🎮 The Outer Worlds 2 e Avowed vendem menos do que o esperado (ou: quando o marketing grita e o caixa cochicha).
A Obsidian Entertainment, aquela velha conhecida dos RPGs cheios de texto, escolhas morais e fãs dizendo “isso aqui é profundo, você que não entendeu”, resolveu abrir o jogo em entrevista à Bloomberg:
👉 The Outer Worlds 2 e Avowed venderam menos do que a galera lá de cima esperava.
Tradução direta do dialeto corporativo:
“A planilha não bateu.”
🚀 The Outer Worlds 2: fim de linha, apaga a luz
Vamos começar pelo caso mais dolorido.
O desempenho de The Outer Worlds 2 foi tão abaixo do esperado que a Obsidian já deixou claro: não vai ter The Outer Worlds 3.
É isso. Acabou.
A nave não decolou, o combustível acabou e alguém esqueceu de avisar o contador.
O mais irônico?
O primeiro The Outer Worlds foi aquele jogo que todo mundo descrevia como “bom, mas não incrível”. Aí veio o 2 com mais orçamento, mais tempo e… menos retorno.
Moral da história do tio gamer:
“Sequência não vende sozinha. Nostalgia também tem limite.”
🧙 Avowed: não brilhou, mas ainda respira
Já Avowed teve um destino menos trágico.
Vendeu abaixo do esperado? Sim.
Foi um fracasso absoluto? Não exatamente.
A Obsidian ainda pretende continuar trabalhando no universo de Avowed, que divide cenário com Pillars of Eternity. Ou seja: o mundo não morreu, só não virou fenômeno.
É aquele caso clássico de RPG que:
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agradou quem gosta do estilo
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não conquistou o público grande
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e ficou no limbo do “bom, mas não o suficiente”
Nos anos 80 isso se chamava cult. Hoje se chama problema de escala.
🐜 Grounded 2: o menor foi o maior
Enquanto isso, do outro lado do estúdio, Grounded 2 tá lá, tranquilo, sendo considerado um sucesso.
E sabe por quê?
Porque:
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levou apenas dois anos até o acesso antecipado
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custou menos
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não prometeu o universo
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e entregou diversão direta
Enquanto Avowed e The Outer Worlds 2 ficaram seis anos em desenvolvimento, queimando dinheiro igual cartucho de Atari ligado o fim de semana inteiro.
Conclusão óbvia que só executivo ignora:
“Jogo menor, ciclo menor, risco menor.”
🧮 Três jogos em oito meses: ideia boa… no PowerPoint
Em 2025, a Microsoft ficou toda empolgada anunciando que a Obsidian lançaria três jogos em apenas oito meses:
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Avowed em fevereiro
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Grounded 2 em julho (acesso antecipado)
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The Outer Worlds 2 logo depois
No papel? Lindo.
Na prática? Segundo o próprio estúdio, fruto de problemas.
Josh Sawyer, diretor de design, mandou a real:
“Não é bom lançar três jogos no mesmo ano.”
Olha só. Quem diria.
O tio aqui já sabia disso desde a época que a locadora recebia cinco jogos bons no mesmo mês e ninguém alugava todos.
⏳ Seis, sete anos de desenvolvimento? Ninguém aguenta mais
Outro ponto que a Obsidian reconheceu — e com razão — é que ciclos de desenvolvimento de 5, 6 ou 7 anos estão ficando insustentáveis.
Brandon Adler, diretor de The Outer Worlds 2, resumiu bem:
“A gente meio que se acostumou com isso.”
Pois é.
E esse “acostumar” custou caro.
Hoje o foco do estúdio é claro:
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projetos menores
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menos tempo
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menos custo
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mais espaço entre lançamentos
Ou seja: fazer jogo como gente normal, não como se cada lançamento tivesse que salvar a indústria.
🧾 RumbleTech tiozão fecha a conta
O caso da Obsidian é quase um estudo de caso moderno:
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talento não garante venda
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hype não paga salário
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universo rico não substitui planejamento
E fica a lição que vem lá dos fliperamas:
“Não adianta fazer o jogo do ano se o custo foi de três jogos do ano.”
A Obsidian continua sendo um estúdio respeitado, mas claramente aprendeu do jeito difícil que tamanho e ambição precisam andar de mãos dadas com realidade.
E o tio aqui finaliza com aquela máxima eterna:
“Quem abraça o mundo, acaba largando a carteira.” 🕹️☕