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Wild Arms é um clássico RPG dos primórdios do Playstation 1 e que fez sucesso entre os amantes do gênero na época, originando uma série e um remake para Playstation 2. Basicamente, é um RPG tradicional com gráficos em 2D e a famosa “visão de cima”, herança dos jogos de Super Nintendo ou Mega Drive, com o diferencial que quando entramos no sistema de batalha os gráficos ficam em 3D. É verdade que o visual em três dimensões são mal feitos mesmo para os padrões do antigo Playstation, mas o mesmo não se pode dizer dos bidimensionais, muito agradáveis.

O título se passa no mundo de Filgaia, claramente inspirado na Europa medieval e no faroeste norte americano, o clima de “velho oeste” é presente em todo o jogo, com grandes desertos, montanhas, e as cidades são construídas com a arquitetura da Europa antiga. Como uma boa história clichê, uma tecnologia hiper avançada existiu há centenas de anos, e o trio de personagens (um protagonista órfão, um caçador de tesouros, e uma aprendiz de maga que deixa subentendido um romance com o principal. Quer algo mais clichê?) precisará salvar o mundo, mas cada um tem suas próprias razões para isso.

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O jogo foi o primeiro do gênero RPG para a até então novata Media Vision. Para não errarem em sua primeira investida, a produtora não arriscou muito e procurou explorar ao máximo a fórmula tradicional para os jogos do gênero. O único ponto que o distingue dos demais é por ele explorar a já citada temática do “velho oeste” e fazer um híbrido com uma história meio “anime”. A combinação caiu bem, e o jogo tem uma legião de seguidores “cult”.

Como a maioria dos bons jogos do gênero, a trilha sonora marca forte presença. Composta inteiramente por Michiko Naruke, ela entra perfeitamente no clima proposto, e utiliza instrumentos como o bandolim, violão, trompetes e os típicos assobios das músicas do gênero. Destaque para a faixa do mapa do mundo, nomeada “Lone Bird in the Shire”, e a música de abertura “Into the Wilderness”.

Os únicos pontos negativos são alguns enigmas e minigames que nos remetem a jogos de ação. No primeiro caso, muitos podem ficar tempos empacados em buscar soluções para puzzles que parecem ilógicos, o que irritava os jogadores da época que não podiam consultar o Google de como passar de tal parte. No segundo, há alguns minigames que exigem reflexos rápidos, provavelmente com o objetivo de variar na jogabilidade, mas acaba destoando do gênero e frustrando os amantes de RPG.