Eita Microsoft… a empresa que criou o Clippy, exterminou o Internet Explorer e agora sonha em transformar desenvolvedores em extensões orgânicas do Copilot.
Pois bem, segundo um insider com histórico respeitável no ResetEra, mais uma leva de demissões vem aí na divisão Xbox. Porque, aparentemente, cortar 9.000 funcionários em junho — e desmantelar estúdios inteiros como quem limpa a lixeira do PC — ainda não foi o suficiente pra turbinar os servidores de IA e manter a fé dos acionistas.
Mas calma, porque o melhor (ou pior) vem agora: o mesmo insider afirmou que o Xbox só foi realmente lucrativo durante alguns trimestres da era Xbox 360. Sim, meus caros. Todo o circo de aquisições, franquias, hardware e bravatas gamer por quase 25 anos… e o lucro? Uma lembrança distante como Gears of War sem microtransações.
Enquanto isso, os poucos estúdios que sobreviverem à foice digital devem ser os ligados a franquias que realmente dão retorno: Blizzard, Call of Duty e Minecraft — o trio parada dura que sustenta a casa. O resto? Vai ser deixado no porão com o Kinect, o Mixer e a promessa do Crackdown 3.
Quando IA vira sigla pra “Indústria Aniquilada”
A cereja podre do bolo? Agora, os funcionários que escaparam do snap corporativo estão sendo “treinados” para usar ferramentas de IA como o Copilot e o ChatGPT. A ideia é clara: fazer mais com menos — ou melhor, fazer tudo com IA e meia dúzia de devs que topam viver de pizza e burnout. No melhor estilo “você agora é sua própria equipe de QA, marketing, arte, áudio, roteiro e programação”. Obrigado por participar.
Ah, e lembra do Perfect Dark, o jogo que prometeram com pompa de reboot cinematográfico? Segundo o mesmo insider, até o gameplay mostrado era fake. Um trailer gerado pra inglês ver, IA aprovar e Phil Spencer assinar embaixo. Porque se o trailer engana e rende buzz, pra que perder tempo fazendo o jogo, né?
Um legado de aquisições… pra nada?
Com estúdios sendo desativados, projetos cancelados e metade da força de trabalho substituída por IA, resta uma pergunta: pra que serviram os bilhões gastos na compra de estúdios como Bethesda e Activision Blizzard? Se era só pra deixar Call of Duty no Game Pass, talvez tivessem economizado tempo assinando um acordo com a Tencent.
O que vemos é um cenário sombrio, onde jogos viram planilhas, criatividade vira algoritmo, e o jogador vira métrica. A cada demissão, uma franquia morre. A cada corte, uma ideia promissora se transforma num vídeo de apresentação com música de trailer da Two Steps From Hell e gameplay que nunca vai existir.
Rumble Verdict
A real é que o Xbox parece mais um experimento de longa duração em como não construir uma divisão de games. Eles tentaram ser a Netflix dos jogos, mas esqueceram de investir nos jogos. E agora, quando finalmente tinham as ferramentas e talentos, resolveram trocar tudo por tokens mágicos de IA. O futuro da divisão? Parece um episódio perdido de Black Mirror: distópico, automatizado, e com Phil Spencer sorrindo falsamente enquanto mais um estúdio é desligado pela IA com voz do Master Chief.