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Wired Productions junto ao estúdio italiano LKA.it trazem aos consoles um jogo de terror bastante peculiar intitulado The Town of Light, que é baseado em eventos reais vivenciados por pacientes psiquiátricos em meados do século XX. Confira agora nossa análise sobre esta intrigante aventura.

A protagonista da história é Renné (personagem jogável e narradora), uma ex-paciente do Volterra Psychiatric Asylum, que realmente existiu na Itália. Na história o hospital psiquiátrico já está em ruínas, e Renné está de volta ao local em busca de repostas que a ajudem a esclarecer melhor sua história passada e também relação com familiares e demais pacientes do local.

Todo o jogo se passa dentro do antigo hospital, um edifício de dois andares e à medida que se progride na história novas portas e caminhos são abertos, muitas vezes de forma misteriosa, diga-se de passagem. A aventura se resume em três atividades: coletar documentos, cumprir pequenos objetivos e fazer escolhas que ajudem Renné a interpretar a história.

O game é repleto de documentos que ajudam a compreender o que se passou ali, além de fotos, quatros e livros de anatomia com corpos abertos em diversos ângulos, indicando como realizar processos cirúrgicos, o que era muito comum naquela época. Os objetivos, melhor dizendo, pequenas missões, são tarefas simples para levar o jogador a exploração do local e ter a sensação de estar interferindo no ambiente, como, por exemplo buscar uma boneca importante para Renné, mas tudo tem um motivo, ou seja, não existem objetivos inúteis. Já as escolhas são a parte mais intrigante. Embora não aconteçam o tempo todo elas sempre surgirão em momentos críticos, quando nossa protagonista começa a se desequilibrar emocionalmente, por isso é interessante escolher respostas coerentes.

Os gráficos são acima da média dos indie que vemos por aí, com uma certa riqueza em detalhes e preocupação e passar a ideia de um local decaído, claustrofóbico e cruel. Já a jogabilidade é em primeira pessoa e o game é bastante simples em sua fórmula. Sua única “ferramenta” é uma lanterna para clarear locais mais escuros e durante todo o jogo você estará explorando locais no presente e em flashbacks.

O ponto forte do jogo é sem sombra de dúvidas sua história. A narrativa é densa e não poupa palavras e muito menos detalhes sobre o que aconteceu com Renné durante seu tempo de internação. A sensação de desconforto e desejo de descobrir um pouco mais sobre tudo isso aumenta com os flabacks que são vivenciados em gameplay. A trilha sonora, que tem uma pegada no estilo de Silent Hill também ajuda a aumentar a tensão e tornar a trama ainda mais arrepiante.

Town of Light nos coloca na pele de uma mulher com sofrimento mental e soma a uma narrativa de exploração baseada em fatos reais, o que faz deste jogo uma experiência inédita e que vale a pena ser conferida por todos aqueles que curtem uma história sombria e jogos de exploração.