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Na última terça-feira (25) tive a oportunidade de jogar uma versão inacabada de Thronebreaker: The Witcher Tales, que trata-se da campanha single player do popular GWENT: The Witcher Card Game, servindo também como spin off da famosa franquia do bruxo Geralt de Rívia.

Devo dizer que fiquei agradavelmente surpreso com a experiência, pois estava esperando por algo mais simples e me deparei com um jogo complexo e muito bem acabado, dando a entender por que a CD Projekt RED decidiu lançar esse game na forma de um produto independente e não mais como apenas um complemento de GWENT.

O RPG apresenta a história da protagonista Meve, uma veterana de guerra e rainha de dois Reinos do Norte – Lyria e Rívia – que precisa trilhar novamente pelos campos de batalha para combater a iminente invasão do exército de Nilfgaard.

Durante os aproximadamente 40 minutos em que joguei Thronebreaker, fui introduzido ao início da narrativa e aos aspectos iniciais da jogabilidade. A história é contada por meio de cenas de diálogos, totalmente dubladas em português brasileiro, juntamente com textos, igualmente dublados, que surgem antes e após os confrontos.

Há ocasiões onde é necessário optar por uma determinada resposta nas conversas, com esta decisão tendo impacto direto no andamento do jogo. Houve uma ocasião, por exemplo, onde eu pude escolher entre poupar os aldeões, recrutá-los para meu exército ou então puni-los com chicotadas.

A essência da jogabilidade não é simplesmente jogar batalhas baseadas em GWENT. Inicialmente, você controla Meve por um cenário com visão isométrica, de forma parecida com o que ocorre em Diablo, interagindo com os NPCs que encontra pelo caminho, coletando recursos para melhorar seu exército, solucionando quebra-cabeças e enfrentando inimigos.

Na hora de lutar contra os inimigos e resolver os quebra-cabeças, aí sim, você se deparada com a jogabilidade vista no jogo de cartas de The Witcher, mas com algumas diferenças sutis para tornar a experiência um pouco distinta. No caso dos quebra-cabeças, não basta somente vencer a partida, pois é necessário fazer isso cumprindo determinadas regras. Em um deles eu tive que enfrentar um grupo de carniçais, mas nenhuma das minhas cartas poderia ser destruída. Em outro caso, era necessário eliminar três cartas representando um deslizamento de terra antes que elas alcançassem a carta da rainha Meve no meu lado da “mesa”.

Alguns destes desafios são tão complicados que a CD Projekt optou por adicionar um modo de jogo onde os jogadores podem ignorar completamente as partidas de GWENT, de modo a focarem apenas em acompanhar a história.

Para aumentar a qualidade do seu baralho, é necessário pesquisar melhorias em um acampamento no qual você também pode conversar com membros do seu exército. Há também relicários espalhados pelo mapa, que servem para elevar a moral dos seus homens para a próxima batalha.

Conforme disse no começo do artigo, eu não tinha muita expectativa com Thronebreaker, mas pelo fato do pouco tempo com o jogo já ter me deixado com vontade de jogar (pela quarta vez) The Witcher 3: Wild Hunt, digo que trata-se de um título que, embora não seja um The Witcher propriamente dito, incorpora vários dos melhores aspectos da franquia e tem tudo para agradar os fãs da série em sua campanha com 30 horas de duração. Devido a isso, mal posso esperar para jogar a versão completa!

O lançamento de Thronebreaker: The Witcher Tales ocorrerá no dia 23 de outubro para PC por meio do GOG pelo valor de R$ 99,99, e no dia 4 de dezembro para PS4 e Xbox One, com preço a ser definido.

Para ver um pouco mais sobre o game, assista abaixo ou neste link alguns trechos do nosso gameplay exclusivo, totalmente em português.