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Top 10 JRPGs que parecem anime mas doem mais que fim de temporada

Quando os pixels te fazem chorar mais que o último episódio do seu shoujo favorito

Um bom jogo precisa de uma história elaborada? | Opinião
Reprodução

Se você já jogou um JRPG achando que ia ser só risada, amizade e poder da amizade, mas terminou chorando abraçado no travesseiro, bem-vindo ao clube. Esses jogos são praticamente temporadas de anime em formato interativo: começam fofinhos, enchem a gente de carisma e depois… BAM, vem a rasteira emocional.

É tipo assistir Ano Hana achando que ia ser só nostalgia e acabar soluçando feito criança.

Prepare o coração (e os lenços de papel), porque aqui vai o Top 10 JRPGs que parecem anime mas doem mais que fim de temporada.

1. Final Fantasy X – O “Your Name” dos JRPGs

Se Final Fantasy X fosse anime, teria abertura da LiSA e ending da Aimer. Você começa feliz, com Tidus todo bronzeado, Yuna dançando com a água, o time da Blitzball… até que a Square te joga numa montanha-russa emocional que acaba com um dos finais mais dolorosos da história dos videogames.

É aquele tipo de dor bonita, sabe? Tipo quando o casal finalmente se declara, mas o universo fala “não, querido, aqui não”. Até hoje tem gente que escuta To Zanarkand e precisa de terapia.

2. Persona 3 – Evangelion com uniforme escolar

Persona 3 é o equivalente gamer de assistir Neon Genesis Evangelion numa madrugada de insônia. Você pensa: “ah, legal, vida escolar, social links, paquerinha…”. Aí descobre que pra invocar sua Persona precisa atirar na própria cabeça com uma arma mágica.

E quando você já está investido nos coleguinhas da escola, o jogo começa a falar de morte, destino e sacrifício com a delicadeza de um trem bala. O final? Mais devastador que o último episódio de Devilman Crybaby.

3. Xenogears – Filosofia, robôs gigantes e lágrimas

Esse aqui é praticamente um anime perdido dos anos 90. Tem mechas (robôs gigantes, claro), conspirações religiosas, personagens cheios de trauma e um protagonista que precisava urgentemente de terapia.

Se Xenogears fosse anime, estaria no mesmo patamar de Serial Experiments Lain ou RahXephon: você passa metade do tempo confuso e a outra metade chorando. É o clássico “não entendi nada, mas senti tudo”.

4. Tales of the Abyss – O anime shounen que amadureceu na marra

Luke, o protagonista, começa sendo um chorão mimado que parece ter saído de um anime de domingo de manhã. Só que Tales of the Abyss não dá colher de chá: a história esfrega as consequências na cara dele, e a evolução do personagem é uma das mais marcantes do gênero.

Se fosse anime, seria aquele shounen que começa leve mas vira Fullmetal Alchemist: Brotherhood depois do episódio 25.

5. NieR: Automata – Filosofia existencial com glitter e choro

NieR: Automata engana direitinho. Você começa com a 2B estilosa, gameplay frenético e visuais lindos. Parece só uma aventura sci-fi com robôs gatinhos. Mas aí Yoko Taro aparece do nada e fala: “você vai sofrer, e vai gostar”.

O jogo te faz questionar sua existência, chorar por personagens que são literalmente máquinas, e ainda dá múltiplos finais que doem cada um de um jeito. É basicamente Made in Abyss: fofinho na superfície, destruidor por dentro.

6. Xenoblade Chronicles – A Monado é legal, mas a dor é maior

Xenoblade Chronicles tem aquele ar de anime de aventura otimista: mundo gigante, personagens apaixonantes, vilões com cara de cosplay de tokusatsu. Tudo lindo… até que a história começa a virar um épico emocional cheio de mortes que ninguém pediu.

Se fosse anime, seria tipo Sword Art Online: você entra pelo hype da espada brilhante e sai traumatizado.

7. The Legend of Heroes: Trails in the Sky – Slice of life com rasteira emocional

Esse JRPG começa como o equivalente a um anime fofinho de slice of life. Você acompanha Estelle e Joshua em aventuras leves, quase um K-On! com espadinhas. Mas do nada, quando você já está confortável, o jogo vira uma pancada emocional que parece final de temporada de Clannad After Story.

É literalmente aquele golpe: você se apega porque é fofo, e depois sofre porque é cruel.

8. Fire Emblem: Three Houses – Novela mexicana com espada e magia

De cara, parece um anime colegial de fantasia: você é professor, dá aula, faz amizade, toma chá com os alunos fofinhos. Mas aí chega a guerra e você tem que escolher um lado. Resultado? Os coleguinhas que você amava viram inimigos mortais.

É basicamente Your Lie in April encontra Game of Thrones, só que com mais cabelo colorido.

9. Chrono Trigger – O anime de viagem no tempo que te parte no meio

Clássico absoluto. Chrono Trigger é aquele anime de viagem no tempo estilo Steins;Gate: começa divertido, cheio de carisma, mas depois entrega uma carga dramática que mexe com você por décadas.

A cena do Crono… bom, se você jogou, você sabe. Se não jogou, prepare-se para uma das maiores experiências “final de temporada” do mundo dos games.

10. Shin Megami Tensei IV – Pokémon, mas depressivo

Imagine um anime de monstrinhos estilo Pokémon, mas em vez de capturar bichinhos fofos, você recruta demônios do apocalipse. Essa é a vibe de Shin Megami Tensei IV.

A história envolve escolhas morais pesadíssimas, dilemas religiosos e finais que deixam você encarando a parede pensando “por que eu fiz isso comigo?”. É tipo assistir Akira achando que era só moto bonita.

🌸 Conclusão – O JRPG é o anime que você joga

No fim das contas, JRPGs são o equivalente gamer daquele anime que você assiste “só por diversão” e termina emocionalmente destruído, mas com a alma mais leve (ou pesada). Eles entregam personagens que viram amigos, mundos que viram casa e finais que viram trauma.

E é por isso que a gente ama tanto. Porque dói, mas dói bonito.

Magali "Pixel" Susana

Magali "Pixel" Susana é pseudônimo (para evitar gente chata me procurando nas redes)! Gamer das antigas, da época que checkpoint era coisa de filme de ficção científica. Com um coração pixelado e uma paixão que atravessa gerações, ela escreve para quem ama videogames com alma. Se você é da era dos disquetes, vai lembrar de mim... ou sentir que sempre me conheceu.
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