citado Dragon Age.

Falando em mapas, as viagens são feitas de um ponto para o outro escolhendo o caminho no mapa enquanto a narradora conta o que está acontecendo. Em alguns momentos você precisará tomar decisões (como em um RPG de mesa, mas sem rolar dados) e estas escolhas interferem em como a história progride a partir daquele ponto, seja em sidequests ou na história principal.

Felizmente o jogo é legendado em português, pois seu inglês mais polido pode intimidar aqueles que tem menos domínio do idioma. O que não agrada são os loadings no console, que são muito demorados e constantes, além disso em alguns momentos há uma pequena queda de performance durante as batalhas e bugs na navegação do mapa que deixam a tela tremendo.