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Trailer do filme de Street Fighter finalmente respeita o arcade

Filme ambientado em 1993 aposta no torneio World Warrior e traz Ryu, Ken e Chun-Li

🧓🥊 RumbleTech falando, direto do fliperama enferrujado de 1991, aquele mesmo onde eu perdi ficha, amizade e dignidade tentando soltar Hadouken no Street Fighter 1 (sim, aquele jogo duro, injusto e mal-balanceado como a vida). E dito isso: sim, eu vi o trailer do filme de Street Fighter no TGA 2025. E pela primeira vez em décadas… eu não passei vergonha alheia imediatamente.

Trailer do filme de Street Fighter finalmente respeita quem jogou no arcade

Vamos alinhar expectativas logo de cara:
quem sobreviveu ao filme de 1994, aquele com o Van Damme fazendo cosplay de Guile bêbado em dia de carnaval, já criou anticorpos emocionais. Então quando anunciam mais um filme live-action de Street Fighter, o instinto é automático: cruzar os braços, revirar os olhos e pensar “lá vem”.

Mas eis que no The Game Awards 2025, a Paramount solta o trailer…
e eu, velho de guerra, fiquei em silêncio.
Silêncio bom.

Street Fighter em 1993: decisão CERTA

Primeiro acerto gigantesco: o filme se passa em 1993.

Isso não é detalhe. Isso é respeito histórico.

1993 é:

  • auge absoluto de Street Fighter II

  • fliperama lotado

  • rivalidade real entre Ryu e Ken

  • Chun-Li já ícone

  • World Warrior no imaginário coletivo

Ou seja: o coração da franquia. Não é Street Fighter genérico moderno tentando agradar todo mundo. É Street Fighter quando ele definiu uma geração.

Ryu, Ken e Chun-Li: finalmente… personagens

No trailer, Ryu (Andrew Koji) não parece um cara aleatório com faixa na cabeça. Ele parece:

  • sério

  • introspectivo

  • focado

  • aquele sujeito que treina enquanto o mundo pega fogo

Ken (Noah Centineo), pra surpresa geral, não está caricato demais. Tem carisma, mas sem virar piada ambulante.

E Chun-Li (Callina Liang)?
Finalmente tratada como:

  • lutadora

  • investigadora

  • força motriz da história

Não é só “a moça que chuta alto”. Já ganhou pontos comigo.

World Warrior é World Warrior, não “guerra genérica”

Outro acerto: o trailer deixa claro que estamos falando do torneio World Warrior.
Não é golpe militar genérico, não é ditadura confusa, não é “organização do mal sem nome”.

É Street Fighter do jeito que nasceu:

  • lutadores do mundo inteiro

  • cada um com seu motivo

  • honra, vingança, dinheiro ou caos

Isso importa. Muito.

O elenco é… INSANO (e eu não sei se isso é bom ou perigoso)

Agora vamos falar da parte que me fez levantar a sobrancelha:

  • David Dastmalchian como M. Bison → escolha excelente, energia de vilão certo

  • Roman Reigns como Akuma → visualmente faz sentido, agora vamos ver atuação

  • Jason Momoa como Blanka → eu… eu não sei o que sentir ainda

  • 50 Cent como Balrog → isso é Street Fighter ou DLC do Def Jam?

  • Andrew Schulz como Dan Hibiki → ok, essa eu aceito, Dan é piada mesmo

  • Eric André como personagem original → isso pode dar muito certo ou muito errado

É aquele elenco que grita:
👉 “ou vai ser incrível”
👉 “ou vai virar caos absoluto”

E Street Fighter sempre viveu nesse limiar.

Coreografias e ação: aqui é onde o filme vive ou morre

O trailer mostra lutas mais próximas das artes marciais reais, sem exagerar demais em CG barato.
E isso é essencial.

Street Fighter não precisa ser:

  • superpoder o tempo todo

  • explosão sem sentido

Ele precisa ser:

  • impacto

  • técnica

  • identidade de cada lutador

E pelo que o trailer sugere, cada personagem luta como deveria lutar. Isso, pra quem jogou desde o arcade, é ouro.

Direção e roteiro: confiança cautelosa

O filme é dirigido por Kitao Sakurai, com roteiro de Dalan Musson. Não são nomes óbvios, mas isso pode ser bom. Às vezes, menos “autor famoso” e mais respeito ao material funciona melhor.

E o tom do trailer indica que alguém ali jogou Street Fighter de verdade. Não só leu a Wikipedia.

Eu joguei:

  • Street Fighter 1 no arcade duro

  • Street Fighter II até gastar salário

  • Alpha, Third Strike, IV, V, VI

Eu já fui enganado antes. Muitas vezes.

Mas esse trailer?
👉 não me insultou
👉 não pareceu vergonha alheia
👉 não tentou reinventar o que não precisava

Se o filme mantiver esse respeito até o fim, talvez — só talvez — Street Fighter finalmente tenha um filme à altura do jogo.

🧓🥊 RumbleTech encerrando, com a mão suja de ficha imaginária:

“Se sair ruim, eu reclamo.
Se sair bom… eu admito.
Mas esse trailer?
Esse eu deixei passar.”

Zeca "RumbleTech" Rabelo

Zeca é o cara que joga tudo, reclama de quase tudo, mas só porque ama demais. Analisa jogos com um olho clínico de quem viveu a ascensão do 16-bits, sobreviveu aos gráficos do PS1 e agora exige 60 FPS até pra abrir o menu. Sarcástico, nostálgico e PC Master Race até a alma.
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