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Tudo na vida tem um início. No caso de The King of Fighters, este se deu em 1994, principalmente nos fliperamas. A empresa SNK trazia nada menos que gráficos lindos em 2D: cenários animados muito bem acabados, personagens muito bem desenhados e aliados à uma jogabilidade rápida e entusiasmante. Rendeu impacto na clientela de vários arcade shops, fazendo com que houvessem pelo menos 3 máquinas rodando o tal jogo. Era o nascimento de uma lenda que perdura até os dias de hoje, nascia The King of Fighters.

Em 1994, poucas eram as pessoas que possuíam acesso ao Neo Geo ou a qualquer videogame em sua forma mais geral devido à baixa veiculação de notícias acerca de jogos. Mas, muitos eram aqueles que frequentavam os Arcade Shops, muito mais do que a média nos dias de hoje. Logo em seu lançamento, KOF 94 mostrou o poder que a máquina da empresa nipônica SNK poderia gerar; nos oferecendo gráficos muito bem acabados munidos a uma trilha sonora esplêndida; era praticamente inédito algo tão bem feito naquela época, este era The King of Fighters 94.

O verdadeiro começo

The King of Fighters teve seu verdadeiro início em “Fatal Fury”. Seria um torneio organizado por Geese Howard; onde participariam os melhores lutadores do mundo, dentre eles: Terry Bogard, Andy Bogard, Joe Higashi, Billy Kane e muitos outros. A história é contada no primeiro filme da série Fatal Fury. No primeiro jogo da série (que foi lançado pelo menos para Snes, Mega Drive e Neo Geo), já havia referência ao título KOF.

A revolução…

O jogo não se trata de apenas mais um 2D de luta, como os famigerados e igualmente respeitados Street Fighters e Mortal Kombats da época. KOF 94 era mais audacioso; este trazia além de uma coletânea de personagens da SNK ( de jogos como The Art of Fighting e o próprio Fatal Fury), um novo modo de organização. Os lutadores estavam dispostos em trios que representavam seus respectivos países no tal torneio de luta; a cada round, um lutador era eliminado, assim, as lutas ficavam bem disputadas e divertidas. Infelizmente, os trios já estavam formados, não sendo possível alterá-los, porém, este infortúnio foi corrigido nas versões consecutivas do game.

 


“Bela arte do jogo encantava os jogadores na época…”

Que jogo é esse? É lindo!

Lembro-me perfeitamente de quando estava jogando com meus amigos na época, eu era um mero fedelho, mas sempre que alguém iria jogar qualquer outra coisa e via KOF 94 no fliperama, de imediato perguntava: “Que jogo é esse? Parece legal.” Sim, The King of Fighters trouxe uma evolução gráfica notável para a época. Evolução esta que o diferenciava dos seus concorrentes. Só de ver a tela de seleção de personagens percebíamos que este não se tratava de um jogo como os demais concorrentes do mesmo. Os gráficos eram muito bem acabados e animados para a época, propiciando ao KOF, uma peculiaridade visual. Os cenários elam lindos e possuíam uma breve animação (como uma espécie de cut scene) logo no início de cada luta, algo inédito na época e que deixava alguns gamers boquiabertos. Os mesmos também possuíam alguma animação no in game, mostrando a platéia assistindo a luta, gesticulando, e outros seres animados.

Vamos ver se você é bom mesmo

KOF 94 possuía uma dificuldade razoável, do início ao fim do jogo, a dificuldade era, evidentemente, aumentada gradativamente até o último chefe; que por falar nele; este possui uma das dificuldades mais elevadas que já experimentei, levando o jogador até mesmo a crer que por vencer o primeiro round, possa vencê-lo sem problemas. Terrível engano! Rugal Bernstein só demonstra sua verdadeira força durante o segundo round, ao rasgar seu terno e partir para a “treta” com toda a sua força e fúria, fazendo com que o jogador perca fichas e mais fichas.

Os times

Itália (Fatal Fury Team) China (Psycho Soldier Team)
Italia China
Andy Bogard
Terry Bogard
Joe Higashi
Chin Gensai
Athena Asamiya
Sie Kensou
Italia China
Japão (Hero Team) EUA (American Sports Team)
Japón EEUU
Benimaru Nikaido
Kyo Kusanagi
Goro Daimon
Lucky Glauber
Heavy D!
Brian Battler
Japón EEUU
Coréia (Kim Team) Brasil (Ikari Team)
Corea Brasil
Chang Koehan
Kim Kaphwan
Choi Bunge
Ralf Jones
Heidern
Clark Steel
Corea Brasil
Inglaterra (Women Team) México (Art of Fighting Team)
Inglaterra México
Mai Shiranui
King
Yuri Sakazaki
Robert García
Takuma Sakazaki
Ryo Sakazaki
Inglaterra Mexico

Jogabilidade com novidades

A jogabilidade é bem rápida, assim como nos jogos coexistentes em sua época; mas com um diferencial bem interessante: além de haver uma defesa normal, geralmente usada contra golpes fracos como socos e chutes, havia a possibilidade de se esquivar desviando do golpe do adversário, sem ocorrer dano algum, um sistema muito interessante que impôs mais uma peculiaridade ao jogo.

Também tínhamos uma barra de energia que simbolizava o momento em que poderíamos executar um golpe especial. Segurando 3 botões do arcade nós podíamos encher esta barra e desferir um golpe especial que, se utilizado em um momento propício, tiraria uma quantidade simbólica do nível de saúde do adversário.

Mai, a “Miss KOF”

A trilha fica na memória

KOF 94 possui uma sonoplastia muito interessante. Para se ter uma idéia, a música tema do Psycho Team (Athena Asamia, Sie Kensou e Chin Gentsai) ganhou vários remakes ao longo da série; com direito a até mesmo uma versão cantada. Todas as músicas são de boa qualidade e expressam o tema de cada um dos trios que podem ser selecionados no game; incluindo o chefe Rugal. A dublagem em geral está ótima, várias vozes muito bem escolhidas e que marcaram bem o estilo de cada personagem até hoje.

Saudades dessa mesinha do fliper…

Nova era

KOF 94 contou com uma versão remake para Xbox e Playstation 2 intitulada: The King Of Fighters 94 Re-Bout. O jogo traz uma renderização melhor para os personagens 2D e cenários reformulados em 3D. O jogo também conta com um modo multiplayer online para ambas as plataformas e, diferentemente do original, os trios podem ser editados. Também contamos com a aparição de Saishu Kusanagi (pai de Kyo Kusanagi, o personagem “principal” da série).

“ôura ôura!” xD